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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

MAURO PAES CORREA

Fabricantes em maus lençóis


Anos depois, depois do escândalo que afetou a indústria automotiva, que adulterou os exames de gases em análises na Europa e nos Estados Unidos, agora a indústria de smartphones está com sua reputação seriamente manchada.

Duas fabricantes de renome, a Samsung e a Xiaomi, estão sendo acusadas de enganarem seus usuários com testes de desempenho que não correspondem com a realidade.

Infelizmente esta é uma tática que não é nova e não afeta somente o segmento da tecnologia. A legislação brasileira e de muitos países, dão margens aos fabricantes de oferecerem aos consumidores, alguns indicadores que podem não ser muito confiáveis, principalmente se a origem dos produtos são de países que não adotam nenhuma regulamentação, seja através de órgãos ou institutos, como o INMETRO e ANATEL (para eletrônicos) no Brasil.

Como o usuário é enganado?

Simples: quando o aparelho detecta que está rodando um aplicativo de desempenho, o smartphone “acelera” o máximo de suas funções, se comparado com as condições normais de uso.

O pesquisador que descobriu a trapaça, John Poole, postou publicamente seus resultados e métodos de avaliação no Twitter, não deixando alternativa para que ao menos a Samsung reconhecesse publicamente a falha e “prometer” atualizar seus softwares para que números falsos de performance sejam exibidos. Xiaomi, até o momento, não respondeu ao pesquisador.

O problema é que estes números são inflacionados em até 30%, e na indústria de smartphones, indicadores de desempenho são um grande fator de escolha do consumidor.

Quem compra um aparelho baseado em indicadores de performance, pode acabar comprando gato por lebre.

Minha sugestão é a de que você momentaneamente não dê muita atenção para estes números (ao menos por agora) e compre seu smartphone baseado em indicadores de memória, espaço interno, poder de processamento e qualidade das câmeras. Por si só, se é um produto de qualidade, seu custo benefício será interessante.

Se formos aplicar na prática o Código de Defesa do Consumidor, para estas empresas no Brasil, com a “trapaça” devidamente comprovada, a dor de cabeça será grande.

No fim das contas, o “jeitinho brasileiro” entrou na onda da globalização.

O consumidor, com certeza não vai “deixar” barato. Há tivemos no passado, justamente por problemas de reputação, o abandono de algumas marcas, o que causou até mesmo sua falência. Difícil de acontecer no momento para as duas fabricantes, mas o prejuízo financeiro, com certeza será motivo de ira dos acionistas.

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