MAURO PAES CORREA

5G vem aí!


O governo brasileiro acertou o passo e vai fazer o leilão das frequências que a tecnologia 5G opera, porém com uma novidade: os vencedores dos leilões precisam separar a rede pública (utilizada por provedores de serviços, como internet e telefonia), da rede do governo (de caráter privado e com tecnologia diferenciada). Esta foi a forma encontrada para fazer com que todos os fornecedores de tecnologia 5G possam participar dos leilões.

Tecnicamente falando, a Huawei é a líder insuperável em qualidade e baixo custo de implantação das redes. Não é uma opinião e sim um fato consumado. O receio do governo de haver algum tipo de dispositivo oculto para capturar informações sensíveis, foi contornado com a separação das redes de tecnologia. A rede do governo, por exemplo, pode utilizar tecnologia de outros países, como da Nokia (Finlândia), Ericsson (Sueca), Samsung/NEC (Coréia do Sul e Japão, que se uniram para trabalhar em uma tecnologia própria.

Presumidamente, as operadoras de telefonia no Brasil, tendem à trabalhar com a Huawei, principalmente pelo baixo custo de implementação e a maioria dos smartphones novos já trabalharem em algumas linhas, com 5G ready (pronto para o 5G).

O que o 5G tem de tão bom? Ele é muito, absurdamente rápido e pode desacelerar o mercado atualmente atendido pelos provedores de internet com conectividade via fibra óptica. A outra vantagem, é a mobilidade que os próprios smartphones já possuem e do qual estamos muito acostumados.

Como nem tudo são flores, o problema de implementação do 5G, mesmo pós leilão é a necessidade de alterar os códigos ambientais dos municípios, estados e União, para que permita a instalação desburocratizada de novas torres de celular. Mesmo que muitas operadoras compartilhem estrutura atualmente (as torres, por exemplo, são compartilhadas dependendo da localidade), o 5G precisa de torres em um médio alcance para que a tecnologia 5G chegue com força nas localidades atendidas.

O 5G vai matar a fibra ótica? Não, da mesma forma que os cabos de rede para computadores persistem até o dia de hoje, trabalhando em harmonia com a comunicação Wi-Fi. As tecnologias se complementam, durante um certo período de tempo.

Para o consumidor, o 5G vai baratear ainda mais os custos de conectividade e trará uma infinidade de recursos ao usuário final, que atualmente sequer pensamos que sejam capazes de existir, como roupas , geladeiras, sensores e câmeras de monitoramento acessíveis direto via 5G, em um único toque.

Na nossa benedetta, por exemplo, a implementação de qualquer tecnologia passa por um grande empecilho: o município é grande e a densidade populacional é baixa. Porém, temos uma carta na manga: a renda per capita (renda por habitante), ainda continua sendo um dos maiores atrativos da cidade (as outras cidades da AMREC acompanham de perto Urussanga neste quesito). O que justifica investir em uma cidade com novas tecnologias, como a nossa? Dinheiro, evidentemente. Não será surpresa ver nossa cidade ter a implementação do 5G em um prazo muito similar aos das grandes capitais. Aguardemos esta próxima revolução da tecnologia.