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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI

Serrinha em foco


Uma equipe multidisciplinar envolvendo Deplan, Defesa Civil, Secretaria de Obras e Diretoria de Meio Ambiente visitou a serrinha inspecionando seus problemas visíveis e invisíveis. Um sistema de drenagem inadequado, acrescido da destruição das taipas de terra que serviam como armas de contenção e de combate à erosão, provocaram um grande estrago. A Serrinha requer, de modo urgente, medidas preventivas e não apenas corretivas. Riscar definitivamente as medidas paliativas. Neste sentido acreditamos que depois dessa visita, os órgãos envolvidos da Administração Municipal estão alertados e conscientizados. Então, vamos aguardar a implantação das medidas discutidas e preconizadas. Culpar apenas as chuvas pelo que lá ocorreu revela amadorismo e desconhecimento de causa. Convêm lembrar que no período anterior ao asfalto, não há registro de deslizamentos naquele local. E lembrar também que a implantação do asfalto foi uma medida altamente benéfica para as comunidades de Rio Carvão e Santana. Lá imperou mais uma vez a velha máxima: “Deus está no todo e o diabo está nos detalhes”. Neste caso o detalhe foi a drenagem. A Serrinha pode evoluir para um caso “sui generis”, ou seja, os reparos custarem mais que a própria obra. No registro fotográfico: Amarildo De Brida, Kelly Cristina Minotto, Robson Miranda, André João e Henrique Preve.


TU RENASCERÁS, RIO GRANDE DO SUL


Morei e estudei por cinco anos no estado gaúcho, na cultural cidade de Pelotas, cursando as faculdades de Engenharia Agronômica e Direito na UFPEL. Tive atenção despertada pelo povo gaúcho mantendo suas tradições, sua história, sua cultura. Os desfiles comemorando a Revolução Farroupilha, enaltecendo Bento Gonçalves e seus companheiros no dia 20 de setembro. Era o feriado dos feriados. Ouvir a música tradicionalista gaúcha puxada pelos monstros sagrados Teixeirinha, Gildo de Freitas e do catarinense/gaúcho Pedro Raymundo na Rádio Tupanci. Guardava em pastas, com recortes do Jornal Correio do Povo, os textos que denotavam a fibra do povo gaúcho na defesa de sua terra, seus valores, sua gente. Manchetes do tipo: “É gaúcho o novo presidente”. “É do Rio Grande o novo ministro”. Gente aguerrida pelo seu chão e suas tradições. As cheias de abril/maio de 2024, atribuídas às adversidades climáticas provocadas pelo aquecimento global, colocaram o estado de joelhos, mas ele se erguerá num novo e mais forte alicerce. O Rio Guaíba sempre foi considerado amigo e não inimigo. É o símbolo líquido do gaúcho. Há uma música gauchesca que define de cima para baixo e de baixo para cima, o espírito da alma gaúcha. Trata-se da canção “Renascimento”, de autoria de Antônio Augusto e Ewerton Ferreira, com a magnífica interpretação de Maria Luiza Benitez, Denize Fontoura, Cedair da Silveira, Newton Bastos e Ewerton Ferreira. Foi cantada na 6ª Tertúlia Musical Nativista de 1985, realizada na cidade de Santa Maria. A letra diz: “Ah! como um relâmpago, Rio Grande tudo virado do avesso. E a vida que não tem preço. Primeiro se vai alma, para só depois ir o corpo. Ah! Rio Grande, tu renascerás em cada pedra de ruína, tu renascerás em cada berro de marca, tu renascerás em cada ponta de lança, tu renascerás em cada folha de livro”. Tu, Rio Grande, vai se levantar com as próprias pernas e contará com o apoio dos brasileiros dos demais estados. Os dias confusos, carregados de dor, sofrimento, turbulência e interrogação serão páginas do passado. O gaúcho não cai do cavalo e nem o cavalo escorrega. Acesse a Internet e ouça a canção “Renascimento”. Lá está registrado o som mais genuíno da alma do gaúcho, seja dos pampas, seja da serra.


LAJOTAS SOLTAS

Na Câmara de Vereadores, um assunto doméstico e varejista está sendo novamente discutido. Já faz parte permanente da agenda legislativa. A questão das lajotas soltas. Implementar ações para resolver o problema é importante, agora atitude inteligente é discutir o porquê que elas estão soltas. A resposta está bem perto de você e das lajotas: falta de fiscalização, base inadequada e mão de obra desqualificada. Com todas essas intercorrências, o avião cai. Trata-se de um legítimo cachorro quente. O Poder Público entra com uma fatia de pão, a empresa terceirizada sem qualificação entra com a outra fatia e o povo entra no meio das duas fatias como salsicha ou linguiça. Os amigos Bigorrilho e Norzinho, eles que calçaram meia Urussanga, nos afirmaram que a lajota é o “bicho” mais preguiçoso do mundo. Ela não se mexe se for bem assentada. E desse modo podemos dizer que com esse necessário retrabalho, “é o povo de novo”, nesse caso, pagando uma conta duas vezes, quiçá até três ou mais vezes. Fuiii que nojo, diria o alemão. Rebarton, diria o Tóni Sbrotolon. Que Ixtepô, diria o Manezinho da Ilha.


PÍLULAS

- Ué, se o Flamengo enfia 6 no Vasco, por que o Cuiabá não pode enfiar 5 no Criciúma? São coisas do “futebor”.

- Com novo adiamento e prazo estendido, a conclusão do asfalto da Serra da Rocinha ficará para 2025 devido à construção de túnel falso. Imagine você se o túnel fosse verdadeiro. Iria para 2030.

- Leilão ou manutenção? Consertar ou leiloar? Eis o lema da Garagem.

- Feira do Turco na Rua Lucas Bez Batti. Excelente iniciativa cultural.


ATTENTI RAGAZZI

Sábado no Parque – Um evento que deveria ser instituído pelo prefeito Nandi. Ele deveria reunir a Secretaria de Obras, Diretoria de Meio Ambiente, Deplan, Defesa Civil... Mas não seria um sábado no parque com música, churrasco, polenta, cerveja e vinho e sim um “Sábado no Parque” focado no lavoro das 6 horas da matina até às 18 horas, hora da Ave Maria. Um trabalho em “turbilhon para acabar com aquele rebarton”. Simples assim. É o único jeito, porque em dias da semana a Secretaria de Obras não consegue nem dar a volta em suas demandas. O nosso parque municipal não anda fazendo muito jus ao título de “Parque” há muitos verões.

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