SERGIO MAESTRELLI

PADRE RAULINO REITZ, O REGISTRO DE UM LEGADO


Para nós o assunto infelizmente passou batido no ano passado, mas merece registro ainda que tardio. Em 2019, SC registrou os 100 anos de nascimento do Padre Raulino Reitz, o Padre dos Gravatás. Ele nasceu em 19 de setembro de 1919 ( haja tantos nove) no município de Antônio Carlos. Sacerdote e botânico de renome internacional, Pe. Raulino foi homenageado pela ONU através do Prêmio Global 500 em 1990 por sua contribuição à botânica. Foi considerado por pesquisadores de todo o mundo como uma legenda na história da botânica catarinense, nacional e mundial. Pe Reitz faleceu em Itajaí durante uma sessão em sua homenagem na Câmara daquela cidade vítima de um ataque cardíaco fulminante. Seu corpo foi sepultado em Antônio Carlos, no cemitério ao lado da Igreja em que ele iniciou o seu trabalho apostólico como padre e celebrou a primeira missa e também como pesquisador de nossas matas com um Jeep 4x4 da Willys. Em seu túmulo, a inscrição: “ Bromélias, louvai ao Senhor”. E nós também: Louvemos o padre Raulino Reitz. Monsenhor Agenor Neves Marques e o Pe. Raulino Reitz mantiveram contatos pessoais, trocas de ideias e de correspondência. Grandes contatos entre dois gigantes da religião, da ciência e da cultura catarinense.



A esses bravos vendedores ambulantes que com ou sem pandemia levantam cedo, são fortes, otimistas, não esmorecem nunca e andam até o anoitecer para garantir a sobrevivência pelas ruas de Urussanga, o reconhecimento, admiração e a homenagem do Jornal Panorama.


PINÓQUIO, TOPO GIGIO, PICA PAU...

Em tempos de pandemia dizem que um servidor municipal ressuscitou o Pinóquio de forma inadequada e desrespeitosa. Segundo o vereador Tita Bom “foi uma ação infeliz e insensata de um servidor da Educação sem a “devida educação”. Pinóquio foi uma criação do italiano Carlo Collodi em 1883, cinco anos depois da fundação de Urussanga. Ele, o Pinóquio foi esculpido a partir de um tronco de árvore por um entalhador chamado Geppetto numa pequena aldeia italiana. Pinóquio é uma palavra típica do italiano falado na Toscana e que significa pinhão. Desde a década de 60-70 nós temos também em Urussanga um amigo que tem o apelido de Topo Gigio e reside na Rua do Sapo. Topo Gigio foi um personagem também criado na Itália por Maria Perego que faleceu no ano passado. Topo Gigio, um rato de espuma macia com olhos sorridentes e personalidade amigável, muito popular na Itália, também viajou o mundo e foi dublado pelo cantor italiano Domenico Modugno. E agora falemos do Pica Pau (Woodpecker) que pelas normas do Covid19 está no grupo de risco. Pica pau está completando 80 anos. 80 anos bicando tudo e todos. Foi um personagem criado por Walter Lantz nos EUA. O personagem dos quadrinhos nasceu em 1940 e segundo uma das versões, ele surgiu a partir de uma experiência do seu autor em lua de mel com a segunda mulher, a atriz Grace Stafford: os dois se hospedaram num chalé, mas um pica-pau os incomodou a noite toda, fazendo barulho enquanto bicava a madeira do telhado Nascia, então, uma estrela. Foi um personagem que surgiu com personalidade, feito não para agradar e sim para incomodar, disse o seu criador.A risada característica do Pica Pau veio de uma versão antiga do Pernalonga e atravessou gerações.Tanto Lantz quanto o Pica Pau foram homenageados na Calçada da Fama em Hollywood.O seu criador morreu em 1994 aos 94 anos e seu personagem jamais morrerá. Tornou-se imortal não apenas para crianças e para os adultos também. O Pica Pau foi o primeiro desenho animado a ser exibido na TV brasileira. Foi em 1950 na TV Tupi e se tornaria cidadão honorário do país.” Ele, o `Pica Pau vai durar para sempre. Eu não”, disse Lantz no final de sua vida.


PÍLULAS


Os atos oficiais com a presença bastante restrita do público imposto pelo Covid 19 e o caminhão circulando pelas ruas homenageando os 142 anos de Fundação de Urussanga de singelas homenagens se transformaram em mensagens com essência. Depois que o caminhão passou pela rua César Mariot, um sentimento estranho mesclado com saudade e nostalgia passou pela minha alma. Algo que me diz que muitas das cenas do passado de nossas festas ficarão mesmo no passado. O mundo não é mais o mesmo e não voltará mais a ser como antes. Houve uma ruptura material e espiritual.

Nesses 142 anos de “festa interrompida” por um mísero vírus, um grande resgate foi feito e repassado para a posteridade. Estamos nos referindo ao documentário das Festas do Centenário de Urussanga gravado pelo mineiro urussanguense de Nova Lima/MG , Antônio Carlos Reis Couto e repaginado pelo cineasta Yves Goulart. Cenas carregadas de emoção.

Dizem que o responsável pela vinda e permanência do mineiro-italiano Antônio Carlos à Urussanga foi seu padrinho, Geraldo Simões de Matos. Cá entre nós. Pela vinda até podemos concordar. Agora pela permanência dele por aqui, o assunto suscita dúvidas. A permanência dele entre nós tem muito pouco haver com a CCU. Para mim, a permanência dele tem outro motivo e atende por um nome feminino: Saletinha.

Lendo o livro “Nossa Senhora de Desterro” do professor Oswaldo Rodrigues Cabral, vai aqui um lembrete a você que reclama da mesa. Lá pelos idos de 1860 na Ilha de Santa Catarina, farinha de trigo na mesa, nem pensar. Era produto para a elite. O consumo de arroz era quase que um produto exclusivo da classe abastada e muito pouco para a classe média. Para a maioria da população, os pobres, operários, escravos, marinheiros, soldados e moradores dos arredores restava a farinha de mandioca, barata, nutritiva e ajustada ao paladar.

Tradição! resmungam os antigos. Evolução! cantam os jovens. Assim caminha o homem desde o alvorecer da humanidade.

Encerrada a gestão Marcos Roberto Silveira na Secretaria Municipal de Saúde. Deixa para trás um ótimo trabalho realizado numa avaliação externa e na avaliação de seus comandados. Saiu em alto conceito. Vai entrar para a história do município como o secretário do Covid-19. O secretário também deixa um legado cultural. Na segunda feira no DEPLAN, ele nos apresentou o projeto de restauração do antigo Açougue Municipal que, após concluído, abrigará uma unidade de apoio da Secretaria da Saúde. A última edificação do SEC XX na Avenida Presidente Vargas, finalmente salva da demolição.Correu sério perigo na última administração. O projeto é de autoria da arquiteta da Prefeitura Mariela Iana Fabris Moraes. Mostrou competência profissional, a menina. Agora cabe à nova secretária Ingrid Zanellato dar sequência e esperamos que até dezembro tudo esteja consumado e que Papai Noel passe sorridente por lá.

De tempos em tempos alguém sempre diz que : Cada caso é um caso. É lógico. Nunca foram dois e nunca poderão ser dois. É uma questão matemática. Um caso é um caso e outro caso é outro caso, não é mesmo Omero De Bona?

Sociedade? Por incrível que pareça, parece que não funciona nem nas capelas mortuárias. Foi o que constatamos nessa semana ao visitar o cemitério e presenciar parte de uma discussão. Não funciona porque entre os sócios, haverá sempre “aquela observação de seria melhor que”, sempre haverá um “porquê” um “senão”, outro “porém’” e “muitos entretanto”. A natureza humana e o relacionamento que daí decorre é algo muito complexo.

Após a pandemia, pretendemos se possível for, iniciar uma peregrinação cultural pelos museus de SC. Museu Monsenhor Agenor Neves Marques de Urussanga, Museu do Açoriano em Jaguaruna, Museu do Vinho Mário Pellegrin em Videira, Museu Histórico de Itajaí, Museu de Tijucas, Museu Thiago de Castro em Lages, Museu do Contestado em Caçador, Museu de Zoologia da Unesc, Museu Weg de Ciência e Tecnologia em Jaraguá do Sul, Museu de Blumenau, Museu Oceanográfico de Piçarras, Museu Nacional do Mar em São Francisco do Sul, Museu Ferroviário de Tubarão, Museu Godofredo Gartner de Corupá, Museu Anita Garibaldi em Laguna, Museu Histórico Assis Chateaubriand em São Joaquim, Museu ao Ar Livre Princesa Isabel em Orleans e em Florianópolis, o MASC, o Museu das Armas e o Museu Victor Meirelles.Já passei por quase todos eles e penso em passar novamente. A palavra museu vem da Grécia Antiga e tem origem na palavra mouseion, significando Templo das Musas.

Segundo o humorista Beto Simão, as mulheres brasileiras e então as urussanguenses também estão incluídas, andam com uma saudade enorme de ir ao Shopping e ouvir a mágica pergunta, a mágica frase: Débito ou Crédito? Pois é.

Quando ouço de alguém que o empreendimento irá desmatar tal área mas o projeto contempla o plantio de “x”mudas nativas, a primeira reação é de riso. Enchem a boca e falam: “Vamos plantar duas mil mudas de plantas nativas”. Balela vegetal. Você sabe qual a média do índice de pegas dessas mudas? Chute 90, 45, 19 ou 5%. Somente algumas chegarão à idade do chamado grupo de risco. A grande maioria não atingirá a idade adulta, nem a juventude ou adolescência. Dois exemplos didáticos do que falamos: Quantas árvores já foram replantadas no Parque Municipal? Quantas estão vivas? Plantaram dezenas e dezenas de mudas. Quantas pegaram? Arrisque um palpite e ganhe uma máscara anti Covid-19.

O coronavírus fez surgiu um novo produto no mercado funerário. As chamadas camas-caixões. São camas hospitalares de papelão que após usadas nos hospitais podem ser usados como caixões para o sepultamento. Elas são feitas de papelão ondulado, leves, baratas. Custam 500 reais, resistem até 150 kg e tem vida útil de meio ano. Novos tempos, novos rituais em sepultamentos.

Ninguém ignora tudo e ninguém sabe tudo.

Uma no prego e outra na ferradura. Humor negro e ecológico. Você sabe porque o Bolsonaro está fechando os olhos e incentivando o desmatamento no país? Porque ele quer acabar com o mato devido ao medo que ele tem de que seus filhos possam colocá-lo no mato. Não havendo mais mato... a ameaça acaba. E o ministro Ricardo Sales tá dando aquela força, aproveitando que a imprensa é só pandemia. Por outro lado, circulando que é melhor o país ter um presidente e ministros proferindo palavrão do que antigos presidentes e ministros cujas penas somadas dariam 300 anos de prisão. É vero.

Não sei se é cavalo ou mula, só sei de uma coisa: esse negócio pula

Fomos indagados sobre o que significa esse colonialismo cultural de quem periodicamente comentamos. O colonialismo é a imposição de certas formas de vida e de costumes de alguns povos sobre os outros. Um povo tenta subjugar outro, impondo seus estilos de vida, ou seja o “modus vivendi”. Há muitos tipos de colonialismo, um deles é o cultural. Tem ainda o econômico, o militar, o religioso...Veja um exemplo recente. Para que citar que algumas cidades do Brasil adotaram o “Lockdown” porque não dizem logo para o povo que infelizmente teremos que adotar o isolamento total. Deve ser uma questão de “chiqueza”.

As pessoas podem fazer seus planos porém é o Senhor que dá a última palavra. Pv 16.1.

Essa verdade se acentuou enormemente nesses tempos de coronavirús-Covid-19, a praga surgida no Oriente que atordoou e atormenta o mundo dos humanos.


ATTENTI RAGAZZI


“A 1ª regra para se ter longevidade nesta vida é sorrir. São Pedro não me deixa ir para o céu porque eu ainda tenho muitos motivos para rir nesta terra abençoada por Deus.” Waldemar Elísio, amigo dos tempos de Timbó na data de seu aniversário de 92 anos numa caminhada abençoada por Deus, por seus familiares e amigos. Também compartilhamos dessa ideia. Não precisamos ficar ricos, mas precisamos rir bastante.