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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI

Pelos caminhos de Bellun


Neste último final de semana, resolvemos deslizar a caminhonete pelos caminhos de Rio dos Americanos, Rio Caeté, Rio Deserto, “Montagnú”, Siderópolis/Bellun e voltamos à Benedetta pela Rodovia Dionísio Pilotto, encerrando na Avenida Marcos Costa. Em nosso interior, em vários pontos, lixeiras com sacolas alcançando o 3º andar e em muitas, lixo esparramado num círculo de 5 metros ao redor delas. Trilhamos o caminho de Siderópolis/ Urussanga e observamos um asfalto muito bem feito com drenagens, calhas e canaletas muito bem executadas até a Igreja de Nossa Senhora da Saúde. Terminado o trecho asfaltado, começou uma realidade pior do que nos tempos da imigração. Começa com uma pomposa placa informando: “área de jurisdição da SIE (Secretaria de Infraestrutura)” que tem muito pouco de infra e de estrutura. Depois da placa sinalizando a Rodovia Dionísio Pilotto coberta pelo mato, a via sacra de valos, buracos, pedras, estrada em desnível, borrachudos, lombadas normais e lombadas invertidas. Senti compaixão daqueles que necessitam usar a rodovia diariamente ou frequentemente. E convêm registrar que no percurso desta estrada temos dois santos poderosos: Santo Antônio e Santa Rita de Cássia. No antigo Deinfra, nas últimas décadas no comando do órgão regional sai italiano, entra alemão, volta italiano e “tutto fermato”. Será que há um acordo entre o Deinfra e os cineastas urussanguenses Ives Goulart e Luiz Fernando Machado se comprometendo a não mexer na estrada para algum documentário sobre o início da imigração? É inadmissível e vergonhosa tal realidade em pleno século XXI. O órgão deveria respeitar o cidadão usuário e deveria também respeitar aquele que dá nome à rodovia, o ex-prefeito Dionísio Pilotto que inclusive, foi quem adquiriu a primeira patrola da nossa história. Ajuda a dar um empurrão nesta ação, Nini. O órgão rodoviário não roda, não patrola, não tapa buracos, não coloca areão, não providencia canais de drenagem, não roça, não sinaliza. Sejam estradas de chão ou asfaltadas, o tratamento é o mesmo. Já no projeto de duplicação da SC-108, os ilustres engenheiros das salas de ar condicionado deixaram os moradores das Comunidades de Santa Luzia e Curva do S sem acesso. Como se vê, sai Moreira, sai Moisés, entra Jorginho e nada acontece. E o povo, a exemplo das ovelhas, só abaixa a cabeça e continua pastando. Quando o povo deixar de ser menos ovelha e se tornar mais lobo, a coisa muda.


700 EDIÇÕES


Nesta semana completamos 700 edições da coluna no Jornal Panorama.

Somadas às 919 edições dos jornais A Tribuna, O Semanário e Jornal do Médio Vale do Município de Timbó, lá se vão 1619 edições. Acrescenta-se os programas “Pelo espaço Rural” da Acaresc/Epagri na Rádio Cultura de Timbó, “A Rádio da Nossa Vida”. O programa Informativo Rural e o “Attenti Ragazzi” com a Rádio Fundação Marconi, “A Voz dos Vinhedos”.

Nesses 42 anos de escrita e de microfone, apenas uma vez recebemos uma contestação seguida de intimidação e ameaça de processo. Foi aqui, com uma entidade urussanguense, por ela discordar do que havíamos escrito e falado. Aceitei a contestação, e dei espaço idêntico para que a entidade expusesse a contra argumentação, a réplica como se diz, e que o leitor/ouvinte tirasse suas conclusões, porém não aceitei a intimidação de “ou se retrata ou ameaçamos ir à Justiça”.

Não me retratei porque era minha opinião e não mudaria de ideia. Aliás, a ideia não era apenas minha, mas também do Bispo. Apenas concordei e comunguei da mesma. Como apenas viram a matéria e não a leram, não observarem esse detalhe.

Então disse eu com a calma bíblica de Jó: “Processem eu e o bispo.” Aí a iniciativa brochou, murchou como flor nos 41º graus de tarde de verão, com a sensação térmica de 43, como diria o Coutinho.

Nesse episódio, duas máximas: a primeira que sou partidário do filósofo Voltaire que disse: “Posso não concordar com nenhuma palavra do que dizeis, mas serei o primeiro a defender até a morte o direito que você tem de dizê-las, pois o homem é um ser livre”.

A segunda é que “sou responsável por aquilo que falo num microfone ou por aquilo que escrevo. Não por aquilo que você interpreta”.

O que eu escrevo está registrado no papel e o que eu falo no microfone está devidamente gravado. Não tenho por hábito postar nas redes sociais e depois, pela repercussão negativa, correr a apagar. Isso tem nome e se chama “covardia”.


VISITAS MISSIONÁRIAS


No ano jubilar missionário com a Diocese de Criciúma comemorando 25 anos, está ocorrendo nos lares urussanguenses a visita missionária. No dia 1º de maio recebemos a visita do trio formado pelas missionárias: Irmã Salete, Marinelza Donato dos Santos Zuchinalli e Dorly Melo Ceron.

A visita foi proveitosa, sublime e abençoada. No início, a acolhida com o 1º momento da Escuta e Anúncio, seguido da Palavra de Deus. No 2º momento a Benção da Casa e no 3º momento, as Preces seguida da Benção Final. Foi um bom momento espiritual.

Benditos os pés daqueles e daquelas que caminham para evangelizar em nome do Senhor. Quem já recebeu a visita vai concordar comigo e aquelas famílias que ainda serão visitadas certamente também concordarão.



O designer “Michael da Ceusa” fez aquela paella para os funcionários da Rádio Marconi visando registrar e comemorar o Dia do Trabalho, que a cada ano vai sendo cada vez mais esvaziado aqui no Brasil, porque o dilema é: comemorar o que?

“Supimpamente” temperada, teve tripla repetição.

Unindo o comer com o saber: Paeja, paella, vem do latim “Patella”, prato, bandeja usada na antiga Roma.


PÍLULAS


  • Já que se passaram100 dias e enquanto o Vale Picanha do Governo Lula não vem, a dupla Rozinei e Rosana do Programa Festa Sertaneja resolveu sortear uma picanha mediante um concurso de palavras ou frases difíceis de serem pronunciadas: Uma delas é o clássico “O que é original nunca desoriginaliza”. Outra é “A Xuxa tem a Sasha”. Lá se vão semanas e a picanha permanece no freezer por falta de acertadores. Vai acumular igual a mega sena.

  • “A mudança positiva só vem pela educação e pelo trabalho”. Vereador Erotides Borges Filho, o Tidinho.

  • Passamos de carro a 10km/h pelo Parque e observamos um único senhor trabalhando na reforma do Restaurante San Gennaro. Não conversamos com ele, mas informações obtidas por outras vias, dizem que o mesmo não estará concluído para o Ritorno. Apenas para a Festa do Vinho. Já entramos no segundo mês numa verdadeira operação “um sarrafo e uma telha por dia”.

  • E saber que a Equipe do Ilmo Alves do Rio Molha executava tudo em dois dias. Missão para o Dado. Faça valer a sua condição de presidente da Ritorno com relação às obras no Parque que afetarão a festa.

  • Em cada sessão da Câmara há minutos de curto circuito nos relacionamentos. E aí, para acalmar os ânimos e evitar possíveis “vias de fato”, entra em ação o amigo representante do Bairro Brasília, Roberto Soares, o Galo, que da plateia grita: “Calma pessoal, calma. Vamos tomar um café com uma bolachinha.” Serenai-vos irmãos.

  • Enquanto isso, caçando com funda e picareta sem cabo, o gaúcho com grande vontade vai tentando consertar a entrada do Parque. Aliás, Urussanga não tem apenas haitianos e baianos aqui trabalhando. Têm também gaúchos. Temos o Gaúcho do Parque e o Gaúcho da Defesa Civil e do Cemitério, ambos trabalhando no módulo acelerado. Cada um com seu perfil. Enquanto uns põe o pé no acelerador, outros põem o pé no freio de pé e a mão no freio de mão.

  • Presidente do Poder Legislativo mandando um recado aos seus pares, afirmando e avisando que o projeto da Internet que foi aprovado não tem pai. E acredito também que nem mãe.

  • Câmara Municipal enviando mais um ofício ao antigo Deinfra, hoje SIE, para limpar os acostamentos da Genésio Mazon. Se empilharmos todos os ofícios que nos últimos 20 anos a Câmara de Urussanga enviou a este órgão, uma Kombi não transporta todos. Já na viagem de volta de Criciúma, ela vem totalmente vazia. Não há e nunca houve uma resposta, quanto mais a execução das obras solicitadas.

  • Será que o órgão não consegue visualizar tais problemas? Acreditamos que o titular do órgão, o Honorato, poderia e deveria ser mais sensato. Não há “ritorno” do órgão aos pedidos. Nem ritorno, nem festa do vinho e nem Vindima Goethe.

  • Estamos acompanhando uma equipe de TV circulando por Urussanga e pelos demais municípios que integram os “Vales da Uva Goethe”. Eles seguem o rastro da uva e do vinho Goethe na linha do tempo e suas ramificações atuais. A pedra arregalou os olhos da equipe.

  • Agostinho Vendramini, em eleição bastante “acirrada e disputada”, foi eleito presidente do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Como registrou o vereador Bonetinho, ser presidente do hospital é encarar broncas. Tem razão. É bronca financeira, é bronca dos médicos, é bronca dos pacientes, às vezes bronca dos funcionários e outras broncas de menor calibre do dia a dia. Êxito nessa missão espinhosa, Agostinho, e espelhe-se em Santo Agostinho, um dos grandes doutores da Igreja.

  • “Uma fatia de polenta é boa. Duas é melhor.” - Padre Gilliard.

  • Bonetinho em Florianópolis em audiência (pasmem, senhores) numa 6ª feira com Alice Kuerten em busca da Creche-vovô, já transformada em Creche-Dia. Projeto que se destina aos idosos durante o dia e que à noite eles retornam aos seus lares.

  • É só Bolsonaro, Ucrânia, 8 de janeiro, Rússia, carteira de vacinação, jóias. Bolsonaro dita a agenda do Governo Lula. Quando é que o Governo Lula vai se livrar deste varejo, vai se descolar do Governo Bolsonaro e começar a enfrentar os problemas macro do país?


ATTENTI RAGAZZI

Vereador Fabiano, exaltado da tribuna, citando Stálin, que afirmou uma das mais “verdadeiras News”. É do comunista Josef que trucidou e assassinou milhões de russos a pérola: “Quem controla a mídia, controla o povo”.

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