MAURO PAES CORREA

Sem limites


É a melhor definição que posso encontrar para os criminosos virtuais.

Com técnicas cada vez mais sofisticadas, utilizando o máximo de engenharia social, os criminosos agora estão passando-se por suporte técnico do WhatsApp, utilizando o logo oficial da companhia como avatar (foto de perfil).

Infelizmente, muitas pessoas caem no golpe, pois para grande parte delas, tudo que a tecnologia traz “parece ser verdadeiro”.

Infelizmente não é, a começar por esta última modalidade de golpe. Não existe suporte técnico do WhatsApp e de outros aplicativos em uso de larga escala, de forma humana. Normalmente você somente consegue suporte através de e-mails ou página do mensageiro. Justamente, para evitar este tipo de problema.

O que ainda anda incomodando muita gente, é o golpe do falso contato. Este, já virou popular. O grande problema é que o número de golpes é enorme e o efetivo de investigação é pequeno.

O que acaba acontecendo é eventualmente algum golpista em larga escala, ser capturado e naquele momento, o meliante digital cai nas garras da Lei.

É o golpista de redes de relacionamento, redes de mensagens, redes sociais, até mesmo com o envio de SMS, que infelizmente muitos acabam clicando e infectando seu dispositivo.

A melhor opção é ser o mais radical possível e não clicar nos links que chegam em suas redes sociais e de mensagens.

Nestas horas, a educação digital faz grande diferença, pois por mais que a maioria das pessoas saibam interagir com a tecnologia, desconhecem o lado negativo que ela traz, dentre deles, a criminalidade que estamos vendo por aí no meio digital.

Com a adoção do próximo protocolo de Internet, que permitirá identificar efetivamente quem faz o ataque e a colaboração das grandes empresas de tecnologia com as autoridades policiais, a tendência é do aumento de prisões de criminosos que trabalham sozinhos (os lobos solitários) ou em grupo. No Brasil, grande parte dos golpes deste nível, são feitos por brasileiros.

Somente no segmento de sequestro de dados, observa-se uma maior participação de estrangeiros, solicitando o resgate em bitcoins.

Outra preocupação é o uso consciente do PIX. Muito cuidado se alguém pede para que você faça uma transferência, principalmente se é um familiar. Quando a conversa chegar no “perdi meu celular e estou com outro número”, desconfie na hora.

Por fim, acredito que o tema educação digital, pode ser ensinado nas escolas.

Ainda não temos em grande parte das escolas computadores ou tecnologia, mas um professor pode sim, ensinar para a juventude, como prevenir-se de diversos problemas na área.

Como dizem os mais experientes, a garotada está nascendo com celular no berço.

Bom fim de semana!