MAURO PAES CORREA

Sequestro de dados



Se no passado, as empresas preocupavam-se muito mais com a aquisição de equipamentos, o atual cenário exige investimento em segurança da informação.

Especificamente, com técnicas efetivas para a cópia de dados e o indispensável: utilizar um mix de técnicas, desde as antiquíssima cópia em discos externos, com replicação em nuvem de todos os dados.

Evita um cenário de sequestro de dados? Não necessariamente, mas diminui imensamente o risco de que em caso de sequestro de dados, cópias anteriores não sejam comprometidas.

O problema é que o sequestro de dados há muito deixou de ser apenas uma mera tentativa de resgate. Os sequestradores copiam seus dados e podem divulgar e/ou vender no submundo da Internet, todas as suas informações.

E ninguém garante que ao pagar o resgate, as informações não sejam comercializadas.

O que se faz em um cenário como este, é gerir o risco.

Dados sensíveis, de segurança comercial e segredos de indústria, precisam de proteção ímpar. Basta por parte dos empresários e até mesmo a administração pública, demonstrar interesse em investir na área. Até pelo fato de que a própria Lei Geral de proteção de Dados, que está valendo, que cobra a aplicação quando à segurança da informação de dados pessoais, bem como as normas NBR/ISO.

Vai ter custo?

Certamente, mas em tempos de piratas da internet, é infinitamente vantajosa adoção de boas práticas e minimizar o máximo o risco de ter o nome da empresa ou instituição pública, jogado na lama.

Se ainda assim, houver resistência, basta ler as notícias e observar quão comum tornou-se mais esta barbárie.

Buscar ter uma conversa franca com seu gestor e equipe de TI, pode ser um divisor de águas quanto à segurança de dados.

Muitos profissionais conhecem o assunto, e “se viram como podem”, diante da insistência generalizada em tratar assuntos do mundo digital como custo ao invés de investimento. E você, fez seu backup hoje?