SERGIO MAESTRELLI


Na semana em que o planeta chegou aos 400 mil mortos por coronavírus, o Rotary Club de Urussanga, por intermédio do seu presidente Jaimair Meneghel, acompanhado dos rotarianos Ademir Becker, Juliana Turazi, Joanilda De Bona Sartor Contessi e Edna Zannin Lopes, efetuou a entrega da considerável marca de 3.300 máscaras anti covid-19 ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. O presidente Jaimar patrocinou a maior parte da referida doação.


INVENÇÕES QUE FACILITARAM O MUNDO DAS MULHERES


Nem sempre as mulheres devem reclamar dos homens. Muitos inventos facilitaram a vida delas, pelo menos até a geração que esse era um mundo exclusivamente feminino. Veja algumas invenções que facilitaram o mundo doméstico das mulheres: Panela de pressão, Fogão a gás, máquina de lavar roupa, geladeira, ferro elétrico, máquina de lavar louça, o piso cerâmico... Em 1669, apareceria por intermédio de Denis Papin um utensílio que amolecia ossos e cozinhava rapidamente as carnes mais duras. Era a Marmita Papin, precursora da panela de pressão com válvula de segurança. Em 1826, James Sharp criou um fogão a gás para uso próprio, que depois patenteou e começou a produzir em 1836. Facilitou o mundo doméstico. Em 1874, William Blackstone, um comerciante norte-americano de Indiana, resolveu surpreender a mulher com um presente e construiu uma máquina que lavava e removia o sujo da roupa. O australiano James Harrison construiu a primeira geladeira em 1856. Era para refrescar a cerveja e acabou refrescando todos os produtos de uma cozinha. Em 1882, o americano Henry W Seely inventou o ferro elétrico e logo surgiria o ferro a vapor. Adeus aos pesados ferros com brasa. A história das úteis lavadoras de louças se inicia em 1850, com Joel Houghton. E uma mulher, Josephine Cochrane, seguramente cansada de lavar louça, aprimorou a primeira máquina para tal fim em 1886. E no Oriente, berço do piso cerâmico que com a evolução passaria para os esmaltados e o porcelanato. Sujou? Basta passar um paninho num minutinho. Adeus ao escovão e às enceradeiras do passado. Numa das próximas edições você vai conhecer o outro lado da moeda, ou seja, as invenções das mulheres que facilitaram a vida dos homens.



Saudades dos tapetes de Corpus Christi dos tempos idos, não é mesmo Germano e Liege Dal Bó Rosso? Um mísero vírus nos dobra em todos os sentidos e cancela praticamente quase todas as nossas vontades materiais ou religiosas e como um ditador, vai ditando o rumo. A inquietação é uma só. Até quando?


DO NOSSO FOLCLORE POLÍTICO


Poder Econômico e a maioria dos políticos sempre andam de mãos juntas.

Em tempos de eleição então, com ou sem Covid-19, o abraço é total.

Em nosso município e região o casamento numa primeira etapa foi entre políticos e cantineiros, depois entre políticos e mineradores, políticos e ceramistas....

Em “Pioneiros da Medicina”, o médico Henrique Packter registrou em sua riquíssima coluna o que ocorreu numa reunião ocorrida no Sindicato dos Mineradores em tempos idos. Eleições se aproximavam e os caciques da política local e da mineração discutiam o volume de verbas para a campanha dos candidatos afinados ou não com suas propostas.

Somas elevadas na mesa das negociações e então ouviu-se no recinto uma voz que lascou essa: “Não seria melhor deixar qualquer um se eleger e depois a gente compra ele, o eleito? Sairia bem mais barato”.



Na Gestão da EEUR 2003-2007, período em que exercemos a função de chefe da Estação Experimental da Epagri de Urussanga, dentre o rol dos 80 funcionários, o então jovem Rangel Quagliotto (PPK) que pretendia seguir o caminho da pesquisa e da ciência em prol do desenvolvimento do país. Porém, deu meia volta e se atirou no jornalismo e na organização de festas e eventos della nostra Benedetta. Foi da ciência para a indústria do lazer. Tempos bons e polêmicos esses anos da EEUR, hein PPK? Mas o Maestrelli não titubeou e nem afrouxou, seguindo o lema “princípios não se negociam”.


PILULAS


O comitê da Bacia do Rio Urussanga divulgou o resultado do Concurso Fotográfico “Um Século de Memórias - Rio Urussanga: da Nascente à Foz. 3ª lugar - Edna Zannin Lopes - “Acampamento” - Rio Salto 1970 - 2ª Lugar - Olvenita Bez Fontana - Tafona da família - Rio América Baixo antes 2000 - 1ª Lugar - Jaira Meneghel - “Águas que movem o trabalho” - Linha Espanhola 1940. Lindas imagens unindo Homem e a Natureza. As vencedoras foram três representantes do sexo feminino. Coincidência? Claro que não. As mulheres tem a sensibilidade e o senso artístico bem mais apurado que o homem. Para a Edna, Olvenita e Jaira, os parabéns do Jornal Panorama.

Para o espírito, o bom senso é um porteiro cujo encargo é impedir a entrada ou a saída de ideias intempestivas. Fuja da tomada de decisões nas horas quentes ou das horas muito frias. Tome as decisões quando a água estiver morna. A chance de errar existe, mas é bem menor.

Na semana passada peguei o carro, álcool gel e máscara e fui fazer um passeio panorâmico pelo nosso interior. Estava com saudade de por os olhos na comunidade de Montanhão, que sob a proteção de São Paulo, foi colonizada pelos bergamascos. Cada vez mais o eucalipto tomando conta da mata atlântica e menos plantações de banana,e me assustei com a descaracterização da comunidade com aquelas obras envolvendo a questão da energia elétrica e do seu entorno com o tamanho de dez elefantes. Muitas propriedades perderam suas características rurais. Senti algo árido no ar. Não exageramos quando afirmamos que naquela comunidade deve haver mais de 10 placas indicativas por habitante como: Cuidado, Perigo, Cuidado: Saída de Caminhões, Proibido a Entrada, Proibido a Entrada Sem Autorização, Entrada Proibida, além de uma miscelânea de placas de trânsito,

“Siga em Frente” dizia outra placa e então segui. E desci até Siderópolis e pude observar os escombros do Recreio do Trabalhador, Campo do Itaúna, Instalações da CSN, vistosas e radiantes na infância e hoje fantasmas da arquitetura. São realmente as nossas ruínas de Pompeia, com uma diferença. Lá em Pompéia foi o Vesúvio, aqui foi a nossa mais completa ignorância cultural. Desprezo total pela nossa história, pelo nosso passado.

Quando pessoas estão em crise, tudo fica mais escuro. Até mesmo um dia de sol pode parecer um inverno sem fim, disse o pensador Kawahala. E em tempos de isolamento social, muitas pessoas testando seus limites em todos os sentidos: profissional, financeiro, psicológico, amoroso....Ou seja, nem tudo é somente teste Covid-19. Há outros testes em andamento. Psicólogos, psiquiatras terão muito trabalho pela frente.

A TV mostrou o Governador em trajes de escocês em Gaspar/SC. Consciente ou não, entrou numa verdadeira saia justa quando foi flagrado numa festa junina no Vale do Itajaí. Parece que ele ao descer do Monte Sinai com as Tábuas da Lei, escorregou e quebrou. Observa-se que muitos países estão se safando da Covid-19 e o Brasil mergulhando cada vez mais nela. Sabe o por quê disso? Porque somos o país de faz de conta. Faz de conta que usa máscara, faz de conta que usa álcool gel, faz de conta que obedece isolamento social, faz de conta que faz isolamento total, tudo é um faz de conta. O único que não está fazendo nada de faz de conta é o vírus.

Na tribuna da Câmara na última sessão, vereador Casagrande afirmando que “enquanto algumas pessoas questionam, nós vamos trabalhando em prol do município com o prefeito mexendo nos quatro cantos da cidade” . O vereador revelou algo inusitado. Disse que foi procurado por alguns moradores para um pedido. Que pedido, indagou o vereador. Um pedido de desculpas, disseram os moradores. Um pedido de desculpas porque nós não acreditávamos que a obra iria sair. Trata-se da rua Durval Perito. Seria isso e uma boa noite, concluiu o vereador com seu bordão característico.

Despoluição do Rio Urussanga. Esse assunto está em pauta há pelo menos 25 anos. Começou com o projeto JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão). Então, estamos comemorando Bodas de Prata de “molto parlato e niente fato”. Na época já se falava que despoluir a bacia carbonífera, uma das áreas de poluição altamente crítica no Brasil seria necessário batizar o projeto de Hércules &Achiles, referindo-se aos heróis gregos da exaltação da força física. Ou seja, seria um trabalho de gigantes.

Com a restauração do antigo Açougue Municipal na Presidente Vargas para abrigar uma unidade de apoio da Secretaria Municipal de Saúde, uma iniciativa do então secretário Marcos Roberto Silveira, vai ser acatada a decisão de batizar a unidade com o nome de Dr. Giacone, considerado o primeiro médico a fixar residência em Urussanga. A sugestão partiu do Jornal Panorama através de Márcia e Sérgio Costa. Um acerta na mosca e outros dois no mosquito.

O Brasil é um país em que tudo se renova. Morreu de “morte morrida” a famosa fila do INAMPS,INPS.... E vieram os novos tempos com as novas filas. Agora o pódium pertence aos bancos com total falta de respeito ao cidadão. O povo é ovelha demais. Esse país só vai para o trilho nos trancos quando o povo se tornar mais lobo.

A Rede Globo em níveis alarmantes com duas obsessões extremamente doentias: Coronavírus e Bolsonaro. Enquanto as outras redes, com equilíbrio, procuram conscientizar, a Globo provoca alarme e sensacionalismo, além de parecer que está querendo apostar no caos. Por que será?

E os nossos amigos e amigas da Associação Coral Santa Cecília, a exemplo das demais entidades, com atividades suspensas. Como afirmou uma das integrantes, a Ioná Copetti de Araújo, é difícil ensaiar com máscaras e com óculos. As máscaras abafam a voz e com óculos embaçados, não dá para ver claramente a partitura musical. Resultado: cantos desafinados. Já a Andréia Scarabelot, depois de meses isolada e em silêncio, vai voltar a puxar os cantos nas celebrações religiosas com sua bela voz.


ATTENTI RAGAZZI

Missas e demais celebrações religiosas com acesso mediante a senhas limitadas. Está se revelando poderoso demais esse coronavírus-Covid-19. Essa, nem alguns dos maiores escritores de ficção científica como Isaac Assimov, Arthur Clarke, George Orwell, Aldous Huxley, Julio Verne, Carl Sagan, Stephen King, HG. Wells... imaginariam ou conceberiam tais cenas... É a realidade superando a ficção.