SERGIO MAESTRELLI

KIT DE PRIMEIROS SOCORROS, TOMADA DE TRÊS PINOS E...

Brasileiro é tão bonzinho e não aprende nunca. Já teve metido “goela abaixo” em 1998, o famoso Kit de Primeiros Socorros da Era FHC. Depois engoliu sem engasgar a famosa tomada de três pinos da Era Lula-Dilma. Agora o povo está engolindo na Era Bolsonaro as horrorosas placas com letras e números tortos, de difícil identificação. Com as novas placas, adio cidade e adio Estado. Tinha brasileiro que só aprendia geografia do Brasil lendo por curiosidade as placas dos veículos memorizando cidades e estados. Agora nem isso. E o custo da mudança será debitado do seu bolso. Você que gosta de navegar na Internet, procure pesquisar quem ganhará com isso. Nenhuma das três era Skol, mas todas desceram redondas. Teve empresário que com o lucro dos kits, mandou os filhos, os netos, bisnetos, tataranetos para a Disneylândia e quem financiou foi você e a sua passividade em aceitar tudo. Agora as novas placas serviriam também muito bem para os testes de visão visando a renovação da carteira de habilitação em substituição àquelas letras que se assemelham a palavras polonesas. O motorista que diferenciar as malfadadas letras e os malfadados números estaria apto.


VINHO E AZEITE DE OLIVA

A Covid-19 atingiu sem dó, sem piedade a Itália e em particular a Toscana. O vírus chinês provocou uma tragédia humana e econômica. O turismo sofreu uma queda de 70% e os produtores de vinho e azeite registram perdas que atingem a fantástica soma de 6 bilhões de euros. A Itália, com 310 mil empresas, é atualmente a maior produtora de vinho do mundo, sendo que metade de sua produção é exportada e emprega 1,3 milhão de pessoas. Sentindo os mesmos sintomas, as 825 mil empresas produtoras de azeite. A Espada paira na cabeça dos produtores de azeite e se aproxima do pescoço dos produtores de vinho, segundo eles mesmos afirmam. Nem no período pós II Guerra com uma Europa devastada, o aperto no parafuso foi tão grande.


“Não é por acaso que a palavra “humano” tem origem no vocábulo húmus, que significa terra fértil e agricultura é a arte da paciência”. Mário Sérgio Cortella, filósofo. É isso mesmo. Não existe ninguém mais equilibrado e paciente do que o agricultor.

É incrível como dois Sales podem ser tão diferentes. Aqui o Rafael Sales, conduzindo um trabalho exemplar como Diretor de Trânsito. Lá em Brasília, outro Sales, o Ricardo, botando fogo no meio ambiente, no governo no mais refinado estilo do imperador Nero em Roma. Não deve haver nenhum tipo de parentesco entre os dois. O que é, é, o que não é, não é.

Rio Queimado é uma localidade do vizinho município de Lauro Muller que tem como padroeira, Nossa Senhora da Salete. É a terra natal da família Miotello. Se o Bolsonaro ou o Salles, ministro do Meio Ambiente, ficarem sabendo que em SC tem até rio queimado, Deus nos livre da tragédia. Eles vão querer saber qual é a tecnologia para transformar um rio em rio queimado.

Itinerário Bíblico - 30 dias para o crescimento na fé é o livreto que está circulando do Padre Miro De Bona através da Cavi- Casa de Assistência à Vida. São 30 citações bíblicas que convidam você para uma reflexão espiritual e a formulação de uma resposta/comentário.

Governo Federal autoriza o decreto de estudo sobre as parcerias público-privadas referentes às Unidades Básicas de Saúde, leia-se SUS. Diante da repercussão negativa, ele mesmo revoga em 24 horas. Tudo para dar Ibope. Você mesmo dá o tiro e depois surge como o Salvador da Pátria. Uma tática consagrada para que a nação se desvie dos seus verdadeiros problemas que precisam ser discutidos e solucionados.

Nas eleições municipais, há candidatos e ideias para todos os gostos: normais, exóticos, esquisitos, insólitos. Dentre os “Sérgios” candidatos, alguns slogans: “Se você não quiser que a vaca vá para o brejo, vote no Sérgio”. Parafraseando o ditado popular “não troque o certo pelo duvidoso”, tem um Sérgio que veio com este slogan: “Não troque o Sérgio pelo duvidoso”. Esse país é muito divertido. Conforme registra o Macaco Simão, aqui as piadas nascem prontas.

E o Criciúma E.C. frente a Tombense, de Tombos/MG, tomba lá e tomba aqui. De Tigrão virou gatinho manhoso. Nem o Dia de Todos os Santos foi suficiente para salvar a equipe dita carvoeira. É preciso mais que um “foguinho” em campo. Precisa ter fogo, fogão, fogaréu. Incêndio. Não entendo nada de futebol, mas parece que o problema não está no técnico e sim nas chuteiras.

Ouvi de uma agricultora em perfeita sintonia com a natureza: “Desde às 5 horas da manhã eu tenho animais interagindo comigo. Nunca me sinto sozinha. Barulho e agitação demais atrapalha a vida. Você não vive a vida. Você é arrastada por ela”.

Ouvimos uma propaganda sobre o Final de Semana do Pastel Frito. Isso nos fez recordar as centenas de pasteladas ou pastelaradas que as escolas e demais associações do município de Timbó promoviam durante todo o ano. Era comer 1,2,3,4,5,6,7,8,9... pasteis com aquele palmito das matas do Vale do Itajaí. Dá-lhe pastel e aquele tempo bom de como diria o alemão “jogar conversa fora”.


ATTENTI RAGAZZI

Em Urussanga, no campo da cultura e do turismo, temos muitos souvenirs, ao contrário do que alguns afirmam. Temos inclusive em Rio Carvão, a Souvenir Cechinel Demarch, a amiga que trabalha e canta, a amiga que canta e trabalha. Acho que também reza.



Mauro Damiani, do Bairro De Bridão, profissão encanador. Com ele nas décadas de 60-70-80-90 e a primeira do século XXI não tinha essa de “torneira gotejando, ou cano pingando ou chuveiro vazando”. Foi um dos homens que aqui na Benedetta era identificado com os canos e conexões da Tigre de Joinville. Aqui, ao lado de seu inseparável fusca cor caqui. Como ele nos disse em certa ocasião: “Eu, a minha mulher Ana e o meu fusca somos inseparáveis”. E os três continuam juntos.