SERGIO MAESTRELLI


UM PASSEIO À ESPLANADA


Depois de observarmos ao longo dos 37 km de asfalto as roçadas que escancararam todo o lixo jogado às margens da rodovia pelo tinhoso bicho homem, do lixo que provêm tanto de dentro de um fusca, quanto de um caminhão, quanto de um gol, de um corsa, de um corola, de um civic, de uma mercedes, evidenciando que o homem que não precisa de campanha de conscientização precisa é de “um relho no lombo”, utilizando emprestado uma expressão do radialista Geraldo Custódio, nos deparamos com a placa “Bem Vindo ao Balneário Esplanada”, mas que poderia ser também um “Seja Bem Vindo ao Velho Oeste”. Terra sem Lei. Antes de roçar o seu gramado, por favor, recolha todo o lixo altamente diversificado, isopor, plástico, papelão, lata de ervilha, potinho de maionese, carteira de cigarro, copinho de iogurte, garrafa, latinha, sacola plástica, lâmpada... Utilizando uma expressão popular, é tudo “pinchado fora em qualquer local”. Casa assaltada ou arrombada no balneário não rende mais “manchete de jornal”. Rende manchete de jornal a casa que ainda não foi assaltada. Essa se torna uma atração turística. Portão de alumínio, lâmpada, fio de varal, gancho de rede, nada escapa, tudo some como no Triângulo das Bermudas. A presença do Poder Público está muito aquém das expectativas dos moradores em termos de infraestrutura, iluminação, limpeza, segurança. Está mais para o campo virtual do que presencial. No município de Jaguaruna, com as eleições municipais se alternam PP e MDB, mas essa alternância não muda o cenário. É sempre a mesma lenga-lenga. O veraneio se aproxima e a ladainha é sempre a mesma. Para tudo está sendo encaminhada uma licitação e este ano com um agravante. O prefeito que sai, sem motivação alguma e não quer saber mais do basquete e aquele que vai entrar ainda vai precisar de um período para aprender a jogar basquete e ao povo, só resta tomar uma jarra de paciência.



Irritado com o computador devido a seguidas panes, no Bairro De Villa, o amigo Jaimar Meneghel que comanda um batalhão de funcionários na Chapam, a mais antiga de nossas empresas em atividade, um orgulho para a nossa cidade, resolveu, num momento de irritação e nervosismo com a informática, matar a saudade e voltar para a sua velha máquina de escrever Olivetti.


PÍLULAS


No dia 12 de outubro, dia da criança, quem completou 64 anos, lembrando a revolução de 64, foi o amigo Norberto L. Bez Batti, o nosso Lucafo da Rua do Sapo. A Maria, sua esposa, preparou uma mesa com bolacha Maria, cavaquinho, broa, café torrado e moído na hora e um Ki-Suco de Groselha para os mais exigentes para registrar tão significativa data.

Ministro do STF solta chefe do narcotráfico já condenado em 2ª instância e o presidente do mesmo cassa a decisão, mas já era tarde. Em questões de horas, segundo o MP de São Paulo, há a suspeita forte de que após ter deixado a penitenciária no interior de São Paulo, o traficante tenha viajado a Maringá no Paraná e lá embarcado num avião para o Paraguai. A PF já está à procura dele. E os gastos para a recaptura é você quem paga. A essas alturas, o dito cujo está rindo da justiça brasileira e cantando um “Foi um baile em Assuncion, Capital do Paraguai...”

Todos nós, e principalmente aqueles ativos nas redes sociais, deveríamos rezar diariamente a oração que diz: “Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho: inspirai-me sempre o que devo pensar, o que devo dizer, como o devo dizer, o que devo calar, o que devo escrever, como devo agir, o que devo fazer para obter a vossa glória, o bem das almas e a minha própria santificação. Amém.”

No dia consagrado a ela, Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, em seu sermão afirmou que há dragões que querem matar a vida. E um desses dragões que está voltando, se chama impunidade, com isso o dragão da corrupção vai continuar. O arcebispo criticou as noticias falsas, a idolatria de autoridades, o feminicídio e que não devemos deixar que o nosso Brasil se perca em chamas, além de criticar o fim da Lava-Jato. “Eu acabei com a Lava-Jato, porque não há mais corrupção no governo”, disse num momento de total delírio, o nosso presidente.

Comparando a série histórica das eleições para prefeito nella “Nostra Benedetta”, até o momento, pode-se dizer que será a menos efervescente, a menos caliente e menos barulhenta da história. Por enquanto, água morna. Mas, como disse, por enquanto. A eleição sob a égide da Covid-19 está destoando. Se for algo bom ou ruim, fica a critério da análise de cada um.

Um país que rifa um Sérgio Moro e prestigia para o STF alguém com um currículo suspeito e que não viu nenhuma falta de moralidade e autorizou o STF a prosseguir a compra no caso da licitação de comidas e bebidas finas, vinhos triplamente premiados no exterior e que ultrapassavam 1 milhão de reais, não pode ser uma país sério. Charles De Gaule, presidente francês quando visitou o Brasil em 1964, já havia declarado que “este país não é um país sério”. Volte Charles, que você precisa repetir a frase em voz mais alta porque o povo e principalmente as autoridades não ouviram direito.

Neste último final de semana, seguramente aproveitando o grande feriadão, algum, alguma, alguns ou algumas erraram o endereço e ao invés de enviar o lixo para o Cirsures, optaram por jogar nas encostas da Serrinha de Santana, a meio metro do rio e local de inúmeras nascentes. No sábado, em visita às obras da Serrinha, constatamos um princípio de ensaio. Um caminhão já tentando descer pela mesma, apesar das placas existentes. Mas todos sabem que placas não resolvem, nem mesmo se forem as famosas placas bacterianas. Mas o nosso competente diretor de trânsito já está em cima do lance para resolver este problema e evitar o surgimento de outros.


ATTENTI RAGAZZI

Revoltante é você se dirigir a um caixa eletrônico para pagamento de um boleto de R$ 36,70 com código de barras e não havendo reconhecimento do código pela distinta máquina bancária, você ter que digitar 48 números - “8262000000063670114 9000030000001000930162009000 3”. Um olho no documento e outro na tela. Como não temos visão de águia, ou de um falcão, coruja, lince ou lobo, sofremos bastante. Depois de uma dezena de “não confere”, acertamos o alvo.