MAURO PAES CORREA

27 anos do Windows 95


Polêmico e revolucionário, o primeiro sistema operacional realmente popular, o Windows 95, foi um divisor de águas para a computação pessoal. Era um sistema que até hoje tem traços presentes no Windows 11, como a barra de tarefas, o menu Iniciar, o Windows Explorer e inúmeras outras características, como muitas teclas de atalho.

Ao mesmo tempo em que popularizava a computação pessoal, ganhava a fama de polêmico graças aos seus travamentos, conhecidos como “telas azuis da morte”, testando a paciência do usuário em muitos travamentos. Inúmeros arquivos abertos, como planilhas e documentos que não foram salvos, ficaram apenas na lembrança do usuário. Era necessário muitas vezes, recomeçar o trabalho do zero.

Nem Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft, escapou do vexame. Em uma das apresentações do Windows, o sistema apresentou tela azul, deixando-o sem ação. De qualquer forma, o produto foi e continua sendo um sucesso em computadores de mesa notebooks. Uma façanha e tanto, se considerarmos que a Microsoft conseguiu dominar um mercado por mais de 30 anos. Nem mesmo a IBM conseguiu tamanha façanha até hoje.

Curiosamente, o Windows 95 tinha um concorrente muito bom (melhor até, em muitas funções), que era o OS/2 da IBM. Mas o marketing da Microsoft, a estratégia de suportar o antigo sistema MS-DOS, que era muito popular e utilizado em todo o mundo, foi ponto decisivo para a adoção em massa do novo sistema.

A Microsoft fez do Windows 95, um grande aprendizado. Corrigiu nas versões subsequentes, de forma gradativa, inúmeros erros, aprendeu com os sistemas livres (como Linux e FreeBSD), como manter um sistema estável e percebeu que é impossível desapegar do sistema alguns detalhes, como o suporte ao MS-DOS e à forma como o usuário interage com o sistema, que ainda é similar ao Win 95. E claro, trouxe bilhões de dólares para o caixa da companhia.