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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI


O Cartaz da XVII Ritorno Alle Origini apresenta uma foto do nonno Angelin Trevisol com o neto Miguel, então com 3 anos, seguindo seus passos. O clic é do ano de 2014 do fotógrafo Augusto Trevisol. Hoje, olha ele aí, o Miguel com 12 anos, juntamente com seu pai Gilmar Trevisol, a mãe Edineia Dos Santos Trevisol e a irmã Maria Catarina Trevisol



Um abraço ao amigo Valentim Tavares Fernandes, o fundador da empresa “Ferragens Barão”, antes no comando diariamente, hoje só supervisionando. Mais um urussanguense que ajudou a construir o nosso município com sua profissão e seu envolvimento comunitário.


A SEMANA SANTA QUE PASSOU


Semana Santa e a constatação de uma realidade. No Domingo de Ramos, muitas palmas, muitos ramos, poucas pessoas.

Na quinta feira da cerimônia do Lava-Pés, mais cadeiras brancas vazias do que preenchidas. Fatos compreensíveis, pois idênticas cerimônias ocorriam simultaneamente em Santana, Rio América e Bairro da Estação. Na caminhada do Calvário, meia dúzia de pessoas que sobem e meia dúzia de pessoas que descem. A cruz central ponteada na década de 50 pelo nonno Zavarise necessitando de uma lavação e a cerca que a contorna uma pintura.

Necessitando da mesma ação as 15 cruzes da Via Sacra, sujas, com limo. Dificuldade até de serem lidas as inscrições. Mereciam um banho de tinta branca. São as nossas tradições religiosas minguando. A velha geração está se entregando e a grande maioria dos representantes da nova, passam a quilômetros de distância. Novos tempos, novos rumos. Que haja uma reflexão sobre os nossos valores religiosos, espirituais e morais. Chega de consumismo e do tempo sendo grande parte dele, numa verdadeira neurose, consumido pelo celular, pelo Zap, pelas frivolidades da vida, inclusive durante as celebrações. Por outro lado, que espetáculo religioso que foi a transmissão pela RAI – Vaticano News da Via Crucis no dia 7 de Abril no “Colosseo presieduta do Papa Francesco”.

No Sábado Santo com chuva, restou fazer o fogo na marquise do Centro de Pastoral da Matriz com Ki-Carvão - Gravetos do Ceara, o ideal para iniciar o fogo. Ficou a cargo de Fabrício Paranaguá Delfino, o filho do Cabral.

Cristo ontem e hoje. Princípio e Fim. Alfa e Ômega. A ele o tempo e a eternidade; a glória e o poder, pelos séculos sem fim. Amém. A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se a pedra angular. “Somente os fracos não mudam. Os fortes mudam todo dia”, disse o padre Giliard.

Então que você seja a mudança desejada. Ele finalizou com o “meu humilde agradecimento a todos que estiveram presentes nas comemorações da Semana Santa ou acompanharam pela Rádio, a todos os que colaboraram para a realização de todas as ações na Igreja”. Invocai o Senhor enquanto ele pode ser achado; invocai o Senhor enquanto ele está perto. No silêncio da montanha, a manifestação da fé no Monte Calvário. A fé move montanhas, elimina doenças, resolve problemas graves e implode o mal. Mas é preciso ter fé.


CULTURA E TURISMO:

SECRETARIA OU FUNDAÇÃO?


No projeto que trata da criação da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte, ficou criado o cargo de secretário.

A nova estrutura abrigará os cargos de diretor de Cultura e diretor de Turismo, assim como o de diretor de Esportes. Convêm lembrar que este fato se trata de um meio e não de um fim. Criar é fácil. Fazer funcionar é a questão.

Convêm lembrar que a Cultura já teve status de secretaria – Secretaria de Educação e Cultura. A Educação ficava com 97% das verbas e a Cultura com 3% que mal cobria uma rodada de pizza Margherita no Piato D’Oro.

Projeto aprovado por 7x1, lembrando o futebol no desastre da seleção brasileira frente à Alemanha. Houve uma abstenção.

Nossa opinião era a de que a Fundação daria melhores resultados. Municípios que tem Fundação Cultural apresentam melhores resultados e cito dois que conheço: Blumenau e o município de Timbó e neste último, a sua Fundação acabou de conquistar o título de Capital Nacional do Cicloturismo. Alemão gosta de pedalar muito.


APOIO AO AGRICULTOR PREJUDICADO


A ACARESC/Epagri foi fundada em 1956.

Oito anos depois, Urussanga recebia seu escritório local.

A primeira equipe em 1964 foi formada pelo Eng.º Agr.º extensionista Euclides Mondardo, a extensionista social Anna Zin Pilotto e a secretária Marli Dominga Galli Fréccia.

Pois bem, de lá para cá a equipe teve sempre além da extensionista social e a secretária, dois técnicos e em alguns períodos três, entre engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas.

Hoje temos apenas um engenheiro agrônomo.

Sem a extensionista e sem secretária, Henrique Viana e Silva precisa fechar o escritório quando efetua visitas às propriedades rurais e na volta os famosos recados na porta ou dos vizinhos.

“Que barbaridade!” diria o meu amigo Claudino.

A Epagri e prefeitura precisam resolver esta questão, pelo menos com um funcionário administrativo para que o escritório permaneça aberto. Idêntico problema vive a Cidasc.

Por enquanto não é prioridade para as autoridades, mas o ano que vem é ano eleitoral e aí o agricultor, como sempre, será prioridade no discurso. Enquanto o ano eleitoral não vem, tanto o Henrique da Epagri, quanto o Henrique da Cidasc seguem sem funcionários administrativos de apoio, fator essencial, e vão se virando nos “11, nos 13, nos 15, nos 30”.

Que o CMDR exija mudanças imediatas e que o agricultor seja respeitado. Então, com a palavra a Epagri, a Cidasc, e a Prefeitura Municipal.

O apoio ao agricultor por enquanto comprometido.

E com um agravante. O agricultor pede muito pouco.


PÍLULAS

  • Solavancos na cultura II - Só que desta vez carregado de energia positiva. Depois do sucesso do lançamento da festa nas dependências do Rotary, o Dado que não joga dados, vai jogando firmeza e certeza nos diversos compromissos da Festa Ritorno Alle Origini para que os 145 anos de Urussanga sejam comemorados no patamar que o evento merece. Avançou em áreas como Olimpíadas Coloniais, Desfile cultural e outras atrações. O presidente está com o foco correto quando afirma que no Ritorno “a cultura é a minha preocupação”. Ele está vivenciando diariamente um intenso “Sú e Zô”, ou seja, correndo para cima e para baixo. Tem pique. Vai chegar com folga.

  • Um estudo concluiu que o norte americano consulta o seu celular em média 344 vezes por dia, ou seja, uma vez a cada quatro minutos. E baseado no que observamos de amigos, podemos dizer que o brasileiro bate esse índice dos americanos.

  • No Norte Catarinense, Balneário Camboriú e Barra Velha tem réplicas do Cristo Redentor. E aqui no Sul será que teremos três símbolos italianos na América? Gôndola em Nova Veneza, Torre de Piza em Azambuja/Pedras Grandes e o Coliseu em Urussanga? O Paço emite sinais que caminha nesta direção. Se até a vizinha Criciúma foi a Brasília buscar milhões para o seu mirante do Morro Cechinel, por que Urussanga não pode ir atrás do Coliseu? O Prefeito Luíz Gustavo Cancellier deve ir sim. Não vejo nada de mirabolante.

  • Ouvir, observar e principalmente ler. É o caminho para se ampliar o nosso ponto de vista.

  • “A política é uma nuvem”. Jair Nandi. Na realidade, a política é o firmamento. O político é que é uma nuvem. É ele quem muda constantemente. São imbatíveis nesta área. Nenhuma outra classe reúne condições, predicativos, substantivos e adjetivos para tal. Neurose pura.

  • O que um tijolo disse para o outro? Há um “ciumento entre nós”. Foi o que disse o humorista Willi Wurst que domina as manhãs de domingo no rádio por todo o Verde Vale do Itajaí.

  • Páscoa, Pasqua, Pascua. Em Urussanga comemorada nos idiomas português, italiano e espanhol. Mais uma edição dos coelhinhos na praça indo para o vagão do passado. Muito coelho, muito chocolate e combate. Então depois do coelho, um conselho: Vamos todos mergulhar na Ritorno com muita polenta e se possível, sem tormenta.

  • Governo Lula 100 dias. Acabou o período de lua de mel do governo com o povo. Até agora quer nos parecer que ele está governando para os seus sessenta milhões de eleitores e não podemos nos esquecer que existem 58 milhões de brasileiros que não acreditaram nele. Por enquanto a promessa de campanha de pacificar o país e governar para todos os brasileiros continua sendo uma ponte longe demais. Constitui uma missão difícil de concretizar, senão impossível. Alguns países estão dolarizados. O Brasil está cada vez mais polarizado.

  • “Só passa a patrola onde o padre passa”. Vereador Luan sobre as estradas do interior sem trafegabilidade. Com buracos em demasia e valetas por toda a via, sobrou até para o padre.

  • Arma branca: Em tempos do politicamente correto, arma branca não seria um termo racista?



ATTENTI RAGAZZI


Rangel Quagliotto ou PPK afirmou que iria fazer subir a régua dos eventos de Urussanga. E a régua, mesmo molhada, subiu mesmo. Feijão em alta, PPK em alta.

Depois de 25 anos envolvido em eventos, ele se antecipou e se aposentou.

Agora a missão de manter a régua de pé e ampliá-la ficou com seus amigos sócios Maninho do Papos e Tragos e Glênio Rosso. Novos ares, novas pessoas.

Agora para o PPK, outros ciclos.

A Ciclo Vitalis é um deles, e a política, possivelmente também.

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