Vendas das empresas catarinenses às Forças Armadas crescem 20% em três anos


Nos últimos três anos a indústria catarinense aumentou em mais de 20% o volume de vendas para as Forças Armadas do Brasil, conforme levantamento do Observatório FIESC. O volume comercializado passou de R$ 244,7 milhões em 2018 para R$ 302,8 milhões em 2021. Com isso, a participação do setor industrial do estado nas vendas para a defesa (20,4%) é quase três vezes maior do que a média nacional (7,8%). Oportunidades para ampliar essa participação estarão sendo discutidas na SC Expo Defense que a FIESC promove na próxima semana (19 e 20 de maio), na Base Aérea, em Florianópolis. “Santa Catarina é capaz de atender a todos os tipos de demandas militares porque temos em nosso DNA a cultura da inovação e da diversidade produtiva. Fornecemos desde alimentos, passando por peças de automóveis, motores, produtos hidráulicos, colete balístico, tintas especiais para aviões e tanques, inteligência artificial em comunicação e segurança, entre outros aparelhos e serviços”, cita o presidente do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa) da FIESC, Cesar Augusto Olsen. O Estado faz parte da quinta região militar do Brasil - e os principais produtos vendidos aos militares são para manutenção das tropas. A indústria têxtil concentra a maior fatia de mercado em vendas (39,7%), seguida dos produtos químicos e plástico (22%), alimentos e bebidas (20%), material metal mecânico e metalurgia (6%), fármacos e equipamentos (3,7%) e máquinas e equipamentos com (3,4%). Em Santa Catarina há 14 empresas certificadas como Estratégicas de Defesa e duas homologadas como Empresa de Defesa. A Intelbras, líder em segurança eletrônica na América latina, aponta a parceria com a defesa como estratégica para criação de produtos inovadores para proteção de cidades e fronteiras com uso de inteligência artificial, entre outras tecnologias. “O trabalho com os militares auxilia na busca por soluções tecnológicas e a certificação traz confiança e robustez ao nosso portfólio. Muitos produtos feitos sob encomenda para eles são adaptados para entrar posteriormente no mercado civil de segurança”, explica o diretor de vendas da unidade de segurança eletrônica da Intelbras, Washington de Freitas. Atenta ao mercado internacional, a Usirota, empresa de usinagem de Jaraguá do Sul, já cria produtos sob encomenda para as Forças Armadas do Brasil e pretende ampliar o número de itens certificados com o credenciamento de Empresa de Defesa. “A certificação vai nos garantir competitividade de mercado para compra de insumos e para busca por novos mercados no exterior. Com apoio das Forças Armadas conseguimos lançar produtos inovadores para o mercado civil e militar de segurança”, acredita o diretor comercial da Usirota, Lino Lauremann. Como comercializar com os militares A FIESC vai realizar nos dias 19 e 20 de maio a SC Expo Defense na Base Aérea de Florianópolis. Durante a feira de tecnologias e produtos de defesa, a equipe do Comdefesa fará o cadastro das empresas interessadas no fornecimento para o Exército, Marinha ou Aeronáutica. Haverá também consultores especializados do Sebrae para orientar sobre os requisitos necessários para comercialização, além de rodada de negócios. Segundo Olsen, do Comdefesa, acolher o empresário catarinense faz parte da estratégia de desmistificar a ideia da dificuldade de vender às Forças Armadas, por meio da adesão ao Projeto Defesa, adequando empresa, produto ou serviço às necessidades e exigências militares. Informações e inscrição para SC Expo Defense 2022: www.scexpodefense.com.br

Com informações da All Press Comunicação

Foto: Fabricio de Almeida - Primeira edição da feira, realizada em 2019.