SERGIO MAESTRELLI

SER ONÇA OU SER GATO?


Como diria uma música tradicional gauchesca, a onça pensou um dia que era mestra no pular, mas não sabia do recurso do pulo que o gato dá. Um dia a onça jovem que convivia pacificamente com seu amigo gato pediu que este lhe ensinasse todos os tipos de pulos e este a ensinou: o pulo prá frente, pulo prá cima, pulo pro lado, pulo em diagonal, pulo deitado, pulo inclinado, pulo em zigue-zague, pulo prá baixo... E aí quando a onça achava que já era mestra no pular, quis matar o gato e o atacou, mas este se salvou com o único tipo de pulo que ele não havia ensinado a ela. O pulo prá trás. E isto lhe salvou a vida. Então meu amigo, jamais ensine tudo, jamais diga tudo. Jamais gaste as seis balas do revólver. Deixe uma de reserva no tambor. Você poderá precisar dela para seguir adiante nesta vida.


VOLTAIRE: DA FRANÇA PARA URUSSANGA


O nosso calendário que comemora até o dia do doce de abóbora, por sinal muito bom, e também o dia do solteiro que para mim não parece ser tão bom, registrou na última sexta feira, dia 14, o dia do protesto. E você tem todo o direito de como pessoa livre protestar ou questionar o que você acha incorreto. Nesse sentido, muitos e muitas concordam e muitos e muitas discordam das pílulas, discordam do “Attenti Ragazzi” e não vejo nesta atitude nenhum tipo de convulsão, ofensa ou afronta. A riqueza está na diversidade das opiniões. É no fervilhar das cabeças que se purificam as ideias. Tudo o que eu falo está gravado e tudo o que escrevo está impresso e arquivado. Do que escrevemos ou falamos, chamo para mim a responsabilidade e agora como o ouvinte ou o leitor interpreta, a responsabilidade é dele. Não pode ser minha. Uma frase nos acompanha no canto de todas as escrivaninhas que utilizei desde o tempo da Acaresc/Epagri e hoje no escritório de nossa residência. É a frase do pensador e escritor francês François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, que pegou um pedaço de papel e nele registrou o: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que dizeis, mas serei o primeiro a defender até a morte o direito de que você, como pessoa livre, tem de pensar e de dizer.”


UM FIO DE LINHA PELO BURACO DE UMA AGULHA


Falando sobre buracos de agulha, Cristo em certa passagem assim disse a seus discípulos: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”. No final de julho, passamos por um grande problema e consequentemente um grande desafio. A missão a nós atribuída tinha ares de impossível. Aí nos lembramos desta passagem bíblica. Para resolver o referido desafio, precisamos queimar muito fósforo e principalmente ter muita fé. Aí nos lembramos de outra passagem bíblica, a de Cristo dizendo: “Pedi e recebereis. Batei a porta e ela será aberta.” Era uma questão de fósforo e de fé. Foram três dias de uma pressão insuportável. De 6ª feira até domingo. E como um fio de linha, conseguimos passar pelo buraco da agulha. Como repetia o padre aos que o rodeavam: “nunca tire a esperança de alguém. Pode ser que ela seja a única coisa que esse alguém possui.”


O MONSENHOR E AS DONAS DE CASA


Monsenhor, em 25 de dezembro de 1966 se reportando às donas de casa, responsáveis pela boa alimentação da família, a quem ele denominou de os anjos da guarda dos lares brasileiros, disse: “O mel é uma dádiva de Deus. Não é preciso dizer que uma gota de mel no pão para saúde do corpo vale tanto quanto uma gota de mel no coração para a saúde da alma”. Mel, foi justamente ele que o mundo social ocidental adotou como símbolo do amor conjugal, ao formular a lenda romântica da inesquecível “lua de mel” dos casais apaixonados.



Em tempos de Pandemia ou não, no cocho ou fora dele, os maiores sempre mandam nos menores.



“Cano é com a gente.” A eficiente equipe de trabalho do SAMAE de Urussanga atuando na execução dos trabalhos de saneamento básico da Rua Giovanni Damiani. Em época de pandemia e por trás das máscaras, os funcionários Jailson Rossetti e Valdecir Catarina. Jailson Rosetti, nos finais de semana quando não está de plantão, coloca a mão na gaita e anima festas e bailes per “tutti i cantoni”



Agosto é o mês da festa de São Donato nas montanhas de Belvedere. Em imagem da década de 90, no alvorecer do século XXI, após a missa lá nos Alpes Urussanguenses, churrasco, pão, cerveja preta ou branca para os adultos e gasosa para a criançada, dispensando mesa, cadeiras, tudo diretamente no pasto, relembrando uma tradição de nossos nonnos em dias festivos, com uma pausa para a polenta e para a fortaia. São Donato de Arrezo, bispo e mártir, é o padroeiro da localidade do mesmo nome. Ele foi martirizado em Roma por seu amigo de infância que se tornaria o Imperador Juliano. São Pedro Damian, escritor católico, assim deixou escrito: “Donato e Juliano cresceram juntos. Um se tornará cedro no Paraíso e o outro, carvão para o fogo eterno.




Num ano sem Ritorno e sem Festa do Vinho, o pensamento se volta para os tempos vividos, como o tempo bem vivido do amigo, vereador, vizinho e festeiro Romeu De Bonna. O político que sempre foi “azul”, aqui aparece de vermelho”.


PÍLULAS


O professor Celso de Oliveira Souza, colega do Instituto Histórico e Geográfico Terras dos Condes - Encostas da Serra Geral, lançou mais uma publicação resgatando a nossa história. Trata-se do livro “A cidade e sua arte - As esculturas do paredão sem fantasia”. Nada como ouvir a história de quem dela participou. É a sua décima quinta obra, ou seja, ele já participou de “muitos carnavais”. Mais um gol a favor da cultura de Orleans, a Terra dos Condes. Utilize bem o seu tempo de isolamento social e leia esta obra. Contatos com o professor através do e-mail celsodeoliveirasouza18@gmail.com ou pelo telefone (48) 99912-2472.

E o fim do presidencialismo de coalizão, uma das bandeiras eleitorais de Jair Bolsonaro que jurava acabar com o “toma lá dá cá”, ressuscitou e está prestes a ter a sua oficialização definitiva publicada no Diário Oficial. Antes, Bolsonaro dizia que “Temer roubou e merece prisão”. Agora no embarque da comitiva brasileira para o Líbano, ele chama o ex-presidente de “querido”, de acordo com reportagem da revista Época. Então se deduz que ele rasgou outra bandeira de campanha, a bandeira do combate à corrupção. E agora a Revista Veja faz uma pergunta que merece reflexão. Ela indaga a você: “Você ainda apoia Bolsonaro por que mesmo? Tanto a “nova política” de Bolsonaro quanto a “nova política” do “comandante” Moisés morreram afogadas no primeiro mergulho. Mas eles não precisam se preocupar, pois o povo tem memória fraca. Nem se lembra do que foi servido no almoço do domingo passado.

Nos trabalhos de pavimentação da Rua Octávio de Pellegrin, uma das mais antigas do Loteamento Carol, há pedras que afloraram no caminho, necessitando de explosivos a um custo de 34 mil reais. Passada a burocracia, então dinamite na rua, digo, na pedra.

Como sou um homem essencialmente de registros, queremos registrar que alcançamos a pílula de número 9.000, envolvendo os Jornais “A Tribuna”, o “Semanário” e o “Jornal do Médio Vale”, os três, do município de Timbó, a “Pérola do Vale”, no nosso período de 19 anos de Verde Vale do Itajaí e com o “Jornal Panorama” della Nostra Benedetta atualmente. Fui abençoado e ungido pelas forças divinas em ter sido mandado para lá pela antiga Acaresc. Neste longo tempo, de 1981 a 2020, foram muitos elogios, muitas sugestões, muitas críticas. Em todas as críticas, um ponto comum. Somente criticamos ideias, jamais pessoas. Somos da opinião que devemos combater aquilo que a nossa consciência diz que está errado. Devemos combater o pecado, jamais o pecador.

Jair Nandi, na última sessão, se reportou à Orquestra Municipal de Urussanga visitando a sede onde seus onze músicos ensaiam. Registrou o trabalho fundamental dessa entidade musical para a nossa cultura e o mesmo prometeu colaborar no sentido de alocar verbas públicas para manter a entidade, recurso este que seria evidentemente muito bem aplicado.

O amigo e companheiro da Epagri, Henrique Trombim, vai tocar o trombone, seu instrumento na orquestra com mais animação. Ah, vai!

Não é daqui, mas cabe o registro. O portal de Notícias G1 divulgou um vídeo em que uma cliente de uma lanchonete foi flagrada arrancando um fio de cabelo e colocando o mesmo dentro de um cachorro quente antes de reclamar e pedir um segundo lanche de graça. O caso ocorreu no Paraná em Mandaguaçú. Deu azar. O proprietário era careca e trabalhava com proteção. É o que eu digo. O mal de todo esperto ou esperta é achar que todo mundo é bobo. Hoje tá tudo monitorado pelo Big Brother, meu irmão. “Volte ao meu estabelecimento e pague o lanche que você comeu”, afirmou o proprietário. Será que o ser humano é corrupto por natureza e tal característica está impressa nos genes?

Comentário de um amigo meu da “Baixada Fluminense” nesses tempos pandêmicos com muita convicção: “Com minha amada, na minha morada, não falta nada”. Então, complementamos: É isso meu camarada. Siga feliz com sua Ada.

Aqui outra que em termos de ignorância e idiotice empata com aquela do desembargador resistente ao uso de máscara e seguidor do deboche e do desrespeito à autoridade constituída. Uma juíza do Paraná mencionou o termo “raça do réu” em trecho de sentença condenatória. A magistrada diz que “seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente...” Com a repercussão, a juíza já pediu desculpas e afirmou que a frase foi retirada do contexto.

Uma das vias de nosso município receberá o honroso nome de Italino Dagostin, o homem do toque diário e dos dias de festas dos sinos da Igreja de São Pedro, bem como nas grandes tempestades. Com o toque do sino bento, qualquer trovoada se dividia em duas, em três. O projeto é do vereador Gilson Casagrande, representante de São Pedro. Do Bairro, não do Santo.



ATTENTI RAGAZZI


“Gosto de mulheres que usam batom cor de vinho tinto e para você não manchar a camisa, tome vinho branco.” Extraído da Série “Conselhos de Festa do Rozinei Sebastião”, o fratello do Rozemar, o pai da “Rossana”.