SERGIO MAESTRELLI




Uma Lua já não tão nova assim. O Grupo Lua Nova que apesar do tempo, não se transformou em Lua Velha. Continua o “Lula Nova”: Sandro Brognoli, José Roberto Contessi, Homero De Bona Filho, João Cechinel, Emerson Lima, Suele Tibes da Silva, Valcir Benincá e Norberto L. Bez Batti, o Lucafo.








Uma máscara modelo 95 para afugentar o Covid-19 para quem descobrir o que está acondicionado nesta caixa que atravessou o Oceano Atlântico? Antes que você comece a coçar a cabeça, lá vai a resposta. Lá dentro está uma das maiores obras de arte produzidas pelo ser humano. Trata-se da réplica de “LA PIETÀ” do pintor e escultor renascentista italiano Michelangelo. Depois de um caminho conturbado, ela chegou à nossa cidade e foi uma doação do Papa Paulo VI ao povo de Urussanga, atendendo um pedido do Pe Agenor para as festividades do Centenário. Ela chegou atrasada, mas chegou. A Pietá original foi esculpida num único bloco de mármore de Carrara e concluída em 1499. O artista também se dedicou à poesia, escreveu o livro”Rimas”. Próximo da sua morte, desabafou em um poema: “Na verdade, nunca houve um só dia que tenha sido totalmente meu”. Michelangelo nasceu em Caprese, na Província de Arezzo, nas proximidades de Florença, em 1475 e faleceu em Roma em 1564. Seu corpo foi enterrado na Basílica de Santa Cruz, em Florença.




Ou de carro ou aguardando o transporte coletivo. Em tempos de pandemia Covid-19, ninguém mais aguenta ficar em casa. Mas é preciso. Isolamento social. Se você pode, colabore para o bem de seu semelhante e para o seu próprio bem.



PARA VOCÊ QUE TEM OS BENEFÍCIOS DA ÁGUA ENCANADA


Para você que tem os benefícios da água encanada, leia esta. Lá por 1850, um dos problemas mais sérios de Desterro, da Ilha da Magia, a atual Florianópolis, era água potável. Pequenos mananciais abasteciam a população escassa. Quando a mesma aumentou, a situação se complicou. Não custa registrar que o consumo era mais para a cozinha, já que os banhos não eram diários, porque segundo consta, os mesmos eram considerados prejudiciais à saúde do corpo.

Banhos diários constituíam risco para a saúde.

Quem não entrou nessa e praticava banhos diários eram os índios. A água era fresca e cristalina nas nascentes ou nas cacimbas. A dois passos já era má; e mais longe, tornava-se péssima. Recolher água para o consumo somente pela manhã nas primeiras horas do dia. Era o preceito da lei. Durante as horas de sol não se colhia água. Fazia mal, segundo as crenças e as leis da época. Depois vieram as fontes públicas e a melhor delas era a Fonte da Carioca. Em 1860 surgiu o comércio da venda d’água que passou a ser entregue em pipas montadas sobre carroças e distribuídas por um escravo. Antes o transporte era feito por escravas com potes à cabeça ou ao ombro. Só na nossa geração e na geração dos nossos pais é que nasceu a CASAN e o sistema SAMAE e com elas a água encanada. Girar a torneia e eis o líquido precioso. Nem sempre foi assim.


PARA A MULHER QUE TEM DÚVIDAS COM QUE ROUPA SAIR


Olhe para trás e veja resumidamente do Livro “Nossa Senhora do Desterro”, do Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, trechos que retiramos sobre a moda da Ilha da Magia, lá por volta de 1850. É preciso lembrar que, por muitos anos, o preto foi a cor predominante do vestuário masculino ou feminino.

Não havia senhora casada, de qualquer idade, que não tivesse o eu vestido preto, de seda ou de qualquer outra fazenda. Era preto nas missas, nas festas ou para as visitas de grande pompa e cerimônia. Nada de algo colorido.

A jovem só vestia o branco no dia do casamento ou no próprio enterro se morresse solteira.

Somente escrava ou mulher da vida colocava em cima do corpo um vestido de outras cores. O preto emprestava dignidade, posição, berço, educação, impunha respeito.

Foi uma época realmente fúnebre, disso não resta a menor dúvida. Imagine que ambiente triste, com noites sem luzes, e por toda a parte somente vestidos pretos. Era um contra senso, ainda mais no verão, com o sol da ilha com toda a sua luminosidade e aquelas roupas absorvendo todo o calor e nada irradiando.

O preto servia para manter o status. Depois vinha o luto de um ano. Novamente tudo preto. Todos de preto, dos pés à cabeça. Apenas no próximo ano seria permitido alguma peça branca. As damas que raramente saiam à rua, faziam-no sempre segurando uma sombrinha com uma das mãos e a outra levantando a barra do vestido, mostrando a saia. Era chique.

Sim, porque os vestidos eram maxi, longos, de varrer o chão, mal deixando aparecer a pontinha do sapato. E, se por acaso aparecesse mais, até o tornozelo, era de endoidecer a rapaziada que dormia fabricando sonhos eróticos, só por tê-lo visto. E a bela moça que o mostrasse, o fazia evidentemente de modo acidental, nunca proposital. Pelo menos era o que se pensava. Era o que se imaginava.

Os tempos mudariam e entrariam em cena os musicais e bailados, que mostravam as pernas em toda a extensão. Viriam as saias e anáguas levantadas, causa mortis para alguns.

As catarinenses começavam a se vestir de acordo com a moda europeia, para a alegria e o sonho de muitos. Saias, vestidos curtos, batas, blusas, xale, camisetas, sapatos de salto alto. Adeus as roupas folgadas. Começava a vigorar as roupas mais apertadas. Certos atributos começavam a ficar mais evidenciados. Agora, vestidos de todas as cores pois surgiam as tinturarias na Ilha que se ofereciam para tingir todos os tecidos e fazendas de todas as cores solicitadas. E começavam a surgir os perfumes caros do Rio de Janeiro, que por sua vez provinham de Paris. Começava na moda feminina uma revolução, deixando as mulheres mais tradicionais sem rumo.

Mas quem aderiu estava no caminho certo.



PÍLULAS


Há meses que nós não estacionávamos na Praça Anita. Nesta semana fui obrigado e pude constatar que o Covid-19 alterou muita coisa no mundo dos humanos, mas no quesito estacionamento da Praça Anita, ele não conseguiu alterar nada.

Nessa o Covid-19 foi derrotado.

Reencontramos uma nonna muito conhecida nossa e da comunidade de Montanhão. Ouvinte do Attenti Ragazzi, ela nos perguntou: Você conhece a turma do Amici Della Polenta? Sim, disse eu. Conheço todos. São em torno de 30 ou mais. São todos nossos amigos. Então diga para eles que eles são todos uns folgados. Eu estou com quase 90 anos e passei por várias epidemias e nem por isso deixei de fazer polenta. Eles correram na primeira. Então o recado está dado.

Vereadora Vani afirmou na tribuna que a pandemia só será vencida com leis e a devida fiscalização rigorosa. Não se vai vencer o Covid-19 com papéis. A fiscalização precisa ser intensificada. É preciso imitar Roma. Roma sabia fazer leis e principalmente sabia fiscalizar as mesmas e havendo desrespeito, punições rigorosas.

O nosso calendário de eventos marcou no último dia 24 como sendo o “Dia do Mel”. Esse calendário!!! Tem o dia da laranja doce, é dia da laranja azeda. É dia do limão siciliano. Pela lógica da rima, então depois do dia do mel, teremos o dia do fel. Logo teremos o dia da caipirinha. Depois que essa pandemia passar, logicamente teremos num único dia o “dia do beijo e do abraço”.

Vai ser um Deus nos acuda!!!

Bem aventurado o homem que não anda pelo caminho dos ímpios e não se detêm no caminho dos pecadores. Essa mensagem já foi dita e repetida na última sessão da Câmara de Vereadores. Talvez seja pelo fato de que o momento realmente exige.

Só pode.

Vereador Beto Cabeludo informando que já completou 44 invernos e agradeceu as mensagens recebidas. A partir de agora é “cair para cima”: 45,46,47... E é claro, com a evidência de que os invernos serão cada vez mais rigorosos. Os invernos amenos já pertencem ao passado.

Se não se começa, nunca se conhecerá o fim”. Foi o que disse o presidente do legislativo urussanguense José Carlos José, sobre o projeto de recuperação do Rio Urussanga.

A pandemia do coronavírus com duas vertentes no Brasil. A união da irresponsabilidade tanto do Governo quanto da população nos conduziu a este quadro de aflição. Sem vacinas, por enquanto ao que tudo indica, temos apenas uma arma: a arma do isolamento social que esbarra numa grande dificuldade, haja vista ser o homem um ser essencialmente social. O homem é um animal social e deste relacionamento necessita. Ele precisa de eventos, reuniões, encontros, jantares, “almoçares” e aglomerações. Daí a dificuldade de se implantar esse controle. O Covid faz o ser humano se ajoelhar porque atinge mortalmente a saúde e a economia.

Vereador Marcos Silveira na última sessão afirmou que o índice de saneamento básico de Urussanga é de apenas 25%. O restante do esgoto é despejado na natureza sem o devido tratamento. Apresentou solução simples, prática e de baixo custo para algumas residências de Rio América. No mesmo tema, vereador Deco elogiou a iniciativa local afirmando que muitas vezes ONGs ambientais torram milhões. É o famoso “coam o mosquito e engolem camelos.” “Se vê muito caninho despejando esgoto diretamente no rio”. Então o povo deve cobrar de seus mandatários públicos a bandeira “Vamos sanear”.

Entregue a ordem de serviço para a restauração do Açougue Municipal, transformado em Unidade Satélite do Centro. Foi um dia de sol para a nossa cultura arquitetônica. Olhe aí a saúde e a cultura andando de mãos dadas. Solução semelhante deveria ser implantada nos demais prédios tombados. Restaurar e ocupar seus espaços com alguma finalidade.

Pó para alguns, poeira para outros, estrada bloqueada e pneus queimando em Rio Carvão. A Administração Municipal agiu rápido e providenciou o encaminhamento das reivindicações justas da comunidade. A comunidade não pode ficar apenas com o ônus. Tem que ter algum bônus.

As mentiras, assim com as notícias ruins, tem pernas muito compridas e andam muito rápido.

Ou nós entendemos muito pouco sobre saúde pública, sobre pandemia e sobre política ou o país anda mesmo endoidando. Senado aprova o encaminhamento da prorrogação das eleições previstas em outubro para novembro. Você acha realmente que adiar aglomerações inevitáveis no dia da eleição em 30 dias vai fazer alguma diferença para o Covid-19? Esse vírus, além de estar matando sem piedade, ainda deve estar rindo de nossas decisões. O passo mais acertado neste momento seria passar logo tudo para 2022. Evitaria aglomerações e evitaria se torrar bilhões de reais só para preservar a nossa pretensa democracia.

O saneamento básico começou em 2001 no Governo Vanderlei Rosso/Emílio Della Bruna. Recordo que na época, como presidente da VI Ritorno Alle Origini, entrei em certo atrito com o então secretário de obras, pois a abertura das ruas atrapalharia em parte a mobilidade do evento. Depois no Governo Zen, nomeado para o SAMAE o atual vereador Odivaldo Bonetti avançou e deu continuidade a essas obras que por sua natureza causam inúmeros transtornos e provocam críticas e reclamações. É o chamado investimento aterrado e pouco lembrado.

Sobre a ordem de serviço da Unidade Satélite de Saúde na Avenida Presidente Vargas, para atender a população do Centro, o referido vereador espera que a empresa vencedora da licitação seja capacitada e que não se inicie uma nova novela. Que a obra seja feita de acordo com o edital e os prazos estabelecidos. Para que isso ocorra vereador, só há um caminho. Fiscalização diária da prefeitura e tudo caminhará em ordem como a marcha de sete de setembro.


ATTENTI RAGAZZI

Nas conversas no nosso interior é comum as pessoas usarem os termos “rabioso, esquifoso e dispettoso”... “Rabioso” é a pessoa que tem raiva; “esquifoso” é a pessoa que tem raiva e ainda pisa no pé e “dispettoso” é a pessoa que tem raiva, pisa no pé e ainda dá uma esfregadinha para reforçar a intenção e garantir o serviço. E você, em que faixa se encaixa: é rabioso, esquifoso, dispettoso ou é uma boa alma?