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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SERGIO COSTA

O JORNALISTA JORNALEIRO


A DISCRIMINAÇÃO

O ataque do vereador Elson Roberto Ramos (ex-Beto Cabeludo) contra a imprensa, em pronunciamento na emissora de rádio local na sexta-feira da semana passada, nem merece comentários.

Afinal, não é nenhuma novidade que a imprensa, normalmente, seja merecedora de simpatia dos políticos somente quando os elogia.

Mas o que se revelou naquele momento que pareceu ser de desequilíbrio emocional do edil urussanguense, é algo que merece ser registrado, assim como suas ações dentro do parlamento que representa a vontade popular e a pluralidade de idéias.

Ao querer diminuir a imagem de um jornalista durante a entrevista, o vereador Beto mostrou sua curta visão e seu espírito discriminatório. Para tentar diminuir o trabalho de um jornalista o chamou de jornaleiro; como se isso fosse uma grave ofensa, como se a profissão de quem entrega ou vende jornais fosse vergonhosa, ou ainda, dando a entender que quem a exerce não tem capacidade de analisar nada. O que é isso? Que nome se dá a esta discriminação que classifica a inteligência e conhecimento das pessoas pela profissão que exercem?

Talvez o edil não saiba, mas há muita gente formada em faculdade que está por este mundão afora trabalhando em profissões que nada tem a ver com o diploma que receberam. E isso não as coloca abaixo de ninguém, não as inferioriza. Assim como também há muita gente com pouco estudo sendo muito bem sucedida na iniciativa privada ou em cargos públicos que podem decidir o futuro de outras pessoas. E não se pode desmerecer o tipo de inteligência que as levou a ter este sucesso ou poder.

Mesmo que fosse um JORNALEIRO, ao invés de um JORNALISTA, que tivesse escrito o que deixou o vereador descontente, isso por acaso diminuiria o direito ao livre pensamento que todo cidadão brasileiro tem garantido pela Constituição? Diminuiria o número de leis existentes para punir ao expressá-lo, caso fosse considerado inoportuno?

Se a ofensa foi para este jornalista, como induziu a pensar foto que bombou no WhatsApp após a entrevista do dito vereador, sugerindo que o jornaleiro era do jornal Panorama, não me abalou.

Sou sim JORNALISTA e JORNALEIRO.

Durante a semana faço reportagens, entrevistas e escrevo. E, há 29 anos faço distribuiçãos dos exemplares impressos para nossos assinantes e nos postos de vendas.

NÃO TENHO VERGONHA DISSO.

O fato de exercer as duas profissões não diminui minha capacidade de observação e nem de raciocínio.

Já trabalhei na roça plantando milho, dirigi carro-de-bois carregando capim para o gado, fui tratorista que virava noites arando terras nas propriedades rurais, motorista de caminhão, locutor, leiloeiro rural, assessor de imprensa, Diretor Artístico e produtor de programas inovadores na Rádio Marconi, vendedor de publicidade para meios de comunicação, trabalhei nas rádios Tupy e Bandeirantes, fui proprietário da 1ª agência de publicidade em Urussanga, a Publi-Ur; sócio deste semanário que circula em Urussanga e municípios vizinhos e fui convidado para ser Gerente de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Estado de Santa Catarina pelo MDBista de maior destaque na política catarinense, o visionário e saudoso governador Luiz Henrique da Silveira, local onde permaneci por 4 anos.

Toda profissão honesta é DIGNA e merece RESPEITO!

E o dito vereador parece não saber disso.


A POSTURA NA CÂMARA



Voltando para o legislativo,embora já tivéssemos conhecimento, fizemos o procedimento de buscar OFICIALMENTE informações “fidedignas” junto à Secretaria da Câmara Municipal,como desejava o vereador. Confirmamos, então, que o vereador Beto votou A FAVOR DOS DOIS PARECERES na Comissão que ele faz parte e que analisou os Projetos de Lei, conforme as cópias enviadas a este semanário por e-mail.

Confirmamos também que ele foi A FAVOR da inclusão dos dois projetos na Ordem do Dia e, diferente do que ele disse na emissora de rádio, seu voto em Plenário no PE 01 foi computado pela Secretaria da Casa como OBSTRUÇÃO e não como VOTO CONTRÁRIO.

E ele não entendeu a nota? Eu falo. É simples!

Ao ir contra seus companheiros de bancada na votação para inclusão na Ordem do Dia, Beto PERMITIU que os referidos Projetos fossem aprovados em regime de urgência naquela data, e revelou uma postura individualista. Se ele tinha conhecimento dos Projetos antes de os mesmos irem à votação em Plenário, cometeu o pecado de se OMITIR, não conclamando à sociedade e não alardeando seu pensamento aos quatro cantos do Município, assim como ele fez na Audiência Pública em 2018 quando foi discutida a então chamada Lei da Escolaridade. E ele teve tempo para isso.

Sendo assim, só pelos motivos acima expostos, fica fácil pensar que Beto facilitou o processo e se aliou aos vereadores que aprovaram as leis que dão maior poder ao Executivo no quesito uso do dinheiro público. Agora, se o vereador não considerou importante incentivar uma discussão ampla, porque a Lei poderia ser votada e aprovada conforme entendimento da maioria, pecou por não lembrar para que foi colocado na Câmara pela oposição ao atual governo.

E, se ele não lembra, mais uma vez eu explico: para usar os mecanismos existentes dentro daquele poder e que visam a democrática exposição e discussão de idéias. Principalmente quando ele era contra, conforme fez questão de frisar várias vezes na emissora de rádio, o que lá foi apresentado.

Para não deixar dúvidas sobre sua contrariedade ou postura partidária, deveria ter sido COERENTE e ter votado CONTRA também aos PARECERES e à INCLUSÃO.

Além disso, é bom lembrar que o vereador também está lá para acompanhar as diretrizes do partido pelo qual foi eleito. Partido esse que, certamente, não correrá o risco de desgaste político por fazer oposição trabalhando contra a população. Se, no entanto, ele alegar que deixou de lado a audiência pública porque estamos em época de pandemia com medidas restritivas, lembro-lhe que poderia, então, ter sugerido uma audiência virtual.

A única coisa que o dito vereador não pode fazer é se vitimizar ou querer desviar a atenção de suas ações e omissões no legislativo urussanguense, colocando na imprensa uma culpa que ela não tem.

Então, para encerrar, é bom repetir que o vereador Beto, ao aprovar os Pareceres, APROVOU AS DUAS LEIS na COMISSÃO DE FINANÇAS, TRIBUTAÇÃO E ORÇAMENTO, da qual ele é o PRESIDENTE.

E, para este jornalista que é jornaleiro, e não escutou o dito vereador informar à população que APROVOU OS PARECERES na sua Comissão durante a entrevista no rádio, fica o direito à dúvida. Pois não fiz minha análise baseado apenas no resultado da votação no dia 27/04. E me pergunto: será que Beto (que publicamente já mostrou desafeto a seu companheiro Luan que tomou seu lugar como Líder de Bancada e, segundo seus correligionários, não comparece às reuniões de seu partido) acompanharia a bancada de situação no Plenário se pudesse fazer isso sem correr o risco de perder o mandato no MDB?

Parafraseando Shakespeare, eu diria: “Eis a questão”.


O QUE FOI APROVADO

Outro ponto que vem ganhando destaque neste assunto votação das chamadas leis da gratificação e diminuição de escolaridade, é quanto aos termos utilizados para designar quem será beneficiado.

Então vamos ser bem claros e práticos.

Sejam ACT’s, cargos de confiança ou comissionados, não serão estas palavras que irão mudar a verdade de que foram aprovados na Câmara Municipal, Projetos que dão ao Prefeito de Urussanga o PODER de dar gratificação para quem ele achar necessário, inclusive para servidores fora do quadro de efetivos e, ainda, contratar pessoas com menor escolaridade em alguns cargos.

O resto, se isso é certo ou errado, é só questão de opinião.

E, aí, cada um tem direito de defender a sua. Isso é democracia.


PELAMORDEDEUS!

Tem gente na Benedetta que, se ficar com a boca bem fechada, como afirma o dito popular, até engana que é poeta. Benza, Deus!

Quanta merda temos que ouvir e agradecer que não somos surdos.


Triste demais

Foi a tragédia ocorrida na cidade de Saudades, no Oeste catarinense, onde um jovem de 18 anos assassinou 3 crianças e 2 professoras dentro de uma creche.

Próximo a completar 70 anos, não lembro de ter visto e acompanhado tragédia desse tipo por aqui. Que Deus receba a alma destes inocentes, abençôe nossa gente e nos proteja do mal!


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