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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI


O piloto urussanguense Antônio Wanderley Ferraro, o filho do Seu Ivo e da Dona Nadir de Brida, que comandando aviões de grande porte fez várias voltas ao redor do planeta colocando em seu curriculum milhares de horas de voo, agora aposentado, quando visita Urussanga, visita dois endereços: A casa da Dona Nadir e a Atafona do Derdi.

Aviões são coisas do passado. Agora é queijo, torresmo e salame. Sem limites no ar e sem limites na mesa.

Ele saiu de Urussanga em 1969 com destino a São Paulo. No bolso, o sonho de ser piloto de avião. Sonho realizado. Outro amigo que sonhou, voou e se realizou foi o Bico Doce.


TONINHO BROGNOLI


Antônio Brognoli do Rio Caeté na certidão, “Toninho Brognoli” para seus amigos. No domingo, dia 15, o sino da Igreja de Santo Antônio em Rio Caeté tocou por aquele que por muitos anos puxou as cordas deste mesmo sino chamando os fiéis para as celebrações religiosas, para as festas, para o anúncio de fatos tristes, ou ainda soando para afastar as terríveis tempestas tropicais, pavor dos imigrantes. Um grande número de amigos encheu a igreja e os arredores da mesma para as despedidas, levando o abraço para os familiares: Dona Olindina, os filhos, Sandro e Rachel, os netos, Guilherme, Bruno e Davi, e o bisneto Vicente. “A vida é uma viagem com tempo preestabelecido e quem fala por último não é a morte, e sim Jesus Cristo”, afirmou o Pe. Fernando, e a viagem do Toninho nesta vida terrena durou 77 anos. Toninho e Olindina por muitos anos tocaram a famosa “venda” de secos e molhados, da Dona Marina Sprícigo e do seu Luiz Brognoli, ponto de encontro de centenas de amigos. Eles fizeram de sua residência, além de uma morada feliz, um grande espaço para a nossa história, para a nossa cultura com o resgate de documentos e objetos que falam da história de Rio Caeté e de Urussanga. O resgate das peças, a limpeza, o capricho, o cuidado com os detalhes, e a organização do “Museu Familiar” é algo para brasileiro quebrar o queixo e japonês arregalar os olhos. Um casal apaixonado pelo passado. Neste espaço paira a alma de Toninho e da Olindina. Toninho Brognoli foi um verdadeiro guardião da nossa história e Dona Olindina Pìcollo continuará sendo, com o apoio de filhos e netos. A nossa história não pode ficar órfã. Uma localidade sem o registro de sua história, sem passado e sem memória é um pau oco. Conforme afirmou a cerimonialista, Toninho tinha a alma dos diferentes. Sua amizade não conhecia fronteiras, coração maior do que ele mesmo e sorriso marcante. Como último ato, dentro da igreja ecoou uma de suas canções prediletas: O Vento – Com os Monarcas. “Pedi ao vento pra acalmar as ondas/ Pedi ao vento que leve a harmonia/ Pedi ao vento pra nos conduzir na estrada da vida/ Pedi ao vento que leve lembrança pra minha terra/ Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela/ Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida/ O vento foi, o vento vem/ Será que o vento que é Deus já me atendeu?” Claro que sim, Toninho. Rio Caeté, menor. Antônio Brognoli (24/01/1946 – 14/10/2023).


POLÍTICA É CONVERSA, É DIÁLOGO

Dizem que política é a arte da conversa, do diálogo, da busca civilizada do entendimento. E é mesmo. Agora quando só ocorrem conversas e nada se operacionaliza isso não é política, é algo “tudo chunto misturado”. Uma mistura de enrolação, embromação, protelação. Temos muitos craques na administração pública nos três níveis, verdadeiros mestres na arte de enrolar, embromar e protelar. Nesse ritmo, logo, logo, alguém fará com que eles conjuguem o verbo “voar”. Voar dos cargos. E ninguém deve se irritar com a verdade. Deve se irritar com a mentira. Infelizmente essa realidade não será consertada na próxima eleição e nem nesta geração.


SE VOCÊ ACHA QUE A VIDA TÁ DIFICIL, LEIA ESSA

Acesse o Youtube e conheça a vida da aposentada ucraniana que voltou para casa depois de batalhas em Kherson, contra os russos e agora vai para o campo com um obrigatório detector de metais. A aposentada Hanna Plishchynska só leva o gado para pastar e planta legumes se passar antes um detector de metais nos campos de sua propriedade para detectar minas terrestres disseminadas pelos russos. Muitas vacas nas pastagens estão sendo mortas. Realmente é válido o preceito: “O que não te derruba, te fortalece”.



De acordo com a imprensa italiana, Tommaso Maestrelli foi o maior técnico da história da Lázio tradicional clube italiano de futebol. Tommaso foi jogador do Roma nas décadas de 40 e 50. Integrou a seleção italiana nos jogos olímpicos de verão de 1948. Ele alcançou o podium no comando da chamada “biancocelesti”. Técnico da Lázio a partir de 1971, Maestrelli levou o time para a “Série A” do campeonato italiano.

Uma trajetória vitoriosa que culminaria em 1974 com a conquista do 1º “escudetto laziale”, o título de Campeão Italiano de 1974. Neste ano, o treinador toscano foi eleito o melhor técnico da Itália. Natural de Pisa, Tommaso faleceu em 1976 em Roma. Agora outro descendente da família Maestrelli em Pisa, Francesco Maestrelli começa a se sobressair no tênis.

Enquanto os Maestrelli que ficaram na Itália brilham no futebol ou no tênis, os Maestrelli aqui da América, quando não estão ocupados com a enxada, com uma atafona ou com um carro, tentam brilhar nos finais de semana nos jogos de bocha “ruçando o bulin” nos próprios pastos ou em canchas distribuídas pelos salões de nosso interior.


PÍLULAS


  • Nevton Bortolotto e Franco Gentile nos proporcionaram verdadeiras aulas de história com relação ao “VAJONT”.

  • Bortolotto, pelas explicações do que ocorreu realmente com a represa e Gentile, soldado alpino e testemunha ocular da história, por ter vivido in loco aquela tragédia com a sua pergunta aos americanos: “Falta muito para chegar a Longarone?” E a resposta: “Longarone é aqui.” Quando clareou, ele verificou um mar de rocha e lodo e concluiu afirmando: “Não havia desespero, porque não havia vivos. Só um silêncio terrível.”

  • De Longarone, um italiano natural de Igne, registrando que a represa Vajont, orgulho da ciência e da tecnologia, nos traiu e nos trouxe muita dor. Hoje, a represa “Vajont” não produz energia elétrica nem para tocar uma atafona e o Vajont “é um riacho menor que o Rio Carvão”, segundo Bortolotto.

  • Ainda sobre o Vajont. Nas homenagens às vítimas do Vajont, no dia 9 de outubro, presentes em Longarone quatro vereadores (Nel, Bonetinho, Luan e Mutini). No mesmo dia aqui em Urussanga, nas homenagens no culto religioso na Igreja Matriz, salvo melhor juízo, não foi visto nenhum vereador. A observação não é minha e sim de um integrante da série “A Turma são fogo”.

  • Quem, semana passada, aterrizou aqui no Parque Municipal, cantando na Praça D’Itália, foi o Baitaca, cantor tradicionalista gaúcho que faz a gaita chorar.

  • Dizem, mas eu não consegui confirmar, que o Baitaca homenageou o Jucemar Sangaletti com a sua música “Secretário de Obras” e o Luiz Carlos Cardoso, o Nariz, Secretário da Agricultura, com a música “No Fundo da Grota”.

  • Ambos estavam emocionados. Depois de umas, algumas e outras, já tinha dançarino confundindo Baitaca com Bate-Estaca.

  • “Inconformado com o Brasil 1, Venezuela 1, Geraldo Custódio disse que as estrelas de nossa seleção não brilham mais. “Gerrardo”, o Coutinho disse que você não vê as estrelas brilhando devido aos dias de chuva e tempo nublado. Foi-se o tempo em que a camisa verde amarela entrava em campo e o time adversário começava a sentir “câimbras” nas pernas e joelho amolecido. Depois da Venezuela, o Uruguai também dando um peteleco na seleção. Que fase, diria o Janguinha.

  • Brasileiro preocupado com a Ucrânia e com a Faixa de Gaza? O brasileiro tem que se preocupar é com os assassinatos, os feminicídios, os infanticídios e com a insegurança pública de modo geral. Governo vai perdendo o controle e vai ficando com o cobre, porque a prata e o ouro já são dos traficantes ou dos milicianos. Em determinados lugares do Brasil, a insegurança é muito maior que na própria faixa de Gaza.


ATTENTI RAGAZZI

“Você é o meu prego na minha sandália havaiana” – Samantha Scussel. Sobre a sua tia catequista Juceli de Rio Salto ou de Salt River, como queiram.


DEIXANDO DE LADO AS PEDRAS PEQUENAS


Provocando um barulho tão grande quanto a chuva. Prefeito Aguinaldo Filippi, do município de Pedras Grandes, deixando de lado o “lado ovelha” e exercitando o “lado lobo”, reagindo a uma nota do Governo do Estado sobre repasse de verbas para a pavimentação da Estrada da Imigração, soltou o passarinho da gaiola. Tem razão o prefeito quanto ao rol de obras iniciadas e abandonadas. Político gosta de obra pública iniciada e não concluída. Isso dá o chamado “ibope”. Já o técnico, classe em que o prefeito se diz incluído, gosta de ver obra iniciada e acabada. Em nossa opinião, Urussanga também deveria embarcar nesta barca nesses tempos molhados. A única empresa ou o único funcionário que tem o direito de enrolar é aquele que produz o papel higiênico. É o único profissional que conhecemos que quando enrola, está executando muito bem o seu papel. Aí a enrolação é uma virtude, uma habilidade necessária. E como o Poder Público não produz papel higiênico, ou pelo menos não é atribuição dele produzir, então não tem o direito de enrolar.



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