MAURO PAES CORREA

Sol e vento, são tech

Precisamos cada vez mais, de matrizes energéticas. Não necessariamente pelo fato de que é indispensável reduzir a dependência do carvão mineral, que gera muito energia e renda, movendo várias cidades da região e sim aumentarmos a exploração de todas as matrizes energéticas possíveis.

Neste cenário, temos o Sol e os ventos que sopram favoravelmente em nossa região sul catarinense. Ainda que tenhamos períodos de chuva ou ausência de ventos, é possível fazer um mix (mistura) destas duas tecnologias em uma mesma área.

A primeira área a ser impactada com as novas tecnologias, que são renováveis, são as residências. O investimento na geração de energia eólica (vento) ou solar (Sol), é alto, mas calculando-se em anos, o retorno aparece e daí por diante, é altamente lucrativo. As empresas privadas, também aderiram à novas fontes de energia. Demonstra para a sociedade de que elas são responsáveis e preocupadas com o futuro da sociedade.

Por fim, temos as concessionárias de energia e cooperativas. No norte do Brasil, empresas privadas estão vendendo energia obtida exclusivamente deste meio, com usinas gerando em média 250MW de energia. É energia o suficiente para abastecer muitas casas.

Em reservado, conversei com um engenheiro da área, que basicamente disse-me o seguinte: “Em vinte ou trinta anos, precisamos dobrar ou triplicar a capacidade energética do país. Não é apenas o consumo dos eletrodomésticos ou o aumento da tecnologia da sociedade. O evento mais importante será a chegada do carro elétrico, o que vai demandar alta carga de consumo energético”.

A sua fala tem lógica, pois até 2050 muitos países querem eliminar de vez a produção de motores a combustão e utilizar somente motores elétricos em veículos. De onde virá tanta energia? Além do carvão, usinas nucleares, obviamente do sol, do vento e do mar. O mar também gera energia, mas é assunto para uma próxima oportunidade.

Há outro detalhe interessante, que debati com este mesmo engenheiro. Segundo ele, o preço da energia por um determinado período de tempo, manterá-se o mesmo, se a concessionária ou cooperativa optar por matrizes renováveis como fontes auxiliares de energia. Quando o preço do investimento estiver quitado, naturalmente o preço de geração, será muito menor. O consumidor e o meio ambiente serão imensamente beneficiados.

Por fim, temos o interesse governamental. É mais barato fornecer incentivos para que casas ou empresas optem por novas fontes de energia e fornecer subsídios, da mesma forma que para as cooperativas ou concessionárias. Estrategicamente, é muito mais caro o próprio governo construir toda a estrutura para si e fazer posteriormente a venda da energia. O país é continental e cada região possui suas particularidades. Não será surpresa observarmos em futuros contratos de concessão de redes de energia, ações voltadas para a geração de energia limpa.

Um bom fim de semana!