MAURO PAES CORREA

Os caminhos da fidelização


Sempre foi uma tática das operadoras de telefonia móvel, manter o cliente em sua base de forma anual.

A técnica é explorada desde o início dos anos 2000, após a venda dos ativos da Telesc e o início da operação da Global Telecom, gerando a concorrência esperada com as privatizações e a melhor forma encontrada, era a de fidelizar o cliente.

Em termos de marketing, a técnica sempre funcionou bem, principalmente se observamos que para os clientes, sempre houve um jogo de “ganha-ganha” para os dois lados.

Os clientes sempre receberam descontos ou participação em promoções e a operadora, garantia que aquele cliente estaria em sua companhia por mais doze ou vinte e quatro meses.

Depois de tantos anos, a fidelização continua sendo a principal forma de retenção de cliente, mas o fator cobertura de rede, ainda é um dos fatores mais relevantes para o cliente.

Porém, diferentemente do passado, a fidelização está mais acirrada, principalmente quanto aos descontos de celulares e aumentos expressivos de franquia. Sem considerar é claro, que neste segmento os preços dificilmente sofrem reajustes e o custo do serviço é um forte atrativo para novos consumidores.

É interessante a fidelização para o cliente? Sim, principalmente em regiões onde há somente a cobertura de uma operadora.

O cliente, de forma inteligente pode fidelizar seu contrato, pois não há outra opção.

A fidelização é interessante, desde que o serviço seja bom ou satisfatório. Para finalizar: algumas operadoras estão oferecendo descontos de até 30% na compra de um smartphone topo de linha, desde que o consumidor contrate um plano com fidelização mínima de 12 meses.

Lembre-se de que você pode cancelar o contrato à qualquer tempo, desde que sinta-se prejudicado.