SERGIO MAESTRELLI

TRA O COVID-19 E OUTRA CONTRA A CORRUPÇÃO


No mundo

Assim como foi a corrida entre Portugal, Espanha, Inglaterra, França por volta de 1500 com relação às descobertas das grandes navegações, assim como foi a corrida pela bomba atômica entre americanos e alemães no final da II Guerra Mundial, assim como foi a corrida pela conquista espacial entre norte-americanos e russos, agora os países entraram na corrida para a obtenção da vacina anti-coronavírus.

Eles sabem que quem deter essa tecnologia assumirá um papel de vanguarda no cenário mundial e ditará as regras do poder global.

Mandará na saúde e na economia dos povos. Universidades e Institutos de Pesquisas de renome internacional estão disputando esta corrida científica para render o Covid19. Este é o cenário mundial.


No Brasil

Em termos de Brasil, na busca da vacina anti-covid, também estamos colaborando com os institutos estrangeiros.

Só que o Brasil requer dois tipos de vacina: a anti-covid-19 e a vacina anticorrupção. Na semana passada pipocaram as ações nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Santa Catarina marcaram presença nas páginas de Veja, a indispensável.

Foram protagonistas da reportagem “Pandemia da Corrupção”. Tem dois vírus agindo contra o povo. Um é o corona e outro é o vírus “corruptus”. O primeiro é visto apenas no microscópio eletrônico e o outro nem precisa de óculos. São as aves de rapina na saúde, envolvendo governadores, prefeitos, funcionários públicos e empresários corruptos.

Corruptos e corruptores fazendo aquela festa, embora tal evento social esteja momentaneamente proibido.

A revista conclui que precisamos além da vacina contra o Covid-19, uma vacina contra a corrupção. Enquanto elas não surgirem, tanto o Covid-19 quanto a corrupção, continuam diariamente fazendo vítimas em todo o país.

Nessa pandemia de corrupção há um detalhe. Nenhum caso envolvendo o Governo Bolsonaro.

Somente estados e prefeituras.


Em Santa Catarina

Em Santa Catarina, além de um hospital de campanha abortado, temos o escandaloso processo dos 200 respiradores (inadequados) e 33 milhões de reais pagos antecipadamente.

Alguns dizem que foi amadorismo governamental, eu prefiro a expressão grande esperteza governamental.

De todo esse “imbroglio covítico”, a população só tem uma certeza: que no bolso do povo catarinense havia antes da pandemia, 33 milhões de reais.

Agora o povo quer saber no bolso de quem está esta grana toda?

É isso que o povo espera da CPI.

Onde está a grana e quando ela volta para o legítimo bolso, o bolso dos catarinenses. Governador Moisés imita Lula. Não sabia de nada. Pode ser, pode não ser. Convidado a responder alguns tópicos, respondeu, mas parece que não convenceu.

O Moisés se elegeu na onda bolsonarista e parece não estar à altura do cargo. Quer nos parecer que um brincou de ser candidato a governador e o povo brincou de votar.

Estamos no auge ou no começo do auge da pandemia e o que se observa é um governo sem ação, omisso, inoperante, perdido. Prefeitos cada vez mais aumentam o tom nas críticas ao Governo Estadual.

Uns prefeitos dizem que ele não tem capacidade de governar, que inexiste administração, outros que o governador é omisso e de que não é “comandante”. Realmente o apelido de comandante soa engraçado, não combina, não conjumina, utilizando o termo que ouvi numa conversa de bar.

Não temos vagas nas UTI, não temos respiradores, não temos nem os insumos básicos.

É o que diz diariamente a imprensa. Tivemos apenas aparições diárias na mídia e nada mais, além do lero-lero. O tempo passa, o tempo “avoa” e ainda não temos uma conclusão da CPI.

Será que teremos pizza caseira ou pizza no módulo “delivery” e cloroquina como tempero?

Com o processo de impeachment, começo a acreditar que quem vai precisar utilizar todos os 200 aparelhos para respirar será o Governo Estadual.

Caso contrário, ele poderá morrer por falta de oxigênio.

A nova maneira de fazer política ainda vai ser acusada pela velha de plágio escancarado.

Que coisa!


Olhe este recado. Parece que neste quesito os solteiros concordam e os casados também, mas eu não confirmo. Há exceções.




O mecânico Gaspar, lado a lado com o Corcel I e o Corcel II, Ford Motor Company, nosso sonho automobilístico dos tempos de namoro. Não consegui o Corcel I, mas dei um laço num Corcel II, Ano 80, Azul Gemini Metálico - PM 0003, para nunca mais dele me separar.



Hélio e Dema: favor costurar essa bola de couro, essa pasta da escola, colocar meia sola neste sapato, colar esse outro e trocar o salto deste aqui. Mais dois furos nesta cinta que eu emagreci. E este chinelo aqui tem conserto? Quando venho buscar tudo isso? Tempos bons, mágicos e inesquecíveis aqueles tempos do Conserto de Calçados do Hélio Zappelini e do Dema Zanellato. Que dupla urussanguense! O número de histórias ultrapassa o número dos consertos de sapatos.


PILULAS


Quem iniciou a semana completando 90 anos bem vividos aqui na Benedetta foi o amigo Armando Bettiol, a nossa enciclopédia Britânica, a nossa Barsa, a nossa Delta Larousse, o arquivo vivo de nossa história. Ele cansou de receber o “tanti auguri” ao vivo e as centenas de mensagens de seus amigos.

Na última reunião da Câmara antes do recesso, ele só tinha um apelido: “Maledetto”. Agora nas redes sociais ou anti-sociais, não sei qual a melhor definição, ele já aparece com nome e sobrenome. Já se apresenta como o “Maledetto Esquifoso”. Mas quem será questo personagem?

No sábado passado estive fazendo nova medição da vazão das nascentes na Serrinha de Rio Carvão-Santana. Faço o monitoramento desde 1995, quando retornei. Apesar das chuvas desse último período, elas estão apenas com 46% do volume d’água, quando comparado com os dados de 25 anos atrás. É uma estatística preocupante.

Você conhece aquela do “Jabuti no Poste”. O Jabuti, devido a sua natureza, não tem condições e nem habilidade para subir num poste e nem descer. Se ele está lá é porque foi posto por alguém. Então, ele somente também descerá com o auxílio de alguém. Estar no topo do poste não faz parte de sua natureza. Temos alguns Jabutis no Serviço Público e também no topo deles. Foram postos lá, estão lá, mas não possuem as mínimas condições e só sairão com auxílio de alguém. Enquanto uns ajudam jabutis a subir, outros deveriam ajudá-los a descer. Solidariedade é fundamental.

“Que fim de carreira!” Exclamou desolada a amiga Mayara ainda nos anos de esplendor da juventude. Calma Mayara. Você ainda nem concluiu o primeiro tempo do jogo da vida.

Da última sessão legislativa antes do recesso: “sou um caipira, simples, tem palavras que nem sei pronunciar direito e podem falar, mas eu me orgulho de quem eu sou e do que eu faço”. Vereador Casagrande se referindo àqueles que soltaram penas de ganso ou de gansa sobre ele nas redes sociais, cada vez mais anti-sociais. O vereador aconselhou ao tal cidadão que use a tecnologia para o bem. Não faço juízo de valor, pois desconheço o conteúdo postado.

Plano Diretor depois de mais de dez anos de sua implantação nossas autoridades, lideranças e povo em geral continua dividido. Para alguns, um documento disciplinador, para outros, um documento engessador e para os demais um documento complicador. Cada setor vendo apenas os seus interesses pessoais, profissionais. Ninguém quer pensar na comunidade como um todo.

Vereador Marcírio na última reunião antes do recesso, repudiou os ataques covardes daqueles que soltam lixo pela boca nas redes sociais e tem idiotas que curtem. Tempo bom, vereador, era aquele tempo antigo que a única coisa que se curtia era o couro. Já a lei do Bem Estar Animal, uma política pública extremamente necessária, foi também criticada nas redes sociais. E nós acrescentamos, vereador Deco, tempo bom mesmo era o tempo antigo que em termos de rede só haviam as de pesca, as de futebol, as da praia e as redes de energia. Agora para fazer o papel que o Vesúvio fez em Pompéia, temos as redes sociais. Mas nem tudo é joio nas redes sociais. Há também muito trigo.

Vereadora Vani anunciou a total climatização da Escola Barão do Rio Branco, com verbas da deputada Ada de Luca e reconheceu o o empenho das professoras Simone, Dani e Sabrina na busca de uma solução para essa questão e também do apoio dos vereadores Deco e Beto.

Neste final de semana pelo nosso interior, missas programadas para Rio Carvão Baixo, Caeté do Armazém e Santaninha. Tudo com as devidas regras e precauções preconizadas pelas autoridades da Saúde Pública. Máscara, álcool gel, 1,5 metro de distância e apenas um ministro. Corinhas e pessoas do grupo de risco devem permanecer em casa. Saudade das festas, do toque dos sinos, das missas, dos cantos, das conversas, do churrasco e da roleta.



ATTENTI RAGAZZI


Você já perdeu a sua caneta Bic hoje, os óculos, o pen drive, a chave da casa, a chave do carro, o controle do portão, o celular, os documentos, a lista das compras.... Que estresse diário com esses apetrechos no bolso.