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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

MAURO PAES CORREA

Abagnales


Em algum momento da vida, você certamente viu o filme real sobre Frank Abagnale, que enganou a polícia, autoridades e o máximo de pessoas possíveis, adotando diferentes profissões e cometendo as mais diversas fraudes, originando o roteiro do filme “Prenda-me se for capaz”.

No passado, obviamente, cometer fraudes de identidade e crimes de estelionato, eram uma atividade comum e infelizmente, a taxa de sucesso era grande. A partir dos anos 2000, principalmente com a inserção de usuários na internet e o próprio serviço policial e investigativo, cruzando dados e utilizando a própria rede para inibir histórias como estas, tiveram êxito das mais variadas formas.

Como sempre, há vários “mas” no mundo atual. Comecemos atualmente por um sujeito no Rio Grande do Sul, do qual o “dito-cujo” ganhou capa por enganar até mesmo o vice-presidente da República, passando-se por desembargador, sem ao menos possuir vínculo com a OAB. E mais: tirou fotos com ministros do STF e outras áreas do direito. Calma, que a história mirabolante ainda não acabou. Este mesmo jovem é acusado de furtar o número da OAB de uma juíza (membros ativos do judiciário não podem atuar como advogados, sendo que sua licença fica suspensa ou inativa), para movimentar processos em uma pequena vara cível do Rio Grande do Sul. Auto denomina-se “autor de mais de vinte livros”, dos quais em uma parcela significativa deles, há indícios de plágios observados em inquéritos policiais.

Para observar o histórico de uma pessoa, é muito simples: as certidões negativas de antecedentes criminais de Estados e até do Governo Federal, minimizam o risco. Vale dizer que a nova cédula de identidade, com número único, vai coibir algumas fraudes que ainda ocorrem com a mesma pessoa registrando diversos RGs (Registros Gerais), um em cada estado, buscando fraudar a identidade para obter vantagens ilícitas. As buscas nos buscadores, também ajudam. Eles mostram quase “tudo” sobre a pessoa, como processos, redes sociais, imagens (sim, pesquisar nos bancos de imagens traz além de fotos, traços digitais de navegação do usuário pesquisado), minimizando ainda mais a chance de fraude.

Mesmo assim, ainda há o risco de fraude, é claro. A tecnologia coíbe, mas ainda não impede a “malandragem”. Vamos à um outro fato: temos outro caso em Piracicaba, de um homem que usa a bandeira do preconceito racial e LGBTQIA+ (enfurecendo as próprias comunidades, obviamente, que lutam de forma justa por suas pautas), aplicando golpes de PIX e fraude de informações, enganando diretores de empresa e dezenas de recrutadores de emprego e chefes de Recursos Humanos.

Nos dois casos, houve demora das autoridades judiciárias e policiais em “descobrirem” a malandragem. A única notícia boa é que tipos deste perfil, não prosperam por muito tempo. A vida digital, sempre deixa rastros. Por este motivo, você cidadão(a) comum, precisa investigar da melhor forma possível, com quem você se relaciona virtualmente. Muito cuidado! De boas intenções, o inferno está cheio.

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