MAURO PAES CORREA

Tecnologias convergentes


Desde que a Meta se apoderou do Instagram e WhatsApp, a integração dos produtos e serviços oferecidos aos usuários, é um caminho sem volta. São palavras do próprio Mark Zuckerberg, sobre a convergência entre todos os seus produtos e uma das iniciativas que devem ser disponibilizadas em breve, é a possibilidade de realizar videochamadas com links que direcionam para o WhatsApp e que podem ser compartilhados com outros contatos para reuniões de amigos, familiares ou negócios.

Esta funcionalidade claramente busca disputar o mercado de reuniões online com o Google Meet, Zoom e Microsoft Teams, ainda que não tenham um viés corporativo e tão profissional, como encontramos nas outras ferramentas. Desde sempre, Zuckerberg externou a sua vontade de que os usuários da Meta, que inclui também o Facebook, não precisariam sair de suas aplicações para realizarem suas tarefas, que agora inclui a possibilidade das videochamadas com terceiros.

A convergência de tecnologia é intensa nos produtos da Google e Microsoft, que há anos trilham este caminho. Suas ferramentas de e-mail, calendário, chat, compartilhamento de arquivos e videochamadas entregam para os usuários o que se considera em desenvolvimento de soluções, o “estado da arte”. As empresas que pagam pelo uso das ferramentas, que o digam, uma vez que o ganho de produtividade é assombroso, principalmente nesta era pós-covid, voltada para o trabalho híbrido ou home-office.

Até mesmo quem utiliza pouco soluções online, como e-mails gratuitos, é beneficiado pela convergência tecnológica, que dificilmente ocorria no passado e tínhamos softwares diferentes, com funções duplicadas ou que não se comunicavam entre si. Nos dias atuais, construir uma aplicação e disponibilizar ao público, sem ao menos pensar em convergência, é um tiro no escuro. Têm tudo para dar errado.