SÉRGIO MAESTRELLI

PÍLULAS

  • E abrimos a página com uma grande máxima espiritual: “Nos velórios, não há necessidade de palavras. A presença já diz tudo”. Padre Valdemar Carminatti, no sepultamento da nossa vizinha da Rua César Mariot, Ivete Polla Maccari. Dos parentes, dos moradores da rua, dos vizinhos próximos e dos amigos, o abraço que aquece ao João e ao Juliano.

  • E então, seguimos com as pílulas, as terríveis, mas assim como o Detefon, terríveis sim, mas somente contra os insetos. Para aqueles que se acham em condições de opinar sobre tudo e todos com ares de “pós-doutorado” nas redes sociais, me respondam rapidamente: Qual a diferença entre volt, watt e ampere? Fora deste concurso, os eletricistas Gilmar Maccari e Saimon Zanelatto. Tão vendo que a coisa não é bem assim?

  • A 16ª Festa da Gastronomia Típica Italiana de Nova Veneza é finita. A cidade mostrou aos visitantes e turistas sua origem, seus costumes, sua mesa, suas apresentações artístico-culturais. Na programação dos cinco dias, presenciamos um desfile de inacreditáveis quase 60 apresentações de cunho cultural, envolvendo grupos folclóricos, desfiles, danças, cantores, bandas... Um marco. Festa da Gastronomia de Nova Veneza, uma festa carregada de mesa e canto. E para apreciar e saborear tudo, sente-se.

  • O segredo de um bom dia é madrugar. É levantar cedo e aí tudo flui, caso contrário, acordar tarde tudo vai, mas vai de arrasto. É vero ou não é vero, José Carlos Mufatto? Esse Rio Comprudente...

  • De acordo com fonte especializada e credenciada na área os trabalhos de recuperação da Serrinha de Rio Carvão/Santana, tem tudo para custar tanto quanto ou até um pouco mais do que próprio valor da obra implantada. Tudo por intervenções mal sucedidas na área de drenagem e na contramão ambiental. Se assim realmente for, é preciso citar novamente o amigo Altair Rosalino Sandrini com o seu eficiente slogan: “É prá se acabá”. E é prá se acabar mesmo. Avisos anteriores, durante e posteriores ao período da construção e em tempo de seca não faltaram e chegaram ao Paço, mas se transformaram infelizmente em letra morta. Ao invés de darem ouvidos à solidez das opiniões, deram ouvidos à fragilidade. Deu no que deu. Agora, o povo vai ser chamado para pagar a conta, não sei se em salgadas ou em suaves prestações mensais. E la nave vá.

  • “Tutto polito? Tutto a posto?” Não sei em qual lugar do mundo, aqui em Urussanga é que não. Estamos vivendo um verdadeiro “rebarton”. O eco vai longe.

  • Henrique Viana e Silva e José Henrique. Os dois “Henrique”, um engenheiro agrônomo da Epagri, e o outro médico veterinário da Cidasc, alertando os agricultores com relação à raiva bovina. Não dá para admitir animais com raiva numa propriedade nesses tempos atuais. Para cortar essa doença no rebanho, a vacina custa 21 reais. Se ocorrer a doença, é por “relaxo” mesmo. E o pior é que ocorre. Portanto, aos produtores seringa e vacina! Brincando de não vacinar você pode no bolso amargar.

  • Vilmar Guedes, dirigente esportivo, afirmou que hoje o Criciúma Esporte Clube é um ponto fora da curva normal, no campo e em ações extracampo. Guedes irradia, em suas falas e ações, a humildade e a competência. Torcemos todos por ele.

  • Agora outro Vilmar – Vilmar Scarabelot, com propriedade em Rio Carvão Alto, nos pés de Belvedere, entrou realmente no chamado período bíblico dos “Sete anos das vacas magras”. Nos últimos cinco, anos foram seis boletins de ocorrência e 12 cabeças de gado roubadas. Nesta semana, mais três cabeças foram levadas pelos amigos do alheio. E os larápios, como afirma o Vilmar, agem na calada da noite, da madrugada e se bobear, também, na calada do dia. Há muitos querendo fazer churrasco com a carne dos outros. A situação é preocupante, parente. Como diria o Toni Sbrotolon, lá das montanhas de Belvedere, tudo isso acontece, Maestrelli, porque a lei é fraca. Prende na segunda e solta na terça. Nesse país, a lei protege mais o bandido do que o cidadão de bem.

  • Emerson Scrinns, o gaúcho, funcionário responsável pelo cemitério municipal, integra a nova CCO da XX Festa do Vinho para comandar a área de segurança, ao lado do PPK que resolveu encarar um grande desafio. O gaúcho é o único servidor que nós conhecemos que cuida da segurança dos vivos e dos mortos. Essa Urussanga...

  • Já está passando a época do vereador apenas anunciar que trouxe determinado recurso para um abrigo de ônibus, pavimentação de uma rua, conserto de um telhado de escola, tubos de drenagem e/ou similares. O vereador, além de trazer o recurso público, tem que ser o fiscal número 1 da aplicação correta do mesmo. Como “pai da criança”, tem que acompanhar e fiscalizar a obra e somente aí, então, zerar a fatura e dar a missão como concluída com qualidade. Recurso obtido, recurso bem aplicado e ponto final.

  • O sol voltou tímido, apagado, fraco, pálido, anêmico, decorativo, ou como diria o amigo e colega da Epagri, e ex-prefeito Luiz Carlos Zen, puxando a letra “r” com vontade, bem ao sotaque italiano: “um sol brrranco, descorrado”.


ATTENTI RAGAZZI

Bar do Bonetti, a Lanchonete do “Beba Soda Limonada”, beba Guarana Antarctica” aí na Rua Barão do Rio Branco, já às 5 da matina, enviando para a cidade uma mensagem curta e com essência. “Bom dia e saúde para todos”. Então, nós também precisamos devolver o “Bom dia e saúde para todos”. A energia positiva precisa circular pela cidade.


ERA UM BIQUINI...

Cante: Era um Biquíni de Bolinha Amarelinha.- “Ana Maria entrou na cabine/E foi vestir um biquíni legal/Mas era tão pequenino o biquíni/Que Ana Maria até sentiu-se mal/Ai, ai, ai, mas ficou sensacional!... Se você nasceu na década de 60 e seu nome é Ana Maria, provavelmente sua mãe escolheu o seu nome pensando nesse super sucesso da música popular americana. A canção “Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini”, ou “Biquíni de Bolinha Amarelinha” foi inspirada na filha de 2 anos, num biquíni costurado pela tia e teve como compositores o próprio pai da menina, Paul Vance, que faleceu recentemente aos 92 anos, na Flórida, e seu colega Lee Pockriss. A curiosidade é que em minutos a canção estava pronta. Conquistou o primeiro lugar em 1960 nas paradas de sucesso nos EUA, na voz de Brian Hyland. No Brasil, a canção foi eternizada por Ronnie Cord e Celly Campello, na década de 60. Em 1983, a música foi gravada pela banda Blitz. A música ganhou ao longo dos anos versões em vários idiomas, como francês, italiano, alemão e português. Era e sempre haverá um “biquíni de bolinha amarelinha”. O nome biquíni ou bikini, o famoso conjunto de duas peças, deriva do atol de Bikini no Pacífico, usado para testes com bombas nucleares em 1946. Seu lançamento ocorreu numa piscina de Paris. Associava-se uma mulher de biquíni com o efeito de uma bomba atômica.



Todos nós deveríamos ser como o coqueiro: “Nóis inverga, mas não cai ”.


O SOLE MIO

Frio, trovoada, chuva, garoa, “nubro”, umidade, tempo cinzento. Que junho nojento. Que os ventos empurrem para o quinto dos infernos, como diriam os portugueses, esse clima horrível e depressivo. Que saudade de ver o sol explodindo “per tutti i cantoni”, varrendo o cinza e a umidade do meio ambiente. Cinza para mim, apenas o cinza do Jeep. Aí ele se encaixa como uma luva. Foi um junho com casas com novo visual, varais na varanda, varais na sala, cesto cheio de roupas aguardando lavação e sol. Que venha “il sole”. Que venha “o sole mio”, trazendo luz, vida, movimento, energia e alegria. Foi a grande saudade do sol que fez surgir no mapa da bota no continente europeu, uma das canções mais tocadas no planeta, ao lado da canção “Yesterday” dos Beatles. “O Sole Mio”, a canção patrimônio de Nápoles, nasceu da mente e do coração de três italianos: Eduardo Di Capua, Giovanni Capurro e Alfredo Mazzuchi, em 1898. Curiosamente, a canção, denominada de um hino ao sol, não foi composta em Nápoles, mas na fria e cinzenta Odessa, na Ucrânia. A canção foi cantada por Iuri Gagarin, o primeiro astronauta a viajar no espaço, naquele dia 12 de abril de 1961. A fama desta explodiu com o tenor Enrico Caruso, que a fez girar por todo o planeta. Há praticamente 125 anos que tenores e cantores abrem suas gargantas e suas vozes para entoar a eterna canção “O Sole Mio”. A canção emocionou gerações passadas e continua emocionando as gerações atuais e, seguramente, aquelas que virão.


QUANDO A POLÍTICA E A RELIGIÃO SE ENCONTRAM

Quando a política e a religião se esbarram na estrada. Um desses momentos ocorreu no dia 13 de junho, em Rio Caeté, durante a procissão em honra a Santo Antônio, fatores externos fizeram com que a religião e a política se encontrassem na curva da estrada, no ponto de retorno da procissão, em frente à escola Municipal Alda Brognoli Marcon. Alguns fiéis deixaram momentaneamente de rezar o Pai Nosso e não houve como segurar a indignação.

Efetuaram comentários sobre o descalabro que envolve a reforma desta escola. De vistoso mesmo, só a placa com letras caprichadas e evidentemente mortas.

Apesar de todos os esforços da prefeitura que fica engessada pela legislação, tem mais prejuízo para o povo, pois ele vai arcando por tempo indeterminado com os custos do aluguel para manter os alunos estudando em outro local.

Na imagem abaixo, o contraste.

De um lado, a residência da Dona Dulce Brognoli Copetti e a beleza de suas roseiras sempre presentes.

De outro, a visão deprimente de uma escola detonada e parada no tempo. A hora em que o povo deixar de ser ovelha e se transformar em lobo, a coisa muda.



Parte do grupo de Veneráveis da Loja Maçônica Colunas do Vinhedo nº 83, que neste ano completou 20 anos de fundação. Da Esquerda para a direita: Ronaldo José Guollo, Jailson Maragno, Luiz Henrique Fernandes, Pablo Steffen Morais, Claudino de Pellegrin, Rogério Giron Claumann, Gilmar Carlos Trento, Ivan Serafin. O atual Venerável Mestre Pablo Steffen Morais passa o cargo para o Mestre Tiago Possamai, na próxima segunda-feira, dia 4 de Julho.