SÉRGIO MAESTRELLI


As quatro gerações da Família Cittadin com os membros sentados em fila indiana: Arthur Cittadin, 92 anos; João Batista, 57 anos; Guilherme, 21 e o Arthur Madalena Cittadin, que ontem, dia 26 completou 1 ano. A fotografia é da mamãe Daiane.

A bisnonna Edite Benincá, e a avó Roseni Matias trabalharam bastante na cozinha.

Ao fundo, o Fusca do Arthur, 1972, também fazendo história e chegando próximo dos 50 anos. Dizem que os tios Odivaldo, Lúcio e Maurício financiaram a festa para a alegria do Batista, o pai. Arthur Cittadin, o bisnono, exerceu a profissão de agricultor e mineiro e segue firme.

Em Rio Carvão, nos seus tempos de recém-aposentado, colocou de pé e no prumo mais de 500 palanques de granito, cercando o lote nº 140 da imigração. Grande Arthur.


A GRALHA AZUL

A gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) é uma ave que tem em média 40 centímetros, de coloração azul vivo - e põe vivo nisso - com penas pretas na cabeça. Habita as florestas de araucária do Sul do Brasil. Vivem em bandos de até 15 indivíduos e constroem seus ninhos nas partes mais altas das árvores, prefencialmente nas araucárias. É a ave serrana disseminadora da araucária por excelência, pois elas estocam os pinhões para se alimentar, encravando-os no solo ou em troncos em putrefação. Afirma o folclore que a maioria dos pinhões, ao serem enterrados, são esquecidos pelas gralhas, e a natureza trata de produzir novas árvores. A gralha, por lei desde 1984, é um dos símbolos do Estado do Paraná. Ela inclusive é mascote de um clube de futebol de Curitiba. O troféu Gralha Azul representa o maior prêmio teatral do Estado Paranaense. Chegamos ao fim da safra de pinhão. A única coisa proporcionada pelo inverno que gosto. Que dó! Em termos de pinhão, eu ganho disparado da gralha azul, na panela, na chapa ou na paçoca. E convêm registrar que, na Serra Gaúcha, o pinhão, nos primeiros anos, salvou muitos imigrantes italianos da fome, durante o inverno. Nesta época, o pinhão chegava até nós no lombo das mulas que desciam a Serra do Rio do Rastro. Presenciei, algumas vezes, as mulas carregadas e seus serranos dormindo nos paióis dos meus nonos maternos em Belvedere na Vila Nesi.


PÍLULAS

  • Começa a ganhar corpo o movimento “Nem Bolsonaro e nem Lula. Nem Lula e nem Bolsonaro”. O país saindo em busca de uma terceira via. Urussanga vinha, há muitos anos, buscando a chamada 3ª via, num discurso defendido pelo Luiz Antônio Fabro, um político com raízes técnicas. Buscar uma alternativa fora dos partidos PP e MDB que sempre dominaram a política na Benedetta. Agora a 3ª via se instalou no Paço de forma, por enquanto, interina na pessoa de Jair Nandi e cabe à comunidade avaliar este terceiro caminho e tirar suas conclusões.

  • Na semana passada, tivemos a oportunidade de visitar prazerosamente a CHAPAM – Ano 82, desde 1º de maio de 1939 em ação. Ao percorrer as diversas unidades, fiquei impressionado com os funcionários, maquinários e robôs, tudo funcionando como uma orquestra sinfônica. Durante essa visita, externamos aos seus proprietários Jahir e Jaimar Meneghel o pensamento que havia tomado conta da minha mente: “Os antepassados, seus nonos devem olhar para baixo e sentir enorme orgulho de seus descendentes”. Tem muitos aspectos de Urussanga que a gente apenas acha que conhece. Apenas acha. Mas não conhece ou conhece superficialmente. Eu, por exemplo, achava que conhecia a CHAPAM. Estava redondamente enganado. Acho também que a empresa, por gratidão, tem a proteção de São Gervásio e São Protásio, porque foi graças a uma ação do ex- vereador e presidente da Câmara Jahir Meneghel que a igreja de pedra de arenito de Rio Maior, hoje patrimônio tombado pelo IPHAN, não veio ao chão numa ação totalmente equivocada de seus moradores na época. As igrejas de São Lourenço, em Rancho dos Bugres, e Madonna Della Salute, em Rio Carvão, não tiveram a mesma sorte. Foram tombadas não pelo IPHAN, mas por um enorme equívoco cultural. Um desastre semelhante ao do cabo aéreo.

  • “Estamos vivendo tempos de trepidação”, disse o Xerife do Planalto, o político Ciro Nogueira. O país trepida na política, na economia e os preços andam disparando. Da bolacha à bombacha; do abacate ao tomate, da gasolina à puína, do macarrão ao camarão, do azeite ao leite...

  • A Capital do Estado do Piauí, Teresina, hoje com 870 mil habitantes, foi fundada em 1852, na confluência dos rios Parnaiba e Poti. O nome da cidade constitui uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina Maria de Bourbon. Em seu território, duas igrejas se destacam: A Igreja de Nossa Senhora do Amparo, padroeira da cidade, e a igreja dedicada a São Benedito, construída pelos escravos católicos. É a única capital nordestina fora do litoral.

  • Retirando do comentário de um amigo sentado no banco da figueira da Praça da Bandeira: “Depois que me aposentei, estou só fazendo o que o peixe faz: nada”.

  • Quem passa pela Praça Anita Garibaldi tem a oportunidade de sentir o delicioso odor de vinho. São as garrafas de vinho abertas do passado de nossas 19 edições. De 1984 a 2019. Excelente iniciativa da equipe de cultura e turismo formada por Nevton Bortolotto, William de Rezende, Leia Mariot e Sheila De Brida, os quais contam, na retaguarda, com o apoio imprescindível do funcionário nº1 do parque José Magalhães.


ATTENTI RAGAZZI

“Deus jamais deixa a oração de um justo sem resposta” – Faixa exposta pelos parentes e amigos em Santa Rosa do Sul na recepção ao caminhoneiro sequestrado em São Paulo.