Philomena - a vida após a extrema-unção

Padre Agenor ministra sacramento católico e visita de médico salva mãe e gêmeas da morte


Na semana em que se evidencia os 15 anos do falecimento de Monsenhor Agenor Neves Marques, padre que dedicou 66 anos de sua vida ao sacerdócio e faleceu aos 91 anos em 31 de agosto de 2006 em Urussanga, Panorama SC relata um acontecimento do qual ele fez parte.

Confira a reportagem.



No ano de 1956, uma jovem de apenas 25 anos e grávida de gêmeos travava uma batalha com a morte.

Nos corredores frios e cheirando a medicamentos, enfermeiras e médico se movimentavam para levar seus conhecimentos visando aliviar os efeitos da toxemia gravídica, doença que causava convulsões e sintomas que levariam a paciente ao coma e óbito.

A cena aconteceu no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Urussanga, para o qual o marido Elzo Felippe levou sua amada esposa, deixando em casa o primogênito Sílvio.

Seu nome: Philomena Damian Preve Felippe.

O desespero era grande.

O médico Dr. Aldo Caruso MacDonald passou o diagnóstico para as freiras beneditinas, que administravam o referido nosocômio, informando que o quadro era gravíssimo, com poucas chances de sobrevivência e que a melhor atitude naquele momento era avisar a família para que tomassem as providências necessárias.

Com a esperança de um milagre e se alicerçando na fé, a família solicitou que o Padre Agenor Neves Marques procedesse a Bênção dos Enfermos, conhecida por extrema-unção. Este sacramento católico só acontece em casos de extrema gravidade, quando a pessoa realmente está para morrer.

Mas a vida nos mostra que há neste mundo muito mais do que nossos olhos podem ver ou nossa mente tenha capacidade para imaginar.

Após a bênção dada pelo Padre Agenor, Philomena continuou resistindo e, como um presente enviado dos céus, um médico de Curitiba passou por Urussanga e foi visitar o hospital, tomando conhecimento do caso e, usando um método diferente para tratar desta doença, através de medicamentos, conseguiu reverter o quadro.

O final da história é de felicidade.

Elzo e Philomena viram as filhas gêmeas nascerem e viverem numa numerosa família com seis filhos: Sílvio (in memorian), as gêmeas Maria das Graças e Maria da Glória, Luiz, Hélcio e Sílvia. Hoje, aos 90 anos, Dona Filomena lembra deste episódio acreditando que, pelas mãos do Padre Agenor, recebeu uma bênção maravilhosa que lhe concedeu a oportunidade de criar todos os filhos.




Durante muito tempo, até que Elzo era vivo, o casal costumava visitar Urussanga e a igreja matriz com sua numerosa prole para agradecer a graça alcançada.


Da história

Philomena é neta dos imigrantes italianos Maria Bez e Osvaldo Damian Preve, os quais chegaram em Rancho dos Bugres, Urussanga, em 10 de janeiro de 1884.

Seu pai, Thomaz Damian Preve, que exerceu as profissões de ferreiro e Juiz de Paz, casou-se com Tereza Buratto, indo residir em Treze De Maio, onde a protagonista desta história nasceu em 30 de julho de 1931.

Seguindo os costumes da época, Philomena casou-se ainda bem jovem e o seu príncipe encantado Elzo Felippe a levou para residir em Azambuja, no vizinho município de Pedras Grandes, onde os dois construíram uma bela história familiar e empresarial no setor da vitivinicultura. Elzo faleceu aos 89 anos em outubro de 2018, no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Tubarão.