RANGEL QUAGLIOTO

Assim penso...

Pois então, mais uma eleição municipal chegando e mais uma linha sendo escrita na história urussanguense. Neste domingo, será uma eleição completamente diferente de todas.

Lembra aquela “farra, pinga e foguete?” Pois então, tudo isso foi substituído pelas redes sociais, “memes”, lista de transmissões do Whatsaap e claro, muita estrada percorrida. Foi uma eleição pesada, ruim, uma eleição covarde, não o pleito, mas uma gama de pessoas que compuseram tal pleito.

Se essa foi a “nova política” utilizada eu prefiro imensamente a velha. Saber por quê?

Porque na velha tínhamos apenas o “pedincho” e nesta, além de tal, tivemos a covardia, a mentira, a ignorância, incoerência e tantos outros adjetivos. Aquela discussão da vida pública foi parar na vida pessoal de cada envolvido, direta e indiretamente, com as eleições municipais.

A exposição desnecessária não ajudou em nada, muito pelo contrário, foi um tiro no pé de quem atirou. Quem é do bem e tem interesse de entrar na vida pública, repensou e não quer encontrar estes tipos de articuladores kamikazes que se utilizam do “nada a perder” e colocam tudo a perder, principalmente o bom senso.

Faltou, não de todos, porém da grande maioria, respeito e discernimento em saber que a velha frase “moramos em uma cidade pequena” e que “todos precisam de todos” ainda vai prevalecer.

Uma pena que dia 15 de novembro de 2020 vai chegar,também vai passar, e ficarão cicatrizes, mas não de lutas e glórias e sim de tentativas de desvios de ataques tão sujos que não deixam rastro, deixam sim, mau cheiro.

Mas nem tudo foram fezes! Tivemos ótimas surpresas como novos e bons candidatos. Uma leva de jovens de idade e espírito do bem fazendo parte da corrida ao legislativo. Será uma nova Câmara de Vereadores, pelos menos na sua maioria e tenho certeza que a próxima gestão será algo diferenciado neste aspecto. Acredito que a revisão de formato de como se fazer política ou gestão e administração dela dentro dos partidos também será algo fundamental para uma reformulação até mesmo de caráter. Tenho a total convicção que a eleição não terminará neste final de semana.

Lembra das cicatrizes que eu falei há algumas linhas atrás? Ela ainda sangrarão e acredito, porém não espero que aconteçam, as cobranças pós-eleição. Fiquemos com a razão e a emoção seja colocada nas orações perdoando e sendo perdoados.

Mas que a lição é uma só: está na hora de mudar a forma de fazer e pensar políticas em algumas esferas partidárias.


Não vai!


A candidata a vice-prefeita de Urussanga, Vani Cacciatore não esteve presente no único debate dedicado um bloco aos candidatos a vice. A informação não repercutiu bem nos bastidores e o assunto já movimenta comentários sobre tal decisão.


Tenho dito l


“Para quem me conhece, sabe que sou de poucas palavras. Não me sinto confortável em participar de debates. Porém vocês conhece meu trabalho. Meu trabalho é silencioso e faço por gostar de pessoas. Nunca usei a tribuna para me promover. Aceitei o desafio de ser vice da Stela para poder ajudar muito mais as pessoas. Portanto agradeço pela compreensão de vocês.” Candidata Vani Cacciatore sobre a sua não participação


Debatendo


Excelente o debate dos dois candidatos a vice-prefeito em suas respectivas coligações. Acredito que para uma próxima eleição, um espaço mais destacado cabe para os candidatos.


Recepção pós-debate


Alguns candidatos e simpatizantes dos partidos foram à frente da Rádio Marconi acompanhar a saída dos candidatos. Entre cobranças e gritos de apoio, a PM foi acionada mas não precisou ser utilizada. Tudo acabou bem!


O que eu ouvi (Stela)


Todos aguardavam mais! Com certeza estava mais preparada que o primeiro debate. Mais objetiva, agressiva aos questionamentos, mas não a ponto de causar algum impacto. Levantou algumas questões ocorridas na atual gestão, porém soube iniciar a questão, mas ficou apenas no meio termo, sem uma conclusão que levasse o eleitor a pensar. Pautada e cercada de informações, Stela foi ela na vida real, calma, tranqüila e reflexiva.


O que eu ouvi

(Marquinhos)


Marcos Roberto Silveira foi muito bem. Soube trabalhar todas as pautas levantadas, questionadas e atacou sem pretensão de agredir, mas trazer reflexão ao eleitor. Tem um plano de governo pé no chão. Sabe das dificuldades desta eleição, mas também entendeu que ficou mais forte ainda na vida pública. Tenho uma convicção que ouviremos ainda seu nome nos próximos anos em meio à administração que virá independente do partido. Por que disso? Porque tem potencial e mostrou isso na sua gestão frente à Secretária de Saúde.


O que eu ouvir

(Gustavo)


Sabe aquele jogo de mata-mata em que o time administra a segunda partida, pois tem (hipoteticamente) o resultado positivo? Pois então, o candidato a reeleição estava administrando o último debate das eleições de 2020.

Foi direto nos ataques à candidata do MDB e conseguiu responder e até driblar alguns questionamentos. Não foi muito confrontado fortemente como se esperava, até pelas pautas levantadas nos últimos tempos. E caso venha vencer as eleições, eu sinto que a afinidade com o candidato do PSDB possa estar novamente reatada.


Chamou a atenção


Declaração do candidato Marquinhos (PSDB) foi forte quando disse que tinha a preocupação de um possível retorno da “velha guarda” do MDB, caso o partido “rosso/nero” venha a vencer as eleições. Ficou claro para todos que achavam que existia uma finalidade entre as duas chapas que não é tão amigável assim.