MAURO PAES CORREA

Start...down?


As startups , conhecidas por empresas novas de tecnologias ou projetos que estão em fase final de apresentação ao mercado, estão enfrentando um verdadeiro inferno astral. O problema é que antigamente, era normal as novas empresas apresentarem prejuízos e o futuro investidor tinha a possibilidade de cobrir o “rombo”, pois grande parte destas empresas poderia vir a ter um futuro promissor em seu segmento de atuação. Era um jogo de apostas que quase sempre dava certo e garantia o emprego das equipes iniciais. Foi assim com inúmeras empresas que hoje fazem parte do nosso dia a dia.

Porém, após a crise mundial gerada pela guerra, o cenário mudou drasticamente. Os investidores estão mais cautelosos e o aumento da taxa de juros, tem afugentado os bancos dos segmentos ou até mesmo os empreendedores ficam receosos em adquirir empréstimos, principalmente fora do Brasil.

Qual é o resultado? Menor investimento nas startups e a explosão de demissões que andam acontecendo neste segmento de empresas. Há relatos de colaboradores que foram contratados em uma segunda-feira e demitidos na sexta, e muitas destas demissões acontecem através de reuniões online, o que causa indignação por grande parte dos empregados recém despedidos.

Os recém desempregados ou que buscam colocações no mercado de trabalho, agora estão mais cautelosos: preferem um emprego em uma empresa sólida, que em uma nova empresa, com menos de um ano ou ainda em estágio de desenvolvimento ou comercialização de suas soluções.

O episódio está sendo conhecido como a “bolha” das startups. Ou seja, houve muita contratação e entusiasmo nos últimos anos, que a atual realidade impossibilita muitos modelos de negócios continuarem sua trajetória.

O fato não deve servir de desalento para os profissionais da área, muito menos os estudantes. A má fase das startups, vai passar. Os empregos crescerão novamente, pois sempre haverá demanda de bons profissionais de tecnologia, principalmente desenvolvedores. E a grande dica do dia: se você está empregado e receber uma proposta de uma startup, pense duas vezes. Não é o momento certo de trocar de trabalho.

Espere ao menos um ano para reavaliar suas posições e observar o cenário mundial. A recuperação das startups, cenário atual e demais informações, estão sempre em destaque na mídia especializada. Para as startups, que normalmente precisam de dinheiro de investidores, pois quase sempre não possuem capital inicial próprio para início de operações, o momento precisa ser favorável. É o investimento que paga a mão de obra e demais fatores em uma empresa jovem.

A história no segmento da tecnologia, não é cíclica, mas há algumas fases conhecidas. Há o movimento de idealização, o “boom” de novas empresas, a inserção destas no mercado e o momento de baixa ou até quebra. Todas as grandes empresas, um dia foram informalmente startups e passaram por todo este processo. Pense nisso!