MAURO PAES CORREA

O dilema de comprar um PC novo


O leitor João Batista, servidor da prefeitura, fez o seguinte questionamento: como comprar um computador ou notebook, com o dólar com o preço alto? Respondo antes de mais nada, que grande parte dos equipamentos eletrônicos, possuem seu valor atrelado ao dólar e que as oscilações de valores, afetam sempre o seu bolso, da mesma forma que a gasolina.

O que podemos fazer diante desta situação, é usar a nossa boa criatividade brasileira. Vamos à um exemplo: O dólar está batendo ou talvez até já tenha chego aos seis reais, no momento em que você estiver lendo este texto. Falta dinheiro, mas sobra vontade para adquirir um novo equipamento, seja notebook ou computador de mesa, para infinitas possibilidades. A maioria dos consumidores, provavelmente adquire para estudos ou auxílio em seus rendimentos, afinal o home office (trabalho em casa), veio para ficar.

Com o dólar alto, não conseguimos comprar um computador i7 e muito menos um i5, pois os processadores ficaram com o preço muito acima do planejado. O mesmo vale para os processadores topo de linha da AMD, concorrente da Intel, líder de mercado. A solução brasileira é comprar um computador de menor poder de processamento e compensar esta diferença em componentes que são muito mais baratos e que fazem a diferença, minimizando significativamente a perda de poder de processamento.

Por exemplo, você pode comprar um disco rígido (HD) com menor capacidade de armazenamento, mas com a tecnologia SSD, que é muito veloz e aproveita todo o desempenho do processador. O uso de um disco SSD pode melhorar a performance de um computador em até 30%. O interessante é que o preço do disco SSD vem caindo, inclusive em dólares, pois no mercado internacional, está virando um padrão de indústria. Ou seja, os novos computadores já possuem como padrão, o disco SSD.

Outra boa dica é você comprar uma quantidade maior de memória RAM. Ao invés de 4GB de memória RAM, tente optar por adquirir um modelo com processador de menor folego, mas com 8GB de memória RAM. A combinação de um disco SSD e memória RAM, ainda que o computador possua um processador abaixo do patamar do i5 ou até do i3 em termos de processamento, será bastante útil nas tarefas do dia à dia e permite uma economia significativa de valores para o seu bolso.

Em tempo: eu mesmo apliquei esta regra no meu computador pessoal, que já possui mais de dez anos (é um i3 antiguíssimo). Troquei o seu disco rígido HD tradicional, por um SSD e coloquei mais 4GB de memória RAM. Não precisei adquirir um novo computador, investindo em torno de 30 a 40% do valor de um computador novo e garantindo a sobrevida do equipamento por mais alguns anos.

Sem contar é claro, que o meio ambiente também agradece, pois é um lixo eletrônico à menos. Em tempos de dólar alto, dinheiro curto no bolso, nos resta inovar. E talento e inovação, para desafios, o brasileiro tem de sobra.