MAURO PAES CORREA

Windows 11 na berlinda


Os indicadores não andam nada favoráveis para a Microsoft. Segundo relatórios que buscam mapear o impacto de instalações da nova versão do sistema operacional, o Windows 11 está com “baixa procura” no mercado.

Perde até mesmo para as versões atualizadas do Windows 10, que parece seguir a velha receita de que “time em que se ganha, não se mexe”, para usuários domésticos e empresas. O mesmo aconteceu com o Windows XP, Windows 7 e agora com o Windows 10. A demora da aceitação do mercado suscita preocupação do mercado e desenvolvedores.

Um dos fatores principais é a reclamação de que o Windows 11 é um “mix” de visual do Mac OS (sistema da Apple para desktops, servidores e notebooks) e uma vaga lembrança de funções do Android.

De fato, até lembra uma ou outra funcionalidade, ainda que o visual seja realmente mais “clean” que o do Windows 10. De qualquer forma, ao menos no exterior, o principal fator é impedir o máximo de personalização por parte do usuário para que não seja possível compartilhar com o sistema informações pessoais, algo bem mais fácil de fazer no Windows 10.

Outros fatores que ainda contribuem para a lentidão do upgrade (melhoria) dos sistemas é os requisitos mínimos, que exigem processadores mais novos. Como o preço dos componentes está inflacionado pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, preço do dólar e problemas de logísticas relacionados ao Covid na China, acredita-se que em entre seis meses à um ano, estes indicadores de instalação do novo sistema ganhem força.

Os técnicos e reparadores de computadores, também estão aconselhando seus clientes com a manutenção ao menos por enquanto, do Windows 10. “É um sistema novo, então não sabemos qual vai ser o impacto nas empresas quanto à compatibilidade de aplicativos internos”, explana um profissional de Urussanga.

“O novo Windows parece ser um pouco mais burocrático para a ativação e desativação de recursos na parte técnica, apesar de que para os usuários estas funções ficaram mais fáceis de serem acessadas pelo botão iniciar, que agora fica no meio da tela”, explica outro entusiasta.

De qualquer forma, minha recomendação é: se você é empresário, peça para o profissional ou equipe de TI testar o impacto de seus softwares no novo sistema e faça a atualização. É um sistema mais seguro e em segurança, devemos pecar pela prudência. O mesmo recado vale para usuários domésticos e o velho conselho: faça backup de todos os seus dados, caso seja necessária alguma reinstalação de sistema.

Outro alento que trago de antemão: o sistema aparentemente não parece ter bugs graves, como nas versões do passado e com o hardware (equipamento) com o mínimo de requisito necessário, o sistema roda de forma leve e sem muita complicação. Claro que diante do novo visual, você acaba passando por um novo aprendizado. No resto, é tudo como sempre. Windows.