SERGIO MAESTRELLI

SOBRE O JAIR (1) Não sobre o Jair Bolsonaro, mas sobre o Jair Nandi e dois de seus projetos na Câmara Municipal. No segmento “leis e projetos de lei” do citado vereador refutamos de grande importância o Projeto de Lei 001/2019 que estabelece a proibição de participação em licitações por empresas que não cumprem com os contratos, bem como a Lei 2806 que proíbe a terceirização ou subempreitada de obras ou serviço público. Empresa que ganha licitação e abandona obra pública deveria ser excluída de qualquer licitação pública. Assim se faz com antecipação a devida poda em ações que resultem em obras de péssima qualidade, inibe a gambiarra e a safadeza, pois corrupção não é apenas um privilégio de Brasília. Ela existe e sobrevive em todos os mais de 5.500 municípios brasileiros e rincões outros. A famigerada, demoníaca, diabólica e fatídica Lei das Licitações, na qual vence o menor preço e que itens como qualidade e prazos são acessórios desprezíveis, continua sendo abominada pelos nossos vereadores. Essa Lei já deveria ter sido há décadas eliminada, mas os deputados e senadores, aliados a empresários corruptos resistem, pois deve ser algo bom para ambos os lados. Enquanto isso, para o lado do povo “Nihil”, utilizando-se a linguagem bancária. Tem obra cuja vida útil não aguenta o “333” do Tóni Rosso, o “333” da gestação da porca, ou seja, 3 meses, 3 semanas e 3 dias. Que barbaridade! diria o amigo Claudino. SOBRE O JAIR (2) Não sobre o Jair Nandi, mas sobre o Jair Bolsonaro e a caneta BIC. A sua BIC e a nossa BIC. Quem manda no país é ele com sua caneta BIC. É a capa da Veja desta semana.A BIC com a mão da prudência ou da imprudência, da responsabilidade ou da irresponsabilidade, nomeia e demite no Palácio do Planalto. Vamos então, conhecer algo sobre a mais famosa caneta da história. A BIC está diariamente no bolso, nas mãos de canhotos ou na mão direita de milhões de pessoas em todo o mundo. Ela carrega a elegância típica das francesas. Sua história começa na França em plena 2ª Guerra mundial em 1944 com Marcel Bich e Edouard Buffard na cidade de Clichy. Lá surgiu a caneta BIC. Marcel Bich aperfeiçoa e adapta a caneta esferográfica inventada pelo húngaro Làszló Biró e deste modo em 1950 é lançada a caneta cristal - marca BIC, cuja marca é uma versão curta do sobrenome de seu criador. Da França, a BIC foi para a Bélgica em 1951 e para a Itália, Holanda, Áustria, Suíça e Espanha em 1954. A BIC chegou ao Brasil em 1956 e em 1960 é construída uma fábrica em São Paulo e se espalha pela América dos Sul. Em 1957 chega a Irlanda e ao Reino Unido e de lá se esparrama para Austrália, Nova Zelândia. Em 1958 chega aos EUA, em 1960 já está na África e no Oriente Médio. Em 1965 chega ao Japão. Circula por todo o planeta e hoje está presente em 160 países. Em 2006 a BIC Cristal com tampa azul, o modelo clássico, passa a fazer parte da coleção do Museu Nacional de Arte Moderna em Paris. Uma BIC tem tinta suficiente para escrever um traço de 2 a 3 quilômetros. O pigmento carbono para preta e ferro para o azul são adicionados a um solvente que pode ser água ou óleo que molha a esfera na ponta da caneta que passa a tinta para o papel.A esfera é carbureto de tungstênio, material quatro vezes mais resistente que o aço. Seu “corpinho” é de poliestireno ou polipropileno e na forma hexagonal para nunca cair de uma mesa e o orifício central existe para manter a pressão atmosférica que ajuda a empurrar a tinta para a ponta. Passei pelo lápis pau brasil, caneta tinteiro Paker, mas nada se compara a uma BIC. Ela desliza suavemente no papel assim como uma dançarina com patins no gelo ou um esquiador na neve dos Alpes. Sou fã numero 1 da BIC Cristal, a branquinha com tampa azul. Não vou a lugar nenhum sem uma máquina fotográfica, gravador, papel e uma caneta no bolso e sempre a minha adorável BIC, todos para mim, instrumentos símbolo da liberdade humana.

Entramos no 5º ano de nossa aposentadoria depois de 35 anos de Serviço de Extensão Rural/Acaresc/Epagri.Que saudade do contato com os colegas extensionistas, com os agricultores, com reuniões, capacitações e eventos. Que saudade do convívio com as extensionistas sociais e com as secretárias da Epagri, aqui representada pela amiga Luciana Búrigo Leite da Gerência Regional de Criciúma. Só resta dizer: tempos muito bem vividos.



Mergulhado no mundo do Rádio e da Televisão na histórica rua Américo Cadorin, Jacy Massuchetti Filho passa o dia na companhia de seu gato assistente nesses tempos de isolamento social, comércio fechado e faturamento baixo. Em tempos de pandemia e péssima economia, o medo é tanto que nem o gato mia.



A própria natureza nos avisa: Nem todo aquele que te abraça com ardor e paixão é teu amigo.


PÍLULAS Está na hora da sociedade dar um basta nesses políticos que com toda pompa, via imprensa com direito a vários clicks de vários ângulos e via redes sociais, anunciando verbas, convênios e uma série de medidas que ficam apenas nos anúncios em cuja sequência nada acontece por meses a fio. O Coronavírus intensificou tal prática. Mais promoção do que liberação. Tá na hora da imprensa, em nome do cidadão, dar um basta nessa questão, você não acha meu irmão? Neste tira e bota máscara, nesse fecha e não abre e neste abre e não fecha, libera, não libera, com um turbilhão de normas, um de cada vez, distância de 1,5 metros... em que percentual está o nível de respeito a essas normas. Quando se implanta qualquer regra numa sociedade organizada, para que esta regra seja cumprida, exige-se um competente esquema de fiscalização. Achar que todos vão seguir apenas pelo processo da conscientização é achar demais. Essa eu não sabia e nem você sabia. Pois fique sabendo que o Coronavírus-Covid 19 tem formação jurídica, tem mestrado e doutorado na área. Recebeu da Revista Veja o título de “O melhor advogado do país” pelos eficientes serviços prestados aos corruptos da Lava Jato. Eles estão todos soltos devido à pandemia.Um “Senhor advogado”, e que nem prestou exame da OAB. Se você acredita que eles irão voltar para a cadeia, quereremos parabenizá-lo, pois grande é a sua fé. Cá entre nós e também “cá entre os outros”: depois dessa quarentena que estamos vivendo, um feriado perdeu muito de seu atrativo, da sua graça e de seu charme, você não acha? Por enquanto os nomes e palavras mais ouvidos em 2020 - Coronavírus-Covid19, isolamento social, OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, Província de Wuhan, Bolsonaro, Mandetta, Cloroquina, máscaras, fique em casa, missa pela internet, caos na economia, respiradores, Álcool em Gel, contato com infectados, sabão caseiro, medo, desconfiança, insegurança, crise, prisão domiciliar voluntária, epidemia, pandemia, agonia, quarentena, home office, live, desemprego, cidades vazias... sai, não sai, abre ou fecha, delivery, libera ou não libera. Revirando os arquivos em dias de isolamento social: o bambu, com cerca de 1200 espécies, é considerado pela China como “ouro verde”. Para os brasileiros, madeira de pobre. No Oriente ele é utilizado há milênios. De múltiplos usos, o bambu foi usado por Santos Dumont em partes do 14 Bis em Paris. Aqui em Urussanga, a sabedoria com tempero oriental do Bar do Japonês, na década de 60, produziu um famoso e delicioso “pastel de palmito” que na realidade era um gostoso pastel de broto de bambu, colhido nas margens do Rio Urussanga. Naquela época, “chegou tarde ao bar, ficou sem pastel”. “A distância às vezes por mais incrível que pareça aproxima as pessoas e uma insinuação, “Pedrrro”, pode ser mais devastadora do que qualquer afirmação”. São palavras da Princesa Leopoldina ditas em 1820 e continuam cada vez mais válidas, principalmente para os dias de hoje. Já, o marido D. Pedro I dispara esta: “Não quero ser um personagem na cabeça das pessoas. Por isso vou sair por esse Brasil”. Eu e esse país somos iguais”. Enquanto isso, seu pai Dom João VI deixa o conselho: “Sejais atento Pedro, porque os vossos amigos de hoje podem ser vossos inimigos de amanhã”. Sãos as boas lições nas novelas de época da Rede Globo. Afinal o dinheiro do fundo eleitoral (que envolve bilhões) deveria ou não ir para a saúde visando o combate do Coronavírus? Se você está em dúvida, reflita sobre esta do humorista Beto Simão que definiu o Fundo Eleitoral ironicamente como “aquele dinheiro que será roubado de você para eleger aqueles que irão te roubar”. E agora Anacreto? É dose cavalar, dose para elefante ou dose para dinossauro? A democracia tem o seu preço. Chega de Covid-19, vamos para a dengue. Chega a 1.399 o número de casos de dengue confirmados em SC. Desses, 608 são de infectados do município de Joinville. Há mais de dois mil focos do mosquito. E os motivos são aqueles que se conhece há anos: entulho, lixo, águas paradas, é a garrafa pet, pratinhos de vasos com água, caixas d´água sem vedação, tratamento inadequado de piscinas,calhas entupidas. São opções atrativas da “Minha Casa, Minha Vida” do mosquito transmissor, o popular Aedes aegypti. Uma vergonha para a Manchester Catarinense, a Cidade dos Príncipes. O combate à dengue via conscientização é balela. Exige uma ação policial e multas. Aí a coisa se arruma. Campanhas de conscientização, educação vem de anos e o problema não se resolve e persiste. A continuar nesse ritmo, Coronavírus-Covid-19, influenza, zika, chikungunya, dengue, malária, febre amarela, sarampo, tuberculose, lepra... Em termos de saúde e normas de higiene, parece que estamos voltamos aos tempos da Idade Média. Logo, logo, volta a sarna, o piolho e todas aquelas doenças classificadas pelo povo com o nome de “perebas”. ATTENTI RAGAZZI Muitas pessoas que usam óculos reclamam que com a máscara, o óculos embaça. Diante desse problema, a Tita nos perguntou se era verdade que quem usa óculos estaria liberado do uso da máscara. Negativo, mas disse a ela que para esses casos os ambulantes já andavam vendendo um limpadorzinho desembaçante movido à pilha que pode ser acoplado no óculos. Eu também preciso de um desses, mas ainda não consegui, pois a procura é muito intensa.