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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

MAURO PAES CORREA

Tudo igual



O fim da isenção das importações de pequeno valor, pretende arrecadar mais dinheiro para os cofres públicos e como consequência indireta, trazer maior competição para a indústria nacional. Segundo algumas estatísticas, chegam aproximadamente do exterior, 50 mil pacotes de encomendas internacionais que possivelmente não são tributadas, utilizando a regra atual de isenção de 50 mil dólares.

Com o fim do benefício, voltamos de certa forma ao passado, quando não havia a isenção e dificilmente o brasileiro importava alguma coisa de fora. Claro que o cenário era outro, o e-commerce e os aplicativos de compra não eram populares e para fazer o contato com os fornecedores, era necessário um verdadeiro malabarismo.

Enquanto persistia a brecha fiscal, as empresas do exterior fizeram a festa, maquiando o valor dos produtos e fragmentando uma encomenda em vários pacotes, evitando a taxação dos produtos e as próprias empresas, diante das notícias de uma possível taxação, cancelaram as novas compras com frete grátis ou outras benesses, de suas plataformas.

Obviamente, para o consumidor é uma péssima notícia, pois era uma forma de comprar pequenos produtos sem os impostos abusivos do Brasil, que afetam não apenas os consumidores, mas os empresários.

De qualquer forma, a importação continuará permitida, desde que você pague os 60% de importação e uma segunda consequência que poderá ocorrer, é o aumento do contrabando via Paraguai e Uruguai, que teve grande declínio nos últimos anos, principalmente quanto a produtos de tecnologia.

E finalmente, até mesmo a má notícia que atinge inicialmente seu bolso, pode ser contornada. Os produtos nacionais trazem a mesma qualidade e preços similares, com a vantagem do consumidor contar com todas as garantias do Código de Defesa do Consumidor, que claramente não era atendido pelas empresas estrangeiras.

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