SÉRGIO MAESTRELLI

PÍLULAS


  • O Conselho dos Agricultores (CONDRU) discutiu, em sua última reunião, na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, as questões que envolvem o setor agrícola: Diretoria da Agricultura acéfala, falta de funcionários, serviços de máquinas em situação precária, falta de orçamento, entre outros. Muitas pautas e nenhuma solução. Diante desta realidade, o Conselho definiu como próximo passo uma reunião com o prefeito no Paço Municipal, para definir avanços. É preciso solução urgente, mesmo porque a agricultura obedece ao calendário da natureza e não ao calendário dos políticos e da burocracia.

  • “Quando a gente pensa que sabe, sabe muito pouco”. Valmir Comin - candidato a deputado federal. É a repetição do “o que sabemos é uma gota, e o que o ignoramos é um oceano”.

  • Pelo calendário católico estamos vivendo o mês da Bíblia. Você, que regularmente lê capítulos ou alguns versículos da Bíblia, saiba que eles foram criados apenas há 17 séculos, depois da passagem de Cristo. Essa disposição dos textos bíblicos surgiu com a imprensa, invenção do alemão Gutemberg. Os antigos manuscritos não possuíam pontos, nem vírgulas, nem capítulos e nem versículos.

  • “Hoje tem um Poder na República que quer mandar nos outros sem ter tido um voto” Júlia Zanatta - candidata a deputada federal.

  • Cartilha da Cidade Sustentável, o folder de conscientização ambiental da Diretoria de Meio Ambiente, preconiza cinco mandamentos para todos: Valorização das áreas verdes, da água, da energia elétrica, do lixo e a sugestão de se utilizar menos o carro, além de fornecer dicas de como fugir das denúncias e possíveis multas. Infelizmente, no dia a dia, quem pratica tais ações é uma minoria e, assim, continuará sendo, porque o problema ambiental não é só uma questão de conscientização e de educação, mas, também, é uma questão policial. Aqui e em qualquer lugar do planeta.

  • Dois aspectos que chamam a atenção pela repetição. Acidentes com pessoas caindo de telhados ao executar trabalhos e a queda de marquises. São notícias que surgem periodicamente. No primeiro caso, é aquele rápido momento de descuido. No segundo há algum problema com a engenharia. Marquises que desabam... Deve ter erro de cálculo nessa conta. Infelizmente, tanto no primeiro como no segundo caso, temos mortes.

  • “O cheirinho é o mais importante do churrasco”. Não me recordo quem disse isso no sábado de manhã na Praça, mas disse tudo.

  • Um abraço a Rio América, ao “compadre Mi e a Comadre Ci”. Ela não sai de casa e ele só fora de casa. São tantas idas e tantas vindas com o serviço de inseminação de bovinos que ele nem sabe quando está indo ou quando está indo. - Você nunca vai prá casa, Mi? Vou sim, diz ele. Você acha que eu almoço e janto aonde?

  • Festa do Vinho. O presidente da 20ª Festa do Vinho, Rangel Quagliotto, na Câmara de Vereadores, apresentou o balanço do evento com propriedade, desenvoltura e conhecimento de causa. Ele estava em seu pronunciamento com todos os substantivos, adjetivos e pronomes. Firme como um 4x4. O presidente está consciente de que mais importante do que os números da última festa são as mudanças radicais que precisam ser preconizadas e discutidas a curtíssimo prazo, porque como diz o vivente “o tempo avoa”.


ATTENTI RAGAZZI

Asfalto para Rio Carvão, a enrolação “top” dos últimos dez aos em Urussanga. Unidos nesse projeto estão os políticos do PP, PSD, MDB, PT, PL, PSDB e PDT. Há muito tempo que o eleitor catarinense não sabe quem é situação e quem é oposição, como prevê a verdadeira democracia. Como diria o “alemón”, “Tá tudo chunto reunido”. Eles estão unidos e reunidos. Só o povo tá sozinho. Não se salva um, meu irmão! Nem irmão, nem primo, nem tio nem cunhado...



Você pode ter um tio que casou com alguém cujo nome é Clara. Ou você pode ter um tio que casou com alguém cujo nome é Gema. Agora, somente eu, meu irmão e meus primos temos um tio que casou com a tia Clara. Depois, ficou viúvo e, aos 78 anos, casou com a tia Gema. Só ele nessa vida conheceu a Clara e a Gema. Parabéns, tio Firmino Nesi!, que nasceu na Vila Nesi e recém-casado foi desbravar as terras do Paraná, no município de Francisco Beltrão, nas comunidades de Secção São Miguel e, posteriormente, a Secção Jacaré. No último dia 08 de setembro, completou 97 anos. Teve bolo, mas não dispensou aquela polenta com a famosa “fritada”.



Termina o inverno pelo menos no calendário dos homens. Chega de dias nublados, chuvosos, cinzentos, friozinho chato e dias morrinhentos. Já passou da cota. Começa a primavera. Que venham flores, dias de sol radiante. Que a cor cinza vá embora e que venha o amarelo ouro. Que haja primavera em todos os lugares, mesmo aqueles que servem para depósito de entulho.



Crianças e adolescentes no rumo do escotismo em busca de valores sólidos que depois levarão para o resto de suas vidas. Na Câmara de Vereadores, eles estiveram em busca da manutenção do espaço. O 26º Grupo Escoteiro de Urussanga requer maior apoio. A sociedade civil e, principalmente, o Poder Público precisam estar mais próximos e mais atuantes. Aos pais, um lembrete: O melhor presente que você pode dar ao seu filho, cujos frutos serão permanentes, é fazer com que ele integre um grupo escoteiro. Meus filhos, meus sobrinhos e, agora, meu neto trilharam esta estrada. Uma experiência que proporciona educação, disciplina, organização e respeito a tudo e a todos. Panorama reconhece o esforço do chefe Carlos Silva nesta sua missão como voluntário. Reconhecimento este extensivo a toda sua equipe.


BETÃO



De 2000 a 2013, Roberto José Campos comandou, juntamente com sua equipe, os destinos da Rádio Marconi.

Seu nome foi incluído no nosso longo caderno de amizades, quando retornamos a Urussanga, no dia 20 de setembro, data comemorativa da Revolução Farroupilha.

E foi justamente num 20 de setembro que o vento nos trouxe a notícia triste de seu falecimento.

Ele conviveu com o mundo do vinho, pois foi funcionário e colaborador das Indústrias J. Caruso Mac Donald. Participou do CAEP da Matriz e foi um grande camarada integrando o Lions Clube, conforme registrou a amiga Rosita.

Betão era o embaixador de Pindotiba aqui em Urussanga. Ele tinha um encontro no mínimo semanal com aquele lugar que ele amava, não porque era grande ou pequeno, mas porque era seu, registrou o amigo “Geada”.

Muitas vezes por telefone ligávamos da Epagri para a Rádio e a resposta era: Ele deu um pulinho em Pindotiba, mas volta logo. Pindotiba era sinônimo de Terno de Reis, pauta obrigatória da Rádio em janeiro, no dia de Reis, com o Grupo do Antônio Dias André, o “Geada”. Canto e festa.

Por telefone e com voz embargada, um emocionado Vanderlei Olívio Rosso falou do amigo Beto. Betão e eu trabalhamos juntos na VII Festa “Ritorno Alle Origini”, em 2001, ano em que foi incorporado os 50 anos da Rádio Marconi. Abraçou a causa com grande empenho e empolgação. O trabalho afinado afinou nossa amizade. Roberto Campos foi o gerente responsável pelo resgate do slogan “A Voz dos Vinhedos”, o slogan do Padre Agenor, que estava esquecido numa das gavetas da emissora.

Com ele a Rádio voltou a incorporar a Voz dos Vinhedos e a tocar o Hino de Urussanga, diariamente, na abertura da programação. Batalhou pelo símbolo do evento, a mini garrafa de vinho Goethe, presente e cortesia da Epagri. O resgate do Vinho Goethe teve início com a Festa do Vinho Goethe em Azambuja em 1999 com a Patrícia Mazon Freitas, com ele e com a Rádio Marconi em 2001. A ProGoethe só seria fundada 4 anos depois. Betão acompanhou e se empolgou com o vídeo da Epagri - Rádio Marconi - 50 Anos de Andorinha Mensageira, que devotava grande amizade, respeito e não dispensava os conselhos do Pe. Agenor, como registrou Rosa Miotello. Ao lado de Sérgio e Marcia Costa, ele e a esposa Sandra estavam felizes e radiantes com a missa dos 50 anos, cantada pela Associação Coral Santa Cecília e celebrada pelo Padre Daniel Sprícigo. No dia comemorativo dos 50 anos da emissora, pulou de madrugada para buscar Adão Bettiol, Domingos Baesso e a Kamola, visando o toque dos quatros sinos em tom festivo. Estava com semblante alegre e olhar vivaz com as 500 imagens da exposição fotográfica “Rádio Marconi- uma história de gente vencedora” no então barracão da degustação de vinhos do Parque Municipal. Nessa iniciativa, o apoio imprescindível de seu sogro, o amigo Achile De Pellegrin. No dia 25 de maio, num dia de sol total, ele era o operário número 1 no transporte e montagem dos 50 metros de bolo na praça com a Olguinha Zanatta e equipe de voluntários. Nos dias anteriores ao evento, ele nos dizia: “E se chover, Maestrelli?”. Eu lhe respondi: “Se chover, vai molhar o bolo”, em tom de brincadeira. Para logo tranquilizá-lo com um “o Padre Agenor disse que não vai chover. Por isso nem consultei mais o Ronaldo Coutinho. Roberto José Campos foi uma pessoa ética. Enfrentou 13 anos de desafios na Rádio com trabalho e competência. Não criticou aqueles que o antecederam e, depois que saiu da emissora, também não criticou aqueles que o sucederam. Eram somente palavras de apoio. Foi sábio. Deu o seu recado, desempenhou com êxito a sua função, escreveu a sua história. Foi um vencedor. Ele nos deixa, leva parte de nossas vidas consigo e nos deixa boas obras e bons momentos vividos. Com carinho, deixo um abraço aos filhos Beto Júnior e Débora e a amiga e colega de escola do Colégio Rainha do Mundo, Sandra. Como afirmou Pe. Daniel Pagani, a Deus pertence o tempo e a eternidade.