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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

SÉRGIO MAESTRELLI


Dia 27 de Julho, na Praça Anita Garibaldi, Dona Olga Fréccia Trento completou 104 aos com o tataraneto Davi nos braços. Juntamente com o coral formado pela irmã Arlete, filhas e por netos, bisnetos e tataranetos, ela entoou o tradicional “Parabéns a Você”. Que benção de Deus! Parabéns Dona Olga e nunca dispense uma taça de vinho Goethe. Jornal Panorama deseja saúde para o corpo e saúde para o espírito.



No fim da década de 50, num tempo em que os veículos movidos a radiador ferviam subindo a Serra do Doze, hoje Serra do Rio do Rastro, um Jeep Willys 4x4 em busca de queijo e pinhão e peças de caminhão, com Vitalino De Brida, Quintino Damian Preve, Lauro Mazzucco e ao fundo, dono do volante, o mecânico Virgínio Maestrelli, numa viagem a Ponte Serrada/SC.


PÍLULAS


Uma amiga minha visitou seus pais no domingo e, de lá, trouxe lenha para combater o frio que a imprensa estava alardeando. Disse ao pai que levava lenha rachada porque em casa “não tinha machado”. Esqueceu a lenha na rua e veio a chuva. E fogão a lenha não funciona sem lenha.

“Ainda não tô acreditando, mas parece que foi grande o negócio” Rayssa Leal, 13 anos, maranhense que se tornou a mais jovem medalhista olímpica do Brasil. Foi prata em Tóquio 2020. “Se você pode sonhar, você pode realizar”.

Humilde, pediu aos seus conterrâneos que não se aglomerassem em sua chegada. Que ficassem em casa e que tomassem a vacina. Rayssa me fez lembrar o preceito do Evangelho de Cristo que diz: “Os humildes serão exaltados”.

Prefeito interino Jair Nandi anunciou na semana passada, via deputado Ricardo Guidi, mais uma conquista: uma retroescavadeira para o setor agrícola. Que ela seja realmente do setor, porque durante as duas décadas em que integrei o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, conseguidas com a rubrica “para o setor rural” vieram várias delas, mas elas atendiam mais a Secretaria de Obras em detrimento do Meio Rural e o mantra era sempre o mesmo: “serviço de caráter excepcional, de emergência.

Só que nunca observei um maquinário pertencente ao setor de obras ser deslocado para o meio rural com idêntica justificativa. Que o CMDR acompanhe e fiscalize.

Cachaça Giuseppe, fabricada em Santaninha, nas encostas de Belvedere pela Família Nesi, vem esquentando o inverno de muitos em pequenas doses, sendo branquinha ou amarelinha. Cachaça, assim como qualquer bebida ou alimento, não faz mal. Basta buscar o equilíbrio. O que transforma uma substância em veneno ou remédio é a dose. E então Getúlio, bois na canga, facão na cinta e vamos para o corte da cana.

E volta à baila, e volta à tona, a velha dúvida com o “affair” estrada do Rio Carvão, estadual, municipal ou planejada? Documentos oficiais ora a tratam como estadual, ora como municipal, confundindo o cidadão.

De uma coisa eu tenho certeza: planejada não é, porque se fosse, não estaria na atual situação.

Subida ou descida?

Leitor e ouvinte nos solicitou apoio para que o Poder Público conserte uma determinada subida de uma rua. Disse ele que já entrou em contato duas vezes e nada foi feito. Prometi que conversaria com a Secretaria de Obras, mas mudaria o discurso. Ao invés de solicitar consertar a subida, deixaria o serviço mais leve e pediria para consertar então, a descida. Vai lá e dá uma espiadinha, Sangaletti.


SAMANTA SCUSSEL

Foi ela que sentou na poltrona das palestras virtuais do Rotary Club. Discorreu sobre “Turismo em Urussanga” relatando sua experiência na área desde o ano de 2000, quando iniciou a sua trajetória. Relatou as questões referentes ao turismo das agências receptiva e emissiva, o potencial representado pela gastronomia, história e cultura do município, bem como os vários projetos que foram implementados pelos prefeitos e depois esquecidos com a posse de novas administrações. Discorreu também sobre a última iniciativa na área representado pela Governança do Município. Afirmou que o turismo é acreditar nas pessoas, no município e em si. E que ser empreendedor na área turística é abrir mão de seu divertimento para divertir os outros. Para que haja turismo são necessários empreendedores da iniciativa privada, apoio eficiente do setor público nas ações que lhe dizem respeito e o apoio da população. Urussanga sozinha não se faz assim, como uma andorinha sozinha não faz verão. Requer a união e parceria entre os municípios vizinhos, ou seja, requer várias andorinhas.


DIA DO COLONO, SIM

O calendário reservou no último domingo que passou as homenagens para o Dia do Colono, cujo nome é contestado por alguns e o substituem por Dia do Agricultor, Dia do Produtor Rural, Dia do Agricultor Familiar, Dia do Trabalhador Rural. Querem utilizar esses termos porque desconhecem a história. Alguns iluminados querem retirar o termo colono por considerá-lo menosprezo, um termo depreciativo, quando depreciativo é o modo de pensar de algumas pessoas. Querem erradicar o termo quando deveriam erradicar a própria ignorância, defeito esse que ainda tem voz e vez em nosso país. O termo colono vem de colonizar novos mundos, ser linha de frente. E os outros apenas seguem os rastros e os caminhos para eles abertos. Foi assim comigo, foi assim com você. Ser colono não é ser babaca, utilizando uma palavra da língua tupi. Babaca é aquele que pensa assim. Babaca é aquele que é papagaio e reproduz o discurso de outros. O termo colono é um termo utilizado no Sul do Brasil (PR-SC-RS) e parte de São Paulo. 25 de Julho – Dia do Colono faz alusão e registro à chegada dos primeiros colonizadores do Vale do Rio dos Sinos no vizinho Estado do Rio Grande do Sul. Embora com as festividades suspensas pela Covid-19, parabéns aos municípios que ainda mantêm em seus respectivos calendários festivos, o título “Festa do Colono”. É o caso de Itajaí, Antônio Carlos, Garuva, Ouro, Witmarsum, Anitápolis, São João do Sul, Treviso, Siderópolis, Forquilhinha, Turvo e outros. O lema dos colonos era “quem compra terra, nunca erra”. Por isso a herança para os filhos homens é a obsessão pela compra de uma colônia de terras. A classe alicerce do país mereceu do calendário duas comemorações. 25 de Julho, dia do Colono para o Sul do Brasil e dia 28 de Julho, dia do Agricultor, data de âmbito nacional.


A VOZ DO BRASIL

No último dia 22 de julho, o programa radiofônico mais antigo do país, A Voz do Brasil comemorou 86 anos no ar. A Voz do Brasil representou na época de ouro do rádio o elemento da integração nacional, via ondas de rádio. O programa teve início em 1935 durante o 1º Governo de Getúlio Vargas com o título de Programa Nacional, sendo criado por Armando Campos, amigo de infância de Getúlio. A primeira transmissão ocorreu em 22 de julho de 1935 com o locutor Luís Jatobá. Em 1938, a transmissão era obrigatória por todas as emissoras no horário fixo das 19 às 20 horas e teve o seu título alterado para A Hora do Brasil. É deste ano o marco do notíciário “Na Guanabara, 19 horas”. Getúlio utilizava o programa para falar diretamente com o povo brasileiro. Com a inauguração de Brasília por JK em 1960, a frase foi alterada para “em Brasília, 19 horas”, sendo suprimida por razões inexplicáveis no ano de 1998. Em 1962, sai de cena A Hora do Brasil que passou a ser designado como A Voz do Brasil, permanecendo até hoje. De 1935 a 1972, na abertura, os acordes de “O Guarani”. Em 1972, o tradicional tema de abertura O Guarani de Carlos Gomes foi substituído pelos acordes do Hino da Independência composto por D. Pedro I perdurando até 1985. Com o governo de José Sarney iniciado neste ano, A Voz do Brasil volta a ter como tema de abertura a ópera O Guarani. O programa retransmitido por todas as emissoras de rádio no período das 19 às 20 horas, foi flexibilizado para o período entre 19 às 22 horas no Governo de Dilma Rousseff. Em 1995, A Voz do Brasil entrou para o Guinness Book do como o programa de rádio mais antigo do Brasil.


ATTENTI RAGAZZI

Lançado no último dia 28, no dia do Agricultor, o livro “Manual de Produção de Uva Goethe”, cujo coordenador e mentor intelectual foi o engenheiro agrônomo Emílio Della Bruna, um profissional que une teoria e prática da agronomia no dia a dia. Foram praticamente 20 anos de estudos nesta área. Ele persistiu, persistiu e concluiu, apesar do denominado “fogo amigo” em determinados trechos da caminhada. O enólogo Stevan Grützmann Arcari também participou da obra com suas pesquisas sobre a origem e a trajetória desta variedade de uva, bem como nas pesquisas e análises da “uva Goethe dentro da garrafa”. A publicação contou também com a participação de outros agrônomos, dentre eles, o alemão de Forquilhinha e “o homem da água” Álvaro “Iosef” Back, Henrique Belmonte Petry, “o homem do maracujá”, sucessor de Ademar Brancher e Márcio Sônego, “o homem do tempo”. Apoio também do chefe da Estação, Alexsander Luís Moreto, do gerente regional Edson Borba Teixeira e dos extensionistas Fernando Damian Preve Filho e Henrique Viana e Silva. O apoio da presidente Edilene Steinwandter, a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da Epagri foi decisivo. No passado, o vinho Goethe tradicional se tornou vinho nacional. Na sequência o Goethe Primo, que é um mimo e se você quiser viver num alto astral, você tem também a opção do Goethe Cristal. Numa taça, num copo ou numa caneca, faça um brinde. Vida longa a quem degusta e vida longa ao vinho Goethe.


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