SERGIO MAESTRELLI

PE. LUIGI MARZANO, A HOMENAGEM QUE FALTAVA

Pe. Luigi Marzano e a necessidade de uma homenagem póstuma em frente à Igreja Matriz. E para sanar esta lacuna foi isso que ocorreu na 6ª Feira, dia 16 de abril, numa iniciativa da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Radio Marconi, Academia de Letras, Associação Veneta e Rotary Club, data em que se registra os 62 anos de falecimento de nosso primeiro pároco.

Pe. Daniel Pagani, nosso 6º pároco, afirmou que estava se relembrando aquele momento naquele local a memória histórica e religiosa daquele que primeiro nestas terras, aqui viveu, habitou e evangelizou no início da imigração fundando a Paróquia Nossa Senhora da Conceição e a sua primeira igreja. A presidente da Academia de Letras, Rosa Miotello, ressaltou que “o Pe. Marzano, além de ser o nosso primeiro pároco foi também o nosso primeiro escritor. Aos 31 anos, publicou a sua obra prima “Colonos e Missionários nas Florestas do Brasil” e que deve ser considerada como a “certidão de nascimento” de Urussanga. André Nichele, gerente da Rádio Marconi, afirmou que se o Pe. Marzano foi escritor, então foi também comunicador. Sérgio Maestrelli comentou um fato a ele relatado pelo amigo Adão Bettiol. Adão afirmou que havia escutado do Pe. Luiz Gilli “que o Pe. Marzano, ao ser indagado por que escrevia, se a maioria não sabia ler, este respondeu: eu estou escrevendo, não para o meu tempo, mas para a posteridade”. E como você escreveu muito bem, Pe. Marzano! No registro fotográfico da homenagem, André Nichele, Pároco Daniel Pagani, Henry Goulart, Edna Zannin Lopes e Bruna De Brida representando Rosa Miotello. Sérgio e Márcia Costa num passado recente estiveram na Itália e numa comovente reportagem registraram aspectos da cidade de Buttigliera d’Asti, terra natal do sacerdote. Lá mantiveram contatos com seus descendentes, ficaram hospedados na casa dos familiares do Padre Luigi, bem como visitaram seu túmulo num cemitério que data do Ano 1.100 com inúmeros registros dos nomes que pereceram vítimas da peste negra que na época dizimou 2/3 de seus habitantes. Na oportunidade foi entregue aos seus descendentes, uma carta do Povo de Urussanga. A Comunidade de Urussanga já havia homenageado o primeiro pároco com nome de rua e da Escola de Língua Italiana e com uma homenagem em solo italiano, ainda estava devendo esta homenagem em frente à Igreja Matriz. Agora não deve mais. As reportagens já publicadas pelo Jornal Panorama acerca do Pe. Marzano envolvendo o artigo ‘Da Rua Onde Você Mora” e a viagem à Itália complementam esta história que teve início em Buttigliera d’Asti em 15/03/1873 e lá se encerrou em 16/04/ 1959 com o seu sepultamento.


Pensando no meio ambiente

Uma equipe formada por Augusto Zanellato, Henry Goulart, Vanessa Lopes, Walmeri Ribeiro e Wiliam Marques em palestra on-line apresentaram aos membros do Rotary Club de Urussanga o tema “Territórios Sensíveis - Rio Urussanga”. São ações artísticas com a poluição da água e do lixo doméstico. Trata-se de proteção ambiental e este tema integra os objetivos do clube. O projeto nasceu no Ceará com a professora da UFF e UFRJ, Walmeri Ribeiro. Segundo Walmeri, “a proposta é despertar e desenvolver uma nova forma de se viver, de se pensar e de agir com relação ao meio ambiente”. Na opinião de Vanessa Lopes, “só a informação não está sensibilizando mais, não está impactando mais. Precisamos utilizar outros instrumentos e a arte a ser criada neste projeto é uma delas”. Para Augusto Zanellato, “a imagem laranja do Rio Urussanga é uma imagem marcante da infância, vivida no Bairro De Bridão e precisamos tentar mudar esta realidade”. Para Wiliam Marques, “no passado o rio era um centro de convivência, gerou vida para cidade e depois lentamente com a extração do carvão foi massacrado. Cabe à arte quebrar barreiras que a realidade não consegue quebrar”. Já, Henry Goulart, outro integrante do projeto, afirma que “a cidade vive de costas para o rio, com água poluída, lixo e esgoto. Com o tempo perdemos a água potável do Rio e ficamos com o bagaço da laranja”. O projeto envolve uma nova tentativa para despertar a comunidade urussanguense frente a esta realidade ambiental.


Enquanto isso, no banco da Praça Anita Garibaldi, o CD da “Voce Della Benedetta” e o livro “Tropeços e Êxitos” escrito “by” Teresinha Possenti, registrando a trajetória de vida dela e de sua família. Esse “by” substituindo o “por” se justifica plenamente como uma homenagem da autora à Pátria americana onde por lá viveu e trabalhou por vários anos. Trata-se de uma declaração de amor. Teresinha Possenti é linha de frente em muitas ações: Integrante da Associação Cultural Santa Cecília, do Grupo Cantando Si Va, proprietária da Pousada Dona Alice, integrante do Movimento turístico-cultural, co-apresentadora do programa “Voce Della Benedetta”, empreendedora, presidente da Associação Amici di Longarone... Agora estreando como escritora e com uma atitude inédita, ao distribuir livros na praça. Poderíamos afirmar que a amiga Teresinha, além de ser Possenti, foi e é possante. Possante e forte. Vamos ler suas memórias e depois comentaremos e conversaremos, Terry.


ROSA MIOTELLO, 46 ANOS NO AR



Rosa Miotello, 46 anos, sim, mas nos microfones de Andorinha Mensageira, evidentemente. No dia 20 de abril, Rosa Miotello, ex-professora, ex-catequista, ex-funcionária pública federal do INSS, ex-presidente das Damas de Caridade, ex-vereadora e presidente da Câmara e a atual presidente da Academia de Letras de Urussanga, completou 46 anos apresentando o programa “Andorinha Mensageira”, uma marca histórica estabelecida pela Rádio Fundação Marconi. São mais de 3.600 edições dominicais no ar. Padre Agenor iniciou o programa com a fundação da Rádio em 1951. A partir de 1975, ele foi apresentado em conjunto com Rosa Miotello. E a partir de agosto de 2006, com o falecimento do Pe. Agenor, Rosa “segurou” sozinha o programa, apresentando todos os domingos com garra, amor e disposição. A foto mais emblemática da “Andorinha Mensageira” reúne três personagens: Monsenhor Agenor Neves Marques, Rosa Miotello e o sonoplasta Luiz Carlos Frasson Marques, o Didjo. Além da participação inicial de Ida Bez Batti e Olinda Bettiol, que acabou de completar 99 anos, em bela reportagem devidamente registrada por Panorama, o programa teve algumas edições apresentadas pelo locutor Edi Carlos de Rezende. Eu tive a primazia, o orgulho e a satisfação de efetuar a apresentação de uma edição num domingo de uma intensa trovoada, numa das viagens da apresentadora. Que a Andorinha Mensageira continue em seu voo dominical decolando do Planalto Serrano e aterrizando nas brancas areias do Atlântico Sul. E que este programa seja “ad aeternum” dentro da emissora. Rosa Miotello, faceira, orgulhosa e realizada, no último domingo ao lado do sonoplasta Ruan Inocenti. Rosa concluiu que é “por vocês, ouvintes, que eu venho levantando todos os domingos bem cedinho nesses últimos 46 anos”. A mais beneficiada foi você mesmo Rosa, afinal levantar cedo faz bem para a saúde.


SANTO EXPEDITO, ANO 16



No último dia 19, foi celebrada em Rio Carvão, a missa em honra a Santo Expedito, aquele santo do “Hodie e Cras’’ ou “Hoje sim e não Amanhã” e lembrando que “fora da caridade, não há salvação”. Santo Expedito tem um capitel de granito na “antiga Mina Veloso” por iniciativa do casal “Tini e Badú”, ou de Christine Alves Bastos e do Dr. Eduardo Piacentini. O Capitel foi inaugurado em 2005. Legionário romano, soldado de Cristo no ano 300 da nossa Era, Expedito converteu toda a legião romana sob seu comando. Deu o seu testemunho para a sua geração e para a posteridade. Na edição deste ano, efetuou a cerimônia religiosa, o pároco Pe. Daniel Pagani.


A TRAIÇÃO


Vivemos mais um feriado nacional de “21 de abril” para recordar Tiradentes. E com ele nos vem a ideia do quanto é nefasta e repugnante a traição. Ideias contrárias devem existir, mas traidores dentro de uma entidade, de uma organização, “dentro do ninho” devem ser abjuradas, pois envolve a mais vil, perversa e repugnante das atitudes humanas. É covardia explícita. É o ser humano chegando no seu mais baixo nível ético e moral. Se você quiser combater ideias contrárias, use métodos mais inteligentes e decentes. Não se utilize desse subterfúgio, porque a história revelou um triste fim para todos aqueles que se utilizaram do expediente da traição. A história reserva desde o início da humanidade um fim triste, melancólico e deprimente para os traidores. Vejam alguns exemplos: Júlio Cesar e o seu filho adotivo Marcus Junius Brutus, no famoso episódio do “Até tu, Brutus?” Pilatos não traiu, mas tratou de lavar as mãos, sinal evidente de que então elas estariam sujas. Judas Escariotes, um dos doze, aquele que com um beijo e trinta moedas traiu o filho do homem no auge do desespero se enforcou num tronco de uma árvore seca. Um “beijo de Judas” passou para a história como sendo uma expressão relacionada à traição. Von Rommel, um dos mais brilhantes generais alemães da II Guerra caiu vítima de uma traição. Um dos mais célebres guerreiros dos índios pele vermelhas das pradarias norte-americanas também foi vítima de uma arapuca preparada por um traidor. No Brasil, talvez o mais famoso dos traidores atende pelo nome de Silvério dos Reis, o abjeto ser humano que com sua traição levou Tiradentes à forca e ao esquartejamento, alguns ao suicídio e outros companheiros seus para o exílio. Esquecido, faleceu no Maranhão. Portanto, evite ser um novo “Brutus”, um novo “Judas Escariotes”, um novo “Silvério dos Reis”. E temos que ter o máximo cuidado porque espíritos desta índole continuam vivos e muito vivos em nosso meio, em nossos dias, ao nosso lado.


PÍLULAS


O exterminador do presente e do futuro, ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales, agora foi apelidado de Ministro da Madeira e Cara de Pau, pelo humorista Beto Simão, devido ao seu escancarado apoio aos madeireiros da madeira ilegal.

Será que esta será a semana do “o ministro vai passar” e a “boiada vai ficar”? Ele, ao lado do Ernesto das Relações Exteriores, detonou a imagem do Brasil no cenário internacional. Por isso precisa ser detonado.


Neste sábado, 17 de abril, no dia em que o mundo registrou 3 milhões de mortes pela Covid-19, fui picado, não pela mosca azul e sim pela agulha da seringa da vacina Astrazeneca Oxford da enfermeira Daniela.

Foi a vez da classe dos “62, 63, 64”. Não deixa se ser um alívio psicológico a desejada imunidade do corpo.

Também naquele dia, na fila da picada, a amiga e colega de escola do Rainha, Marinês Damiani, a número 1, e os amigos Miraldo Concer, o nº 3, Volney Roberto Schmidtz, o nº 5 e eu com o já frequente e familiar nº 9.


Temos que nos policiar constantemente, principalmente aqueles que detêm momentaneamente ou transitoriamente o poder, seja ele de que espécie for, porque como já foi devidamente registrado por um escritor italiano do Renascimento, o poder turva a mente e embaralha o sentido aguçado de percepção da realidade que nos cerca. Todo cuidado ainda é muito pouco.


“Se o Rafael Niero nos jogos do “Criciúma” ganhasse por narração de gol, ele estaria quebrado”. Janguinha, em seu momento esportivo espirituoso máximo no último domingo, no jogo em que o Criciúma necessitava discordar do Concórdia, mas infelizmente concordou com o empate.


ATTENTI RAGAZZI


No futebol, assim como em todas as situações da vida, o próximo jogo é sempre o mais importante.