SERGIO MAESTRELLI

COM FORTE AROMA CULTURAL

O Sul do Estado viveu duas festas de grande cunho histórico-cultural. A Heimatfest, a Festa das Origens, a Festa da Terra Natal ultrapassou, segundo a imprensa regional, mais de 50 mil participantes. Por lá, todos, forquilhinhenses, turistas e visitantes estiveram em busca do glamour das atrações culturais e da gastronomia típica alemã, sempre aliada ao chopp super gelado. O foco é a cultura, a história, as tradições, os usos e os costumes que precisam ser mantidos e repassados para as novas gerações. Forquilhinha caminha a passos rápidos nessa área, pois a cidade deseja ser identificada como a mais alemã do sul catarinense. De Forquilhinha, pulamos para Pedras Grandes, pulamos para o distrito de Azambuja, que também viveu as comemorações dos 145 anos da imigração italiana. Em 28 de abril de 1877, sob a proteção do Leão de São Marcos, teve início uma nova história. Festejos também atraíram milhares de pessoas com uma programação eminentemente de cunho cultural, centralizada na história e na gastronomia. Agora, surgindo no horizonte próximo, teremos a Festa da Gastronomia, em Nova Veneza com mesma matriz cultural. Também surgindo num horizonte um pouco mais distante, em agosto, ocorrerá a XX Festa do Vinho. Embora nós temos a Ritorno Alle Origini e a Vindima Goethe, a Festa do Vinho não pode e não deve ficar apenas centrada nos shows nacionais, que foram a sua marca desde o início. Eles são necessários, porém não representam o todo do evento. A Festa do Vinho também tinha sua marca cultural, no desfile alegórico, abandonado nas últimas edições pelo simples fato que, sejamos honestos, dá muito trabalho. Essa justificativa não pode se sustentar. Constitui um hino à preguiça. É um galho muito fino para se apoiar. Que a Comissão da XX Festa do Vinho reflita sobre o assunto e comece a agir neste viés. Caso contrário, teremos a Festa do Vinho a cada ano com tudo, menos com vinho. Essa questão foi levantada pelo professor Vicente De Bona Filho nas redes sociais e merece a devida análise. Portanto, attenti, é.


MAIO E O GEMELLAGGIO

Iniciamos o mês de Maio e, com ele, as comemorações dos 144 anos de fundação de Urussanga e os 30 anos do Gemellaggio – Urussanga/Longarone, um processo que abriu as portas da Europa e principalmente da Alemanha, Itália e Inglaterra aos urussanguenses. Uma programação abrangente e de peso foi elaborada pela Comissão formada para tal ação, tendo na presidência o ex-vereador Luiz Antônio Fabro, que acompanhou essa caminhada desde o ponto zero em 1991.

Hédi Damian, Nevton Bortolotto, Vanderlei Olívio Rosso, entre outros, foram peças fundamentais no estabelecimento dessas relações. Foram reatados os laços rompidos no passado entre os italianos daqui com os italianos de lá. É preciso reconhecer o trabalho dos defensores da ideia, e que os seus opositores que afirmavam que nessa história “eles” ficavam com o “llaggio” e “nós” apenas com o “Gemme” que reflitam e se reposicionem no barco da história. Ainda há tempo hábil para tal.


PÍLULAS

  • Reconhecendo o trabalho, o esforço e a dedicação do presidente da SRU, André Carara, com ações centradas em várias reformas, visando sua revitalização e procurando retomar os eventos da nossa Sociedade Recreativa Urussanga, Ano 60. Tudo com poucos recursos financeiros e a disposição de um grupo de voluntários. Ao André Carara e equipe, e ao Gilson dos Passos, estou torcendo para que se acerte o passo.

  • No último final de semana, Urussanga esteve presente nos 145 anos da Imigração Italiana em Azambuja com polenta e canto. Polenta com o Amici della Polenta, e canto com a Associação Coral Santa Cecília. Ambos os grupos mostram do que Urussanga é capaz.

  • Li na imprensa que, em Treviso, a Rua Coberta receberá telhado. Então, se deduz que ela, a rua coberta, ainda não estava coberta.

  • As sogras com um aliado de grande porte – O Papa Francisco tocou num conflito histórico, a relação entre sogras e noras. Segundo ele, as vítimas são as sogras. Ele realçou que a sogra é a mãe de seu marido e a mãe de sua esposa. Com netos elas voltam a viver com maior intensidade.

  • Nestes tempos de redes sociais, estão todos focados. Até a foca está focada, foi o que disse a apresentadora Patrícia Poeta, gaúcha de São Jerônimo, em seu programa “É de casa”.

  • Quem passou a semana fiscalizando o carregamento de equipamentos, máquinas, veículos e demais materiais inservíveis para a municipalidade foi o fiscal Raul Domingos Rodrigues. Ontem, no final da tarde, começaram a ser removidos os bens públicos inservíveis. Assim sendo, conclui-se a primeira das três etapas que devem ser logicamente implementadas. A segunda a ser concluída cabe ao Secretário Sangaletti, a qual diz respeito à retirada de pedras, tubos e demais insumos daquela área nobre. Então, “vá de retro, Jucemar”. Concluída esta etapa, deverá entrar em campo a Equipe Leti, Preve e Alaninho para que se implante, em regime de urgência total, como afirmam os edis em seus requerimentos e indicações, um projeto de arborização da área, para recolocar o verde naquelas encostas visualmente horríveis. O Parque deve possuir uma paisagem de fazer o olho brilhar e não de arregalar os olhos. Mas precisamos agir logo, porque o tempo não apenas urge. Ele também ruge.

  • Em temos idos (foi lá por 1977, com o ministro Simonsen), o chuchu já foi acusado de ser uma das causas da inflação. Agora, chegou a vez da cenoura e do tomate que tiveram aumentos de mais de 100% nos últimos doze meses. Com o tomate em alta os fãs da macarronada sofrem, e com o aumento da cenoura, os coelhos estão apavorados. Cenoura a 15, tomate a 13 e a cabeça de repolho a 11.

  • Filhos que surgem da junção dos nomes dos pais: no Nordeste, é comum o prenome JOHIL - É o filho de João e da Hilda. Por lá conheci dois. Por aqui a JOSANDRA, a filha do João e da Sandra.

  • Como diria aquele amigo meu, o Wesley, que não é o “safadão”, mas, sim, o alemão de Blumenau que, além de caipirinha, gosta de uma batatinha: “De um dia para outro, as coisas mudam muito, mas a Epagri-Ciram divulgou que amanhã é dia de sol. Mas pode chover no final da tarde. Então fica a dúvida. Como diria o radialista Marcolino Trombim, “vai trabalhar e não se preocupe com o tempo. Se notarmos aqui pela janela do último andar do Edíficio Kennedy que irá chover, logo nós lhe avisamos pelo rádio”. Naquele tempo, cortina esvoaçada significava “ventos”. Se a vidraça estava molhada, significava “chuva”. Simples assim, né! Querer saber a todo instante como ficará o tempo virou uma neurose de origem climática. Evidentemente que abre-se uma exceção para esses dias de chuva persistente e preocupante.

  • Por acaso, o feminino de algo é alga? Ou nada a ver? A língua portuguesa não é moleza para estrangeiros e nem para amadores da gramática.

  • Sobre frutas - A Índia é o maior produtor mundial e o Brasil se coloca como 4º produtor, porém é o maior consumidor, com cerca de 25 kg da fruta sendo consumida por habitante num ano. Já a principal fruta produzida no Brasil é a laranja e o país responde pela produção de 79% do consumo mundial de suco. A manga passou todas as frutas para trás e hoje é a mais exportada pelo Brasil.

  • Quem já tem mais quilometragem do que o Jeep Cinza -Wills-4x4 – Ano 1954 de meu pai com seus 319.000 km é o Dr. Genuíno Soares de Oliveira, que há muitos anos segue de modo insistente e não esmorece em suas caminhadas que cobrem o município de norte a sul, leste e oeste. Ele ultrapassou a quilometragem no Jeep na semana passada. Ele caminha no módulo “marcha lenta com paradas para conversas”. Para corridas tipo “São Silvestre” ele não se daria bem.

  • Já dizia a Epístola aos Tessalonicenses: “Todo joelho se dobrará, e toda língua se confessará”, inscrição lida na Pracinha da Localidade de Esplanada. Portanto, acalmai-vos, irmãos.

  • A Sede do Sindicato dos Mineiros de Criciúma, a denominada Capital Brasileira do Carvão, foi demolida. Em seu lugar irá surgir mais um empreendimento imobiliário. A construção, do ponto de vista arquitetônico, nada tinha de especial, porém, naquele local, muitas páginas da história do carvão, do ponto de vista dos mineiros, foram escritas. A começar pelas greves históricas, visando a proporcionar melhor qualidade de vida ao homem do carvão. Tal ação me fez lembrar, em tempos passados, a demolição da sede da Assembleia de Deus com seu tradicional relógio, uma demolição lamentada pelo Movimento Cultural e arquitetos, pois naquela edificação, em suas paredes, estava a evolução do piso e azulejo de nossas cerâmicas. O brasileiro não sabe valorizar e cultuar o seu passado. O churrasco realizado ontem não interessa mais. O que interessa é se hoje ou amanhã haverá carne na churrasqueira e farinha no prato.

  • Está difícil o custo de vida. Tá subindo tudo, ou quase tudo. Mas, mesmo assim, a gente “véve”, disse alguém na fila do Supermercado.

  • Em março de 1974, foram as águas de março. Será que em 2022 serão as águas de Maio. Esperamos que não.


ATTENTI RAGAZZI

Mãe: algo tão divino e sagrado que até Jesus Cristo, o filho de Deus, quis ter uma.



O artista plástico e design gráfico, mestre em Artes Visuais pela Unesc, guia turístico e conhecedor dos caminhos de nossa cultura imprimiu em cerâmica uma de nossas mais tradicionais frases. A primeira pergunta feita entre duas pessoas que não se conhecem: “Ma di que djente que tu é?”


Urussanga e Tijucas.


Recentemente informamos que em Blumenau havia a Rua Urussanga.

Pois, você saiba que no município de Tijucas também tem uma rua homenageando o nosso município? Ela se localiza no Bairro Joaia, conforme pode ser constatada pela foto.

Convém lembrar que, em Tijucas, havia uma fazenda de propriedade de João Gabriel Maccari, o Barbado da Minerasil. A imagem foi retirada de um registro no blog do amigo e colega engenheiro agrônomo Edson João Mariot, natural da histórica localidade de Santana. Edson atua como professor no Colégio Agrícola de Camboriú há décadas.




C.E.I Tempo de Brincar – Está localizado na Comunidade de Olho D’Água e se trata do nome mais original e sugestivo que observei até hoje para uma escola infantil. Parabéns ao dono dessa ideia. Estava em momento de inspiração e criatividade totais. E que as crianças aproveitem esse tempo e releguem o mundo dos adultos.



Não são os Três Mosqueteiros do francês Alexandre Dumas em seu famoso livro, mas os Três Mosqueteiros da Cultura Urussanguense, representando três etnias: Henry Goulart, Luiz Eduardo Mutzberg e Edson Kuki Savi Mondo.