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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

MAURO PAES CORREA

Novos smartphones


Para os chineses, a marca OPPO não é necessariamente uma novidade. Segundo os consumidores orientais, é uma boa marca, que compete de forma justa com outros concorrentes do país, como a XIAOMI, por exemplo.

Os brasileiros, já possuem oficialmente mais uma opção de escolha, com a chegada da marca. Inicialmente, a fabricante homologou na Anatel apenas suas versões básicas e intermediárias, sem o 5G, o que dá a entender que o objetivo é conquistar os consumidores e fortalecer o nome da marca, estratégia comum em mercados emergentes.

Outros smartphones com origem em outros países, desembarcaram em terras brasileiras e não tiveram o sucesso esperado. A resposta, é encontrada diretamente entre os reparadores de smartphones e o mercado de reposição de peça. “Alguns produtos não possuem forte venda, justamente pela dificuldade de peças ou até mesmo técnicos que tenham familiaridade com alguns produtos, que tem características diferenciadas”, pontua um pequeno empresário que vive de reparos e venda de acessórios para smartphones.

É muito bom optar por um bom smartphone, que entrega preço e qualidade? Com certeza. Porém o consumidor deve preocupar-se muito mais com o pós-venda, que é justamente a capacidade dos fabricantes em suprir o mercado de reposição, o que populariza a marca.

Tanto é que o mesmo problema é encontrado no mercado automobilístico. Basta olharmos um pouco para os últimos dez anos e observar que até mesmo marcas de renome no mercado internacional, não vingaram por aqui. E o motivo muitas vezes sequer era falta de confiabilidade e sim o cenário de reposição de peças.

Também há os “micos”, aparelhos que prometem ser um sucesso e com o passar do tempo, não encontram mercado de reposição ou influenciam o consumidor para um novo caminho, como na era do Windows Phone (que foi por água abaixo). Incrivelmente, no segmento de smartphones há ao menos dez micos em termos de marca, que não deram certo no Brasil, com algumas delas ainda ativas e outras, abandonaram nosso mercado.

Para o público com pouco poder aquisitivo (a grande maioria, do qual me incluo), aventurar-se em uma marca que é reconhecida no exterior, não é uma má ideia. Tenho minha quota de frustrações com alguns aparelhos que adquiri há oito ou sete anos, que eram confiáveis, mas quando quebravam, não havia peças. A sensação que você tem, é a de dinheiro jogado fora.

A melhor dica que eu posso oferecer para você, é tão antiga quanto os sábios ditados de nossos avós: espere o produto ser adquirido, observe as avaliações na Internet e depois, faça sua compra.

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