MAURO PAES CORREA

Vamos, 5G!


As regiões de Tubarão e Criciúma, cada uma à seu modo, estão unindo forças de forma indireta em relação aos estudos de legislação para suportar a nova tecnologia.

A nova “Lei das Antenas”, trará uma série de novidades, em especial a desburocratização para as operadoras instalarem os equipamentos, que são menores, podem ser inseridos em qualquer local viável de cobertura, pois a tecnologia 5G precisa do máximo possível de retransmissores, atuando em um sistema de células interconectadas. Quanto mais células, melhor a cobertura e a capacidade de transmissão de dados.

E como os municípios podem garantir o mais rápido possível, a tecnologia em seus domínios?

Primeiramente é claro, aprovar sua Lei, que estabelece os regramentos para o 5G.

Em uma audiência pública que participei, com a presença dos engenheiros de todas as operadoras credenciadas a participar, os testemunhos foram claros, de que aqueles municípios que estiverem com a Lei aprovada e com as outras ações indiretas resolvidas, podem sim, ter prioridade no processo de implementação da tecnologia.

O maior entrave não é a Lei em si, mas algumas ações indiretas, como a limpeza do espectro.

Ou seja, a limpeza do sinal onde transita as frequências do 5G. Um dos equipamentos que poluem esta faixa de frequência são as antenas parabólicas analógica (as famosas antenas maiores).

Cabe à cada município, aplicar sua política de incentivo ao desligamento e remoção deste dispositivo. Até pelo fato de que as operadoras de TV aberta, gradualmente ampliam o sinal da TV Digital e com o 5G, os serviços de streaming e até mesmo a oferta de recebimento de sinal digital através de suas redes, junto com seus planos de dados, pode ser uma realidade extremamente comum.

O benefício não será apenas de conectividade e sim de cobertura, pois será uma obrigação da operadora interessada, realizar ampla cobertura nas áreas de abrangência.

E claro, uma nova era rápida, dinâmica e interativa, abre-se neste século 20. O 5G traz resultados positivos em todo o seu ciclo de uso, tornando realidade a Internet das Coisas, permitindo qualquer dispositivo estar na grande rede e uma infinidade de usos na indústria, agronegócio, medicina e outras áreas.