SERGIO MAESTRELLI

PÍLULAS O Brasil é o Brasil. Temos a cidade de Presidente Prudente. Tivemos em 1894 um Presidente Prudente, o Prudente de Morais e, agora em 2020, quer nos parecer que em Brasília temos um presidente imprudente. Pelo menos na questão da saúde pública. “Ou tô errado?” como diria na tribuna o vereador João Batista Bom, o Tita. Do nome comum de Coronavírus para o nome oficial de Covid-19 - “Co” de Corona (coroa), “Vi” de vírus, “D “ de disease , a palavra inglesa para designar doença e “19”, para o ano que surgiu na Província de Wuhan na China. Na última terça feira, 24 de março, o calendário marcou os 46 anos em que o Rio Urussanga, formado pelo Rio Carvão, Rio Maior, Rio Deserto, Rio Caeté e Rio dos Americanos saíram de seus respectivos leitos e passeavam por grande parte de nossa cidade, causando enormes estragos e grandes prejuízos. Quase meio século se passou, mas, para quem viveu aqueles dias, parece que foi ontem. Naquele ano, água em excesso, hoje escassez preocupante. É... março está passando e nem as tradicionais águas de março surgiram no céu. Corona vírus, Covid-19, álcool em gel, máscara, quarentena, sabão em barra, casos suspeitos, casos confirmados, casos monitorados, fechamento das fronteiras, fiquem em casa, 1,5 metro de distância, fim dos beijos e abraços, ruas e praças praticamente desertas. E não é um filme de Hollywood. “Legião de Maria! Que nome bem escolhido!” (Papa Pio XI). A Festa da Acies, realizada pela Legião de Maria, no dia 25 de março, foi outra celebração religiosa suspensa devido à pandemia do Covid-19. A festa consiste na consagração dos legionários, que como um só corpo, reúnem-se à frente de Nossa Senhora para dela receber a benção para um novo ano de combate contra o exército do mal. A palavra “Acies” é de origem latina e significa “exército em ordem de batalha”. Em Urussanga, a Legião de Maria foi fundada no ano de 1959 por quatro mulheres: Iva Damiani, Zilda De Brida Lavina, Helena Damiani e Olga Bettiol. Atualmente, a entidade é conduzida por Marileia De Noni. “Que todos as ações e favores que você merece e não pudermos fazer, que eles sejam dados do céu pelo Senhor da Vida” - Padre Miro, no aniversário da Irmã Salete. Não estaria na hora de chamarmos ao Brasil o Rei Juan Carlos da Espanha para que ele diga ao (s) filho (s) do Presidente Bolsonaro um direto e sonoro “Por qué no te callas?”, como ele disse no Chile ao ex-presidente da Venezuela Hugo Chaves? Mesmo as verdades precisam ser ditas em momentos adequados e apropriados. Em suas opiniões e posições políticas, Bolsonaro tem razões de sobra para ter razão, mas, com relação à pandemia, descarrilhou. Em contrapartida, seu ministro da saúde vem ser revelando o homem certo para o cargo no momento correto. Solidariedade: dar de beber a quem tem sede e dar de comer a quem tem fome, dar apoio a quem precisa. Lembres-se: dar ajuda é bem mais fácil do que pedir ajuda. Essa é a essência da caridade. E fora da caridade, não há salvação, diz a inscrição no capitel de pedra de Santo Expedito, em Rio Carvão. Constantemente ouve-se: “é preciso que as autoridades tomem ciência e providências quanto a este fato”. Na realidade, alguns fatos exigem das autoridades que eles tomem ciência e também matemática, geografia, história... A famigerada, demoníaca, diabólica e fatídica Lei das Licitações, na qual vence o menor preço e que itens como qualidade e prazos são acessórios desprezíveis, continua sendo abominada pelos nossos vereadores. Essa Lei já deveria ter sido há décadas eliminada, mas os deputados e senadores, aliados a empresários corruptos resistem, pois é algo bom para ambos os lados. Enquanto isso, para o lado do povo “Nihil” utiliza-se a linguagem bancária. Tem obra cuja vida útil não aguenta o “333” do Tóni Rosso, o “333” da gestação da porca ou seja 3 meses, 3 semanas e 3 trias. Que barbaridade! Albert Uderzo, o desenhista e criador de Asterix e Obelix, faleceu na França, aos 92 anos, de ataque cardíaco. O personagem de quadrinhos não faz parte da atual geração, mas fez parte da minha. Asterix, o gaulês de bigode loiro, foi criado em outubro de 1959 e vendeu mais de 380 milhões de cópias em 111 idiomas. Ele vivia às turras com os soldados romanos e com cobradores de impostos. ATTENTI RAGAZZI Acabou, pelo menos por esses dias, o mais comum dos refrãos, o mais comum dos mantras do ser humano, a desculpa mais esfarrapada: “Não tenho tempo!”. Agora, a grande maioria tem tempo e não sabe o que fazer com ele. Muitos dizem: antigamente não tinha tempo, não tinha dinheiro, tinha vontade. Hoje tenho tempo, tenho dinheiro, não tenho vontade.