SERGIO MAESTRELLI




DAMIAN PREVE


O engenheiro agrônomo e atual presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga foi quem sentou na “poltrona das palestras” das reuniões virtuais organizadas pelo Rotary Club de Urussanga. Muito bem organizado e preparado didaticamente, ele discorreu sobre o presente e as futuras ações do Comitê. Sobre o passado, registrou a elaboração do plano de bacia, a mobilização da sociedade em torno do assunto água e as capacitações realizadas visando aprimorar o papel de cada entidade e seus atores. Sobre os desafios a serem enfrentados está o de difundir ainda mais a existência do Comitê como poder moderador quando assunto for água visando à mediação de conflitos. O Comitê não tem função de agente policial, acrescentou o presidente. Outro desafio dos integrantes do Comitê é o de mobilizar as forças políticas e econômicas para que se conscientizem da importância do tema com projetos de reuso das águas, nos processos de tratamento do esgoto sanitário, na ampliação da captação e tratamento d’água bem como a implantação de políticas eficazes de preservação dos mananciais e nascentes. Preve finalizou alertando que está numa corrida de revezamento de 4x100. Recebeu o bastão, vai correr mais uma determinada distância e passar o bastão para outra equipe, cujo objetivo final será sempre a recuperação do Rio Urussanga, seus afluentes, mananciais e nascentes. Demonstrou em sua palestra uma ótima visão de conjunto dessa questão ambiental.



O CRIME COMPENSA OU NÃO?

Segundo os moralistas e puritanos, não. Passei a vida inteira ouvindo esporadicamente que o crime não compensa. Mas será mesmo? “Há controvérsias”, como diria o meu amigo e colega da Epagri, Luiz Carlos Pellegrin. Para o colunista Moacir Pereira, “pelo menos no Brasil o crime compensa sim. E muito”. E eu também estou mudando de opinião. Pelos fatos e pelas evidências mais claras que a própria claridade, ele compensa sim. Põe-se em marcha a roubalheira, os desvios de dinheiro, as trapaças, as falcatruas e nada é recuperado e o roteiro da novela é este: O dito cujo vai preso, fica alguns meses, da cadeia convencional vai para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e depois, livre como um passarinho. Passada essa fase, estará apto, belo e formoso para usufruir as milhares de benesses que o dinheiro roubado do povo lhe proporcionará. O brasileiro sério e honesto deveria aproveitar esses tempos de isolamento social e refletir sobre essa questão. Aliás, não apenas refletir e sim agir, reagir. A propósito, você sabe por que o cinema brasileiro nunca conseguiu produzir um faroeste, um filme de bangue-bangue de sucesso? Porque neste país, no final, sempre o mocinho vai preso e o bandido “soltinho da silva”, fica com a mocinha e com os dólares do assalto ao banco e à diligência correndo pelos caminhos do Velho Oeste com quatro potentes cavalos.

PROLEGÔMENOS


Acompanhamos atentamente o julgamento da continuidade do processo do Governador, prestando enorme atenção no pronunciamento do voto dos cinco desembargadores e dos cinco políticos. Os desembargadores, à luz das leis, optaram pelo prosseguimento da denúncia. Já dos cinco deputados, ficou evidenciado, como água e azeite, que quatro deles não possuíam mais interesse no afastamento do Governador, creio eu, salvo melhor juízo, por estarem com seus pleitos, pedidos e interesses atendidos e dos grupos que os apoiam. Mas aí surgiu o quinto deputado, o deputado Laércio Demerval Schuster Júnior, ex-prefeito de Timbó proferindo e explanando o seu voto com coerência e em consonância com os desembargadores. E aí, por ação ou omissão, o govenador ficou umbilicalmente ligado aos respiradores e a cadeira será ocupada interinamente por Daniela Reinehr. Fechando o laço do julgamento, o desembargador Roesler afirmando que com todos os defeitos porque humanos somos, e por tudo quanto posto, a cada um, o que é seu, seja merecimento ou responsabilidade. Que nenhum homem é insular e é preciso resgatar o sentido de pertencimento do catarinense. E a caravana prossegue. Mas o povo quer saber mesmo o essencial. E o essencial é onde estão os respiradores ou onde estão os 33 milhões de reais. Os valores não podem ter ido parar no famoso Triângulo das Bermudas, aquele local onde somem navios, aviões e tudo mais. Depois de horas assistindo e analisando o julgamento, ouvi e revivi duas expressões já aprendidas no curso de Direito em Pelotas/RS: fulcro jurídico e Prolegômenos. Fulcro significa ponto de apoio, base, sustentáculo. E prolegômenos é algo definido como sendo um amplo texto introdutório que contêm as noções preliminares e princípios básicos necessários à compreensão de um determinado assunto. Aposto que a maioria desconhecia o significado desses termos. Brasileiro não sabe mais de cor o nome dos “onze” da Seleção Brasileira, mas lista rapidamente com nome e sobrenome os “11” do STF.


PÍLULAS

“Temos que aprender a conviver com o vírus”, disse o Governador. E então, seguindo este esquema mental, o povo tem que aprender a conviver com o Governador Moisés num vaivém que não vai a lugar nenhum. Vamos ver com a Daniela, governadora interina.


Ouviu-se notícias sobre políticos agindo para a conclusão do asfalto da SC-390- Pedras Grandes/Orleans; sobre a Rodovia do Imigrante- Urussanga/Azambuja; existem confabulações políticas sobre asfalto para Urussanga/Siderópolis; sobre a SC 442- Cocal do Sul/Estação Cocal- verbas para a conclusão da rodovia Jacob Westrupp – Forquilhinha/Maracajá .

E para o asfalto Rio Carvão/Santana/Itanema, a rodovia “estadualizada ou não” nem um pio dos políticos e gestores públicos. Nem um pio, nem aqui e nem na comunidade do Rio Pio em Treviso, infelizmente.

Dizem que para está sendo esquematizado nos bastidores uma solução. Será? Pode ser, pode não ser. Se for, para que o mistério dos bastidores, o suspense? Acho que nesta história, Rio Carvão e Santana vão ficar apenas com o pauzinho do picolé.


Políticos são apaixonados e gostam de exercitar o verbo protelar. Já se protelava tudo e agora então com a pandemia, protela-se tudo ainda mais. É só entrevistas jogando a solução dos problemas para frente. Frases do tipo: “está sendo feito um levantamento, está sendo providenciada uma licitação, estamos estudando com afinco o problema” e a “solucionática” para a problemática não vem, diria o prefeito Odorico Paraguaçú em sua pequena e agitada Sucupira ao seu secretário Dirceu Borboleta.

E o Criciúma E.C. mais uma vez vítima de um “golzinho”. Desta vez foi do Joinville. É, parece que o Criciúma para ganhar uma, somente se jogar contra o time dos Afogados da Ingazeira Futebol Clube, lá do interior de Pernambuco e ainda olhe lá. Há riscos. O Criciúma nas últimas sete partidas, fez a rede balançar, mas sempre pelo lado de fora. Já não chega a pandemia e a economia, e agora temos um tigre se transformou num gatinho que “só mia”. O próximo embate será com o Próspera. Vamos ver quem prospera. Se o Próspera ou o Criciúma, no clássico da “pedra que brusa”. E o Próspera prosperou.


Tem uma mensagem do Governo Federal com relação à pandemia que começa assim: O Governo tá fazendo a sua parte.... e você faça a sua. É no mínimo algo jocoso, hilariante, deprimente. O governo está fazendo a sua parte? Imagine se ele não estivesse fazendo. Com relação à vacinação, 76% acham que ela está muito lenta. E os 24% restantes, obviamente que estão “fora da casinha” e fora do apartamento. O ministro da Saúde Queiroga pediu uma Pátria de Máscaras, mas o que precisamos mesmo é uma Pátria de Vacinas.


“O trabalho é difícil, mas não podemos cruzar os braços. Temos que enfrentar. É difícil, mas não impossível, e o impossível eu deixo nas mãos de Deus”. Vereador Zé Bis sobre duas questões relevantes para Urussanga: despoluição do Rio Urussanga, algo que requer um milagre divino e a questão da redução dos preços da energia elétrica que por enquanto é um caso impossível. Como diria aquele: casos impossíveis a gente resolve em três dias e milagres demora um pouco mais”. Mas desistir de uma luta não é um ponto positivo.

Desde 1963 foram produzidas no mundo 100 bilhões de unidades de fitas cassete. Quando foi lançada pela Philips numa Feira na Alemanha, ela causou um verdadeiro susto matando os sistemas de bobina. Depois o CD e o streaming matariam a Fita K7. E assim caminha o mundo dos homens. Tudo com o tempo é superado em qualquer área.


Não está sobrevoando, mas quem está percorrendo todos os caminhos asfaltados ou não, do Planalto Serrano às brancas areias do Atlântico Sul é a Rosa Miotello. Ela, cansada, nos finais de semana, está dando um nó no isolamento social e percorrendo as estradas de carro, não fazendo visita nenhuma, apenas dando um “tchauzinho” e uma “buzinadinha” para as pessoas que encontra. Ela que no próximo dia 20 de abril estará completando 46 anos, mas de Andorinha Mensageira, evidentemente, porque se for de idade, aí a inflação dispara e a taxa de juros também.


Se um jabuti está em cima de um poste é preciso entender que alguém o colocou lá, porque jabuti não sabe subir em poste e nem descer. Então para um jabuti descer de um poste, ele precisa de auxílio de alguém. Seja para subir, seja para descer. Sozinho ele não sai do lugar. É mais ou menos isso que está acontecendo com o atual Governo Catarinense.


De acordo com o vereador Tiago Muttini, de 5 a 9 de abril, ocorre o recolhimento do lixo eletrônico cujo ponto será o San Gennaro.

Os eletrônicos cada vez mais com vida útil abreviada. Vamos ver até quando a natureza vai aguentar todo o tipo de lixo produzido pelo homem.

Qualquer hora natureza resolve é descartar o próprio homem como lixo.


ATTENTI RAGAZZI

Que mundo ingrato e injusto. Enquanto uns acumulam dívidas, outros acumulam dúvidas.