SERGIO MAESTRELLI


Tiveram início os trabalhos de restauração do antigo Açougue Municipal, depois Açougue do Povo, Açougue do Rubi Talamini nº 111, e a partir do final do ano, Unidade Satélite de Saúde “Dr. Vitório Giacone”. E olhe aí ao lado o Cine Vera Cruz de propriedade de Geraldo Simões de Matos e Darvino Bez Batti. Na década de 70, com os eternos filmes de bang bang ou faroeste e os filmes denominados por nós de filmes de “amor”, em que mulheres com vestidos ou saias três dedos acima do joelho já indicavam a famosa, execrada e irritante placa “Censura 18 anos”. No ano de 1975, numa daquelas sextas-feiras às 20 horas, eu e o grande amigo Leoberto Fréccia compramos ingressos com a Emília Nesi e tentamos entrar. O Léo, mais encorpado, passou e eu, ao entregar o ingresso para o Diomício que representava o Juizado de Menores, restou o pedido de comprovação da idade. E eu todo faceiro mostrei a carteira de Estudante do Rainha do Mundo que comprovava que faria 18 anos na próxima segunda-feira. Ele conferiu e disse: É mesmo. Então você volta a semana que vem. Restou apenas a pipoca do Manecão e as balas Chita, o copo de kisuco supergelado no Fabian Bar do Dário Alves Batista e aguardar o fim da sessão para o Léo me contar tudo nos mínimos detalhes. Vivia-se um tempo de coisas definidas, do sim e do não, do pode e não pode, do é e do não é. Não tem essa de hoje com o pode ser, pode não ser, parece que é, parece que não é.





Na década de 50, arrecadando fundos para erguer o Paraíso da Criança, um Jeep Willys 4x4 percorre a cidade e o interior e a região na Campanha do Vidro, idealizada pelo Padre Agenor.

Padre Agenor sempre atrelando e unindo fé com obras.

Ainda não sei definir qual das duas foi maior, se a sua fé ou as suas obras.

Ah!, você conhece o motorista do jeep?


SOBRE A RUA ANGÉLICA COLLODEL BETTIOL


Panorama publicou o “Antes e o Depois” da Rua Angélica Collodel Bettiol, afirmando que se as mudanças foram para melhor ou para pior, que ficasse a critério de cada um, de cada consciência. Pois então, eu divulgo o critério da minha consciência. Antes, eram árvores, flores e sombra. Pela sua beleza foi, inclusive, capa do antigo Jornal da Manhã. Agora, apenas sol que racha. Antes, lajotas, um tanto irregulares sim, mas consertáveis. Agora o asfalto cheio de desníveis e lembrando aquela música amorosa que citava: ‘”Aquela colcha de retalhos que tu me desse...”. Antes, meio fio de granito ponteado reto. Agora, meio fio de concreto broa, torto que nem pau que nasce torto. De tempos em tempos, Urussanga demonstra uma capacidade incrível de tornar pior o que estava bom ou ruim. Demonstra uma habilidade fenomenal para andar para trás em alguns aspectos como nunca vi em município algum. E olha que a Epagri, em função do meu trabalho, me fez conhecer 95% dos municípios catarinenses. Só não conheço uma meia dúzia deles. E ninguém precisa se ofender com a verdade e sua realidade. Foi realmente uma derrapada épica da administração anterior. Um bocejo de elefante. Na época, pressionada por parte da opinião pública, para amenizar o fato e amolecer resistências, a prefeitura divulgou que todas as lajotas seriam aproveitadas na Pracinha de Linha Pacheco, embora pelo processo de retirada, quebravam sete de cada dez. Qualquer hora vou a Linha Pacheco conferir a concretização ou não da promessa. Asfaltar uma das vias de entrada da cidade até era uma excelente ideia, mas a execução do serviço foi de um amadorismo raramente visto. Ela está lá para quem quiser ver. Não há o que contestar. É processo com desfecho em segunda instância. É trânsito em julgado, diriam os profissionais do Direito. A Rua do Sapo quase teve o mesmo destino. Bendita e divina seja a autoridade de Brasília que não liberou a verba.


E AGORA?


E agora, diante desta nova realidade, com o início dos trabalhos de asfaltamento da Serrinha, caberá a ACRIC, que desfraldou a bandeira do asfalto juntamente com a AMOSAN, centrar seus esforços junto ao Governo Estadual ou Federal para a retomada do asfalto na Rodovia dos Mineiros. A essas duas associações, uma sugestão. Batalhar junto aos deputados federais e estaduais pode não ser o caminho mais racional. O caminho mais racional é batalhar juntos aos vereadores que estão diariamente aqui ao nosso lado. Cada vereador é cabo eleitoral de um deputado estadual e de um deputado federal. A pressão deve a eles, os vereadores, ser dirigida. O compromisso de obtenção de recursos tem que ser centrado no vereador. A pressão deve ser feita ali e nos urussanguenses que representam o PSL local, o partido do governador, sempre silencioso demais. Como diria o amigo Tóni Fornasa: “é ali que eu dizia”. O caminho não significa sucesso, mas talvez... quem sabe. As associações das duas comunidades não podem dormir de touca e muito menos roncar. No lugar de roncar é arrancar esse compromisso com os edis. É mais fácil você cobrar diariamente de um vereador que você encontra todo dia, do que um deputado cujo contato ocorre apenas em ano eleitoral.


PÍLULAS


Circulamos pela Genésio Mazon e me lembrei do famigerado ato do Governo Moisés, a implantação do consórcio que se diz multifinalitário , ou seja, com várias finalidades e a ironia que de várias finalidades não atendem nenhuma. A piada começa pelo nome do projeto. Não é multi e nem uno, é zero finalitário. Um ano e meio no enrola-enrola.

As igrejas no passado, além de missas e orações, preces, cultos e meditação, eram também lugares para votações e eleições. Elas não eram feitas nas naves, mas nas sacristias. Antes dessas votações se evocava a vinda do Espírito Santo para que o mesmo acudisse com as suas luzes o espírito meio nebuloso das criaturas, ou seja, mais especificamente dos eleitores, ainda submersos nas trevas insondáveis da ignorância. Rezava-se missa votiva, implorando a descida do Paráclito, para que os homens soubessem bem escolher. Política, Poder e Religião estão interligados desde o início da civilização.

Alguém solicitou e fica então aqui registrado. Rio Urussanga, das nascentes à foz na Praia do Torneiro, tem a extensão 43,5 km. Constituem seus afluentes: o Rio Carvão, Rio Maior, Rio dos Americanos, Rio Salto, Rio Deserto, Rio Caeté, Rio Barro Vermelho, Rio Galo, Rio Cocal, Ribeirão da Areia, Rio Vargedo, Rio Ronco d’água, Rio Linha Anta, Rio Três Ribeirões e Rio Içara.

Zika, Chikungunya, H1N1, tsunami, dengue, ebola, SARS, Coronavírus - Covid 19, seca, gafanhotos, tempestade de areia do Saara atingindo a América e agora uma grande “tempesta”, devido a um ciclone extra tropical. “Ma questo vinte vinte tá de arrepiar”.Tudo indica que a natureza está mandando um recado ao bicho homem. Muda ou damos um “The End” em você.

E o sucessor do Weintraub, o anunciado novo ministro da educação, Decotelli caiu antes de decolar pela repercussão do seu curriculum com fraudes. Houve possível plágio em suposta dissertação de mestrado ou doutorado. Mas que amadorismo! Já ocorreram vários casos de preenchimento de cargos no governo com o “anuncia e depois não assume”. Por que o governo não pesquisa, não checa a vida pregressa dos nomes que integrarão o governo para evitar micos desse tipo? Um desgaste desnecessário. É, precisamos nos precaver até de possíveis Cursos Madureza Ginasial falsos, curso este típico nos anos 60-70. O famoso “99”. Como a verdade sempre está no meio e nunca nas pontas, acredito que nem tudo depõe contra o Decotelli. Pode haver também muita intriga política e portanto pode haver controvérsias.

Jogos de futebol liberados nos estádios, porém sem público e sem torcida. Algo que soa estranho, algo que soa sem sal e sem açúcar, até parece picolé com sabor “chuchu”.

Publicação nas redes sociais, com o significado do Sobrenome da Família Nesi. Nesi é um sobrenome respeitado, descendente da nobreza. Os Nesi são conhecidos por serem engraçados, divertidos, espertos, gentis e solidários. Um Nesi nunca desiste. Nesi, tutte brave persone. Compartilho disso. Com muito orgulho sou 50% Nesi. Minha mãe era uma bergamasca morena das Montanhas de Belvedere. A família Nesi é originária da Comune de Levate, Província de Bérgamo. Como é habitual nas redes sociais, logo surgiu polêmica e alguns entraram em polvorosa e não concordaram com os adjetivos atribuídos à Família Nesi. Como diria Cristo: “Pai perdoai porque não sabem o que falam”.

Inegavelmente este tempo de pandemia conduziu as pessoas a fazerem diversas reflexões sobre a vida, independente de grau cultural, intelectualidade ou posição social. Como definir quem é um homem rico e quem é um homem pobre? A base mais confiável para essa definição de homem rico é aquela em que ao chegar ao fim da vida, ele olha para trás e olha para frente mergulhado num oceano de paz. Então é rico e feliz aquele ou aquela que se sente como sendo um oceano de paz. Boa reflexão Dona Nadir De Brida Ferraro. Você tem razão. Pessoa serena tem estrutura e enfrenta melhor as dificuldades e obstáculos da vida.

Com o ciclone extra tropical para os letrados e vendaval para o povo, no dia seguinte, passamos o dia sem internet ou internet intermitente ou internet lenta. Esse fato endoidou muita gente. A grande maioria não fica mais sem internet, sem Facebook ou sem zap. A falta produz efeitos colaterais graves como: inquietação, irritação, impaciência, alvoroço, ansiedade e estresse. Que dependência estratosférica.


ATTENTI RAGAZZI


Há 25 anos, em junho de 1995, estávamos radiantes em Blumenau nos Pavilhões da Oktoberfest vendo e ouvindo na terceira fila, uma das cantoras italianas da nossa juventude cantando nada mais nada menos o “Dio Come Ti Amo”, ouro puro da música italiana. Depois, outras canções como Mille Anni, La Spanhola, Non Ho L’èta, Alle Porte del Sole, Reginella Campagnolla, Tango delle Rose, La Boheme, Gira L’Amore, Qui Comando Io, La Domenica andando alla Messa, Oh’ Bella Ciao... Tudo durante a II Festitália, a festa dos descendentes de italianos do Vale do Itajaí. Essa, eu vivi. Gigliola, a cantora romântica italiana, natural de Verona, hoje é uma distinta senhora de 72 anos. Foi musa das décadas de 60 e 70, as mais douradas da história da humanidade.


TASSINHO NOS DEIXOU


Panorama registrou na semana passada o falecimento de um amigo. Depois, nas redes sociais, seu filho Marcos postou palavras de gratidão e reconhecimento ao seu pai e aos valores que ele havia herdado, de suas histórias sérias e divertidas de Minas, do Rio de Janeiro e de Urussanga. Disse ele: “Forte, inteligente e invencível. Essa é a ideia que você me passou. A sua imagem sempre ficará no meu coração. E me desculpe pelas discussões. Fomos felizes. Como Deus foi generoso com a gente...”, concluiu o filho Marquinhos. Em determinada ocasião, num passado um tanto quanto recente, Tassinho, radicado em Minas Gerais, terra de sua mãe, escreveu uma carta emocionada que foi publicada pelo Panorama intitulada: “Onde estão os meus amigos de Infância?” Depois de mais de 40 anos, ele teve a oportunidade de retornar a Urussanga há cerca de 15 anos e localizá-los para um abraço fraternal. Foi assim em Urussanga, Rio Deserto, Rio Caeté, Montanhão e na Praia do Rincão. Recordou suas “artes”, caçadas e pescarias. Que o diga o Seu Zequinha que hoje mora aí em frente ao Rainha do Mundo. Voltou para o seu município, São Domingos do Prata, onde atuava como professor universitário com o coração realizado, apaziguado e sossegado. No ano passado, retornou para o Encontro dos ex-estudantes do Rainha do Mundo na Sociedade Recreativa Urussanga. O nosso município tem ligações profissionais e sentimentais com Minas Gerais devido ao carvão e devido a mineiros urussanguenses como Lourdes Simões Aquino, Geraldo Simões, Antônio Carlos Reis Couto... Por sugestão do casal Sérgio e Márcia Costa aos vereadores, Tassinho, filho da farmacêutica Lourdes Simões Aquino e do Dr. Tasso Crespo de Aquino da CCU, o maior engenheiro da história do carvão, recebeu emocionado no ano passado da Câmara Municipal a honraria de “Cidadão Urussanguense”.