MAURO PAES CORREA

A concessionária na área


Na sexta-feira passada, eu obtive uma notícia, direto da fonte: se confirmada, a atual concessionária de telefonia (que todo mundo sabe quem é), vai oferecer fibra ótica, telefonia e TV no formato digital no centro de Urussanga.

Sinceramente, sou a favor da concorrência. É sempre saudável e benéfico para o consumidor. Não entra apenas na conta a questão de preços e sim pós venda. Pós venda, apenas para relembrar, é o atendimento após o serviço estar em operação (e este fator conta muito para o consumidor, pois é um dos principais motivos de desistência de um produto ou serviço, não apenas na área da tecnologia ou comunicações).

Pois bem, voltando ao que interessa: a empresa, que teve uma reviravolta na sua estratégia comercial, vendendo vários ativos (como a rede de telefonia celular), parece focada no mercado triple-play (Televisão por assinatura, telefonia e Internet), sob a boa e confiável fibra ótica.

Para as concessionárias de telecomunicações, o caminho de expansão é muito mais fácil que o das pequenas operadoras. Comecemos com aluguel de poste: as concessionárias pagam muito menos ou dependendo da região, não pagam aluguel de postes. É uma enorme vantagem em seu favor, principalmente quando operam em grandes cidades, dificultando o mercado dos pequenos provedores (e são eles que fazem a diferença no atual cenário).

Basta seguir os trâmites burocráticos e “colocar o carro na rua”. Literalmente. Pelo menos, confirmada a notícia, talvez muito em breve vamos aposentar o bom e velho fio de cobre, que serviu por muitos anos para matar saudades de quem estava longe e que anos depois permitiu a inclusão dos urussanguenses no mundo digital. Principalmente, naquela época em que tudo era novidade.


Mudando de assunto


Já observou que em algum momento você recebeu mensagens (à depender de sua operadora), de que o seu sinal móvel foi ampliado? Verdade: com a venda dos ativos da concessionária (que também atuava na móvel, como dito anteriormente), as operadoras que absorveram o seu mercado, liberaram o sinal para seus clientes. Quando houve a venda dos ativos (torres, estrutura e clientes), a divisão de venda foi muito bem feita: nenhuma das empresas compradoras da estrutura, espalhada em todo o Brasil, comprou uma fatia significativamente maior que a do concorrente. Os ativos vendidos, foram divididos em partes iguais.