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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI

POR ESSA NINGUÉM ESPERAVA, NEM EU


Por razões éticas e bom senso, vamos omitir sobre que assunto e em que local tal fato ocorreu. Uma pessoa foi convidada para palestrar sobre um determinado assunto a um determinado grupo, assunto este de interesse e de relevância, visando obter maior e melhor desempenho em suas missões de trabalho. O convidado posiciona o notebook e começa a sua apresentação em power point. Lá pelo 8º ou 9º slide, o nosso palestrante percebe que, na plateia, apenas duas pessoas estavam atentas ao assunto, e as demais permaneciam de cabeça abaixada e “zapeando”. O palestrante, observando tal comportamento carregado de absoluta falta de consideração, repete o mesmo slide e as mesas frases. Já que quase todos não estavam prestando a devida atenção, quase ninguém notou. Ele não teve dúvidas. Encerrou a palestra, recolheu o notebook e se reportou ao grupo dizendo: Vocês me desculpem, mas eu tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar aqui fazendo uma apresentação para as paredes. Na sequência, retirou-se. Na sala, restaram os participantes surpresos e boquiabertos numa atmosfera de constrangimento total. O problema não está no celular ou no zap. Está no uso dele, caro mio. Tem certas coisas e certos fatos que só acontecem aqui na Benedetta e em mais nenhum lugar deste planeta.


MURILO NESI

No dia 23 de maio, Urussanga se despediu do professor de Educação Física Murilo João Nesi, 72 anos. No dia seguinte, durante a sessão legislativa, o presidente Elson Roberto Ramos solicitou um minuto de silêncio em sua memória. O vereador José Carlos José registrou que o professor Murilo Nesi foi um grande professor, uma grande pessoa, uma personalidade de respeito que deixou um grande exemplo e um grande legado a nossa comunidade. Decreto Legislativo nº 8 de 3 de maio de 2016 transformou-o em Cidadão Benemérito de Urussanga por proposição da vereadora Izolete Duarte Vieira Gastaldon, a “1119”. Vereador Thiago Muttini recordou que ele foi homenageado pela área esportiva do município que comandava com a Taça Murilo Nesi - Campeonato Misto de Voleibol, cuja final ocorreu no Ginásio de Esportes Centenário no dia 21 de outubro de 2018. Murilo Nesi foi professor de Educação Física em várias escolas e diretor da Escola Básica Caetano Bez Batti, do Bairro da Estação. Durante o velório, da Alemanha, a mensagem de sua sobrinha Cristiani Nesi Lopes registrou que seu tio foi um grande guerreiro, principalmente nos últimos anos, e que havia chegado a hora de descansar ao lado do Senhor, reencontrar seus pais e o irmão. Já Maria Luiza e Marilda agradeceram todo o apoio, a dedicação, a assistência e a amizade do primo Walter Nesi, sempre alerta e disponível 24 horas. Que o Murilo, meu primo que cuidou de mim na infância na Rua do Sapo, no período em que e ele estudava no Colégio Rainha do Mundo e minha mãe lecionava em Santaninha, descanse numa das moradas do Senhor, nos verdes campos do céu, seguramente muito parecidos com os campos da Serra de Bom Jardim, da Mantiqueira, com gado, pinhão e pinheiros, com uma capela com tábuas de pinheiro, uma paisagem da qual nutria grande paixão, assim como seu pai, Giovanni Nesi. Seu histórico fusca amarelo polenta vivia subindo a Serra do Doze. Lá era o seu chão predileto. Os justos desta vida terão, na vida eterna, a sua recompensa com o chamado do Senhor que dirá: Vinde benditos de meu pai e tomai posse do reino que está reservado para vocês desde o início do mundo. E eu te mandarei para os campos verdejantes rodeados de belas paisagens com frio, geada, gado, pinheiro e pinhão e uma capela de madeira. Ele foi uma pessoa íntegra e justa. Por isso, nada a temer, Murilo.



Falta calha. Um simples cano da “Tigre” talvez resolveria o problema, evitando infiltração e deterioração no prédio histórico que hoje abriga a Unidade Básica de Saúde “Vittório Giacone”. E nós emendamos. É lamentável a Imprensa ter que reportar coisas tão banais. Os responsáveis não enxergam, mas o povo enxerga e comenta. Hoje se gastaria 10; mas, ao se protelar, gastarão 1.000 do dinheiro do povo. Então, leitor do Panorama, você pediu, nós registramos.



A Rainha da XX Festa do Vinho Isis Gonçalves Inocente, ao lado do Dr. Brivaldo Pereira que, há 19 anos, fez o parto que a trouxe a este mundo.



Roberto Peixe, Roberto, Beto, Beto Peixe, Peixe... Roberto Lopes, associado do Rotary Club de Urussanga na condição de veterano em grau máximo, na última reunião do clube, cujas reuniões voltaram a ser presenciais, preparou aquele carreteiro com letras maiúsculas. Para alguns foi o primo piato, secondo piato, terzo piato... E, também, o piato no dia seguinte. O Rotary Club possui membros com uma larga folha de serviços na área social, política e cultural. Muitos de seus membros, além do viés sócio-político e cultural, possuem o viés gastronômico: Peixe com rizoto, carreteiro e peixe, camarão e afins; Dado com Pizza, Vechi com costelinha de porco, Telmo com seu churrasco bovino no espeto de taquara, Jaimar com suas receitas de aipim e o Paúra com a polenta com milho cravo. E as rotarianas com suas saladas. Complementando a mesa, servindo vinhos de vinhedos próprios, a dupla PF ( Preve e Fontanella). Saudades do associado Hédi Damian. De suas conversas e histórias, de suas contribuições e do gelato de Longarone. Desta vida, tudo vai ficar para trás, menos os bons momentos vividos. Rotary também significa companheirismo e confraternização.


PÍLULAS

  • Pelo que rolou nas redes sociais, na imprensa tradicional e nos grupinhos da praça, parece que vinhos chilenos e argentinos, nas mesas do desfile das candidatas à corte da XX Festa do Vinho, provocaram a quebra de algumas taças. Que esse cochilo, esse deslize certamente involuntário, esse pequeno equívoco, evite outros maiores no horizonte que se avizinha. De polenta em polenta e de polêmica em polêmica, Urussanga vai seguindo o seu destino rumo aos 145 anos, sempre alternando tais palavras.

  • Serviço Público Eficiente: Registramos um agradecimento ao trio feminino da nossa Câmara Municipal (Gislaine Dominga Damin, Larissa Xavier Teixeira Barasuol e Cristiane Barrichelo Carara) e ao assessor Wilson Adriani, sempre atendendo ao Jornal Panorama e demais órgãos da imprensa com rapidez, competência e precisão nas informações.

  • Nesses tempos políticos que estamos vivendo com o eixo fora de centro, a Bíblia está sendo mais citada na Câmara Municipal do que propriamente nas igrejas.

Vivemos mesmo tempos esquisitos em termos de usos, costumes e valores. Nada mais escapa ao questionamento, seja ele envolvido na burrice, ou na inteligência.

Como diria aquele meu amigo italiano de Azambuja, na 1ª Festa do Vinho Goethe, cansado de debulhar milho com a mão: “depois que inventaram a máquina de debulhar milho, Maestrelli, eu não duvido mais de nada”. Azambuja, saudades. Por lá, grandes e inesquecíveis amigos e histórias hilariantes e folclóricas.

  • Olhe aí o Felipe Catâneo do COMBEA com uma pérola do setor público. “No setor público, se você não divulga, você não está fazendo nada”. É vero.

  • Na sessão legislativa do dia 18/05, li e também ouvi que foi encaminhado um novo expediente, um novo ofício ao DEINFRA.

O número de ofícios e de páginas que a Câmara já enviou a esse órgão cobrando trabalhos nas nossas rodovias estaduais já ultrapassou o número de páginas da Bíblia.

Será que a Casa Legislativa não deveria ao menos pedir ressarcimento do papel já utilizado para esse fim sem efeito nenhum, ou se ocorreu no módulo “irrisório”?

  • A Serrinha está, ainda, longe do prometido cartão postal. Em termos de rodovia, avançamos. Em termos de meio ambiente, derrapamos e regredimos.

A natureza não foi a culpada. Culpado foi o dito “Homo sapiens”. A natureza apenas deu um empurrãozinho no processo instalado com porteira aberta.

  • E quem realmente “piombou” no “Piomba Bépi” da Praça Anita, no último sábado, foram as duplas Tiago Serafin Zanellato e Antônio Freta, do Bairro De Vila. Eles foram os campeões, tendo como vice a dupla Vamilr Lourenço e Vitor Felipe, do Rio Carvão Alto. Os outros piombaram, mas fora da cancha de areia e um pouco longe do bullin. Enganei-me ao apostar nos Bergamascos de Belvedere, os quais pensei que seriam os campeões. Então, comunidades de Coxia Rica, São Donato, Vila Nesi e Belvedere vamos treinar mais.

No próximo torneio, com a bola em cima do bullin, vocês vão levar o porco. O porco para cada um foi uma doação da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, que tem na presidência o urussanguense Lousivanio de Lorenzi.

O Diretor de Esportes, Eriqui Niclele, garante a premiação. Novamente, será um porquinho para cada um. Mas Eriqui, não venha com um “porquinho cofrinho” que aí não vale. Então, na “II Piomba Bépi”, novamente deverá ser fechado o trânsito, esvaziadas as ruas para que nenhuma bola possa atingir carros estacionados e se produzirá duas canchas com 8 metros de areia.

  • Depois de mais de 10 anos de Código Florestal, os cadastros de imóveis rurais não chegam a 1%, quando já deveriam estar em 100 %. A legislação só anistiou infrações e não trouxe avanços no desmatamento. Estamos, na verdade, em marcha ré. Isso é Brasil.

  • Brasil ultrapassa os 666 mil mortos por Covid, o número da besta, segundo os estudiosos da Bíblia.

  • Quem tem mais poder e conhecimento tem mais responsabilidade. A quem pouco foi dado pouco será cobrado, mas a quem muito foi dado muito será cobrado. Não se esqueça desse princípio bíblico.

  • Elogio azeita a máquina, e a crítica conserta a máquina. Estamos abertos para as duas situações. Para o elogio e para a crítica. O que é é, o que não é não é. Não é mesmo, Omero De Bona? Como diria o alemão Fritz, em certos momentos é “só de cama e tomando chá. Fuiii”.

  • As festas, ao redor da Igreja, no nosso interior, estão voltando. E elas precisam voltar com toda a força e intensidade, pois os laços se afrouxaram muito com a Covid-19. Eles precisam de um reaperto.


ATTENTI RAGAZZI


Como diria o Willy Wurst direto de Timbó/SC, no seu Domingo Alegre pela Rádio Cultura: “Tá cada vez mais difícil falar piadas sem ofender. Se a gente fala piada de baixinho ele se irrita, se fala piada de gordinho, ele se ofende. Pode haver processo judicial. Se a gente fala piada de burro, todos se ofendem. Tá difícil de trabalhar nesse ambiente”.

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