RANGEL QUAGLIOTTO

Assim penso...


No último domingo, quem esteve presente seja de corpo, alma e on-line, presenciou mais uma linha na história sócio-política se fazer escrita em nossa cidade.

A histórica marca na diferença de votos para uma reeleição colocou o atual e, agora reeleito, Gustavo Cancellier no patamar do principal líder político da cidade.

Óbvio e claramente, o atual prefeito não conseguiu isso singularmente falando. O seu entorno, a sua staff, a sua equipe durante os quatro anos de gestão e aquele período eleitoral, lá em 2016, naquela outra virada eleitoral histórica, fizeram com que na atualidade a popularidade, acompanhada das ações, ficassem registradas e avalizadas nas urnas.

Por que afirmo que ele hoje é o maior líder político da atualidade na cidade? Ora, meus caros leitores e eleitores, fica evidente o posicionamento de tantos outros nomes, que também foram ou alguns que ainda são (guardadas as devidas proporções) se ergueram em alto e bom som contra sua candidatura ou o grito ensurdecedor de não apoio no silêncio velado de outros.

A batalha que envolveu a comunidade do Rio Carvão, liderada pelo ex-vice prefeito Luiz Henrique Martins, ficou com o simbolismo partidário do numeral 11 como o número de votos que deram a vitória nas urnas naquela comunidade.

A adesão de corpo e alma do ex-prefeito e ex-deputado federal Ruberval Francisco Pilotto às candidatas do MDB, não obteve a mesma resposta na comunidade de Belvedere, local considerado sob sua influência eleitoral, e que acabou dando a vitória contrária na urna. Tivemos o silêncio do ex-prefeito Luiz Carlos Zen (PP), que não se manifestou e ficou explícita a situação de divergência de idéias com a atual gestão, perdendo a oportunidade de estar do lado do atual gestor. Com a declaração feita pelo apresentador da Rádio Som Maior, Adelor Lessa, sobre os motivos do não apoio ao atual prefeito nas eleições, colocou o ex-presidente dos Progressistas, Geraldo Fornasa, distante de apresentar alguma inflência nas urnas. A atitude do atual vice-prefeito Décio da Silva, que não apresentou nenhuma relação amigável e de apoio com o atual gestor, também avaliza a veracidade da teoria da condição não amistosa dos dois.

A vitória histórica nas urnas da comunidade de Santana não pode passar em branco. Não podemos também nos esquecer do posicionamento do ex-prefeito Johnny Felippe, que sempre será peça importante do MDB no tabuleiro eleitoral em qualquer período, e que foi vencido como coordenador e também com a divulgação do perfil, agora não mais anônimo, que estava em seu nome. Não estou aqui desmerecendo nenhum destes líderes, estou aqui evidenciando a popularidade aprovada e comprovada nas urnas.

Todos estes citados foram, são e sempre serão peças fundamentais para a política, mas, neste momento, a população mostra que as coisas e conduções de assuntos mudaram.

Sim! Existem assuntos pendentes que somente o Ministério Público tomará posição e nos dará degraus para nos posicionarmos. Mas, no dia 15 de novembro de 2020 e hoje, nesta quinta-feira chuvosa que teço estas linhas, que sei que serão digeridas por alguns e não tão bem digeridas por outros é a mais pura verdade e creditada por 7.689 eleitores.


Mudança

Segundo informações, a nova jornada municipal passará por reformulações no seu quadro técnico e de confiança. Normal para qualquer gestão que se inicia ou até mesmo que continuará. Novos tempos precisam de novos ares, independente de quem será o projetor dos novos tempos.


Redução

Segundo informações, além da mudança de comando no Samae, o salário também será reduzido. O valor será o mesmo de um secretário municipal.


Mudanças

Pós-eleição e com um novo formato em 2021 uma lista já está sendo feita da reestruturação do quadro de colaboradores do Paço Municipal. A poda vai existir e a nova safra está por vir.


Presença diária

Quem já está a todo vapor, pelo menos com o seu gabinete, é o vice-prefeito eleito, Jair Nandi (PSD). Será uma presença efetiva e a todo vapor nos próximos quatro anos.


Reestruturação

A reunião já está agendada e a pauta será única e exclusivamente reconstrução e reestruturação do MDB, depois de mais uma derrota nas urnas.


Cordialidade

Na sessão desta terça-feira na Câmara Municipal o clima, quase que inatingível de paz e compaixão tomou conta de todos os edis. Despedida de quem ficou pelo caminho e reiteração de compromissos de quem se reelegeu foi o assunto principal.


Saiu mas fica!

Mesmos não alcançando seus objetivos nas urnas, Casagrande (PP) poderá estar no quadro de confiança da próxima gestão. Quase que unânime sua permanência atuando na gestão pública.


Estourou

Odivaldo Bonetti foi o homem do legislativo nas urnas. Com seus 662 votos, Bonetinho continua liderando a bancada Progressista na Câmara e já sai na frente como o primeiro homem forte do partido para a sucessão de Gustavo Cancellier para 2024.


Rompendo

Com a declaração na última sexta-feira, pelo apresentador da Rádio Som Maior, Adelor Lessa, que afirmou que o ex-presidente do PP - Geraldo Fornasa, não apoiaria e não votaria em Gustavo Cancellier e citando os motivos tomados para tal decisão, o assunto pós-eleição continua forte nos bastidores. Inclusive, com um possível afastamento do diretório e da Executiva do partido.


Novo pelos novos

Mesmo não completando nem uma semana de uma derrota que abalaram as estruturas do MDB, o jovem presidente da juventude MDBista- Leonardo Felippe já estava articulando com líderes da região, juntamente com o seu candidato eleito para a Câmara Municipal, Luan Varnier.


Valeu à pena

Acredito que o PSDB merece os parabéns pela forma de campanha. Tranquila, consciente sem a loucura financeira e trouxe novamente a família Sandrini de volta à política.


Juventude ativa

Ficou claro que a juventude é uma realidade a ser levada a sério na política local. A ação de todas as J´s foram fundamentais na corrida do executivo e principalmente no legislativo. Todas as juventudes dos partidos colocaram vereadores. Thiago Mutini (PP), Luan Varnier (MDB) e não havendo juventude constituída, Daniel Moras (PSD).


Sempre serão Elas

Acredito que a participação de uma chapa com duas mulheres, dos dez suplentes mais votados, cinco são mulheres, sendo que a suplente mais votada é do sexo feminino, e dos cargos de confiança da gestão atual, mais da metade são mulheres, reacende a importância da participada cada vez mais efetiva deste público na política local. A mulher não tem que ser cota, mulheres preparadas na gestão publica é uma necessidade.


Stela e Vani

Coragem, determinação e historia. Três palavras que marcaram a campanha destas mulheres em 2020. Lida difícil, intensa e que precisa sim, ser valorizada. Não houve derrotados, houve sim a preferências que a atual situação que se encontra na governabilidade da cidade está fazendo um trabalho avalizado pelo povo. Espero imensamente que estas duas mulheres não desistam e que sirvam de inspiração para as demais.