MAURO PAES CORREA

A inegável melhoria da qualidade da vida


Os nonnos devem lembrar dos tempos antigos, onde as pessoas necessitavam uma das outras e que o que se falava, devia ser cumprido. Eram tempos difíceis, dos quais quando você conversa com qualquer pessoa acima de 70 anos, possivelmente concordarão com o que escrevo hoje.

Além da falta de tecnologia, tínhamos a ausência gritante de evolução na área de saúde. Imagine viver como nossos antepassados, sem acesso a antibióticos, vacinas, exames dos mais variados que buscam diagnosticar ou prevenir precocemente doenças graves e que em muitos outros aspectos, melhoram significativamente a qualidade de vida de quem está enfermo.

Na nossa sociedade atual, trabalhamos muito, é verdade, mas principalmente em busca de bens materiais. Nossos nonnos também se preocupavam com isso, mas a parte material implicava principalmente em ter uma casa decente para seus filhos e uma boa parcela de terras para trabalhar. Se fosse possível, conseguir depois o sonho de fazer seus filhos estudarem. Muitos do nosso povo assim agiram.

Ainda nesta inda e vinda do passado, talvez a juventude não saiba que diante da ausência de tanta tecnologia na medicina, nossos antepassados tinham que contar com a fé, imprescindível inclusive nos tempos de hoje, assim como um tratamento médico com remédios, do qual a maioria deles ainda não eram desenvolvidos como hoje.

Hoje temos medicamentos específicos para pacientes com câncer, que são desenvolvidos de acordo com o DNA do paciente, com o objetivo de melhorar e até mesmo curar as condições de saúde. Temos a ressonância magnética, o pet-scan (scanner de varredura em todo o corpo, em busca de anomalias), e o centenário raio-x.

A inegável qualidade de vida trouxe muitos benefícios, sendo o mais perceptível, a longevidade em termos gerais, da população. Nossos antepassados, muitas vezes sequer conseguiram passar os cinquenta anos. Muito trabalho, condições desfavoráveis, o trabalho heroico de construir povoados ou organizar uma cidade, consumiam sua saúde. Sem saúde, restava um bom médico (caso houvesse) e a fé em Deus.

Da mesma forma, é esta qualidade de vida que faz com que muitos jovens se percam. Viciados em games, redes sociais, rodeados com facilidades como até mesmo com a imperceptível água potável, poderiam aproveitar melhor seu tempo para estudar e conhecer coisas novas, de forma sadia. Eis aí, o tema que foi trabalhado no mês passado, o setembro amarelo: uso de tecnologia em excesso, mata. Pode trazer tristeza e inclusive problemas de saúde, diante de alto grau de sedentarismo.

Em menos de 150 anos, vimos uma explosão de descobertas, que precisam ser melhor aproveitadas por todos nós. Você não precisa deixar de trabalhar ou ter tempo para divertir-se. Apenas precisa realizar estas atividades de forma sensata. Ou corremos o sério risco de ter uma população futura que desconhecerá o contato com a terra, com as pessoas e com o valor grandioso do trabalho, aliado à bons hábitos da saúde. E sem contar é claro, com o crescimento absurdo da Inteligência Artificial, que já tira inúmeros empregos.

E que consigamos conciliar tecnologia, com qualidade de vida, afinal nenhum dia é igual ao outro. Devemos considera-lo cada novo amanhecer, uma dádiva.

Um bom final de semana!