MAURO PAES CORREA

Ninguém mais fala da casa conectada?


Realmente, poucas empresas estão atuando na região quanto a automação de residências. O motivo: o preço dos componentes para automação está nas alturas, e a culpa não é do dólar. É da falta de matéria prima para a confecção destes itens.

Automatizar uma casa não é complexo. Você tem um mini-computador que faz todo o gerenciamento da sua casa e com ele, você acende/apaga luzes, ar-condicionado, televisores e qualquer outro equipamento doméstico, inclusive abrir/fechar porteiras e portas em um único clique, através do seu smartphone. Sim, antes da pandemia era um mercado em franca ascensão. Mas acredito piamente que o mercado voltará a crescer, ainda que o público seja restrito à classe média-média (apenas para lembrar que temos a classe média-baixa) e a classe alta.

Na tecnologia, novidades são mais caras. Foi assim com a televisão, fax, vídeo-cassete, DVD e outras boas novidades que marcaram época. Além dos componentes para permitir a conexão “do século 21” para sua casa, há o custo da mão de obra. Infelizmente, ainda há poucas empresas que trabalham no ramo, pois como sempre, em qualquer ramo relacionado a Tecnologia da Informação e Automação, falta mão de obra. Como sempre é o mercado quem “forja” a mão de obra, talvez em alguns anos teremos um cenário mais acessível de casas totalmente conectadas ou automatizadas, como você queira preferir denominar o tema.


E a energia solar?


Essa minha gente, está bombando. Não apenas pela possibilidade de minimizar o gasto com energia elétrica, mas com a possibilidade de menor impacto ambiental. A “cereja do bolo”, que até mesmo as concessionárias e cooperativas “sonham”, é a possibilidade das casas ou indústrias poderem vender seu excedente para que seja possível vender este modelo de energia limpa a seus consumidores, pois seria um ganha-ganha para quem produz (o consumidor com os equipamentos, que já investiu e produz sua própria energia), que pode ganhar algum valor com a venda do seu excedente, bem como as concessionárias e cooperativas.

Empresas grandes estão apostando forte no mercado consumidor e industrial, pois há um interesse muito grande de que seja possível a produção autônoma de energia, não só pela economia, mas pela tendência de chegada dos carros elétricos.

Talvez você não saiba, mas os carros elétricos se utilizados todos os dias e carregados em sua casa, consomem uma quantidade de energia significativa. Ainda que infinitamente menor o seu custo, de algum lugar será necessário obter a energia.

Um estudo comparativo, realizado anos atrás, trazendo toda a frota de veículos de passeio para o sistema elétrico, traria como consequência imediata o colapso de todas as matrizes energéticas do Brasil.

Se eu tivesse uma bola de cristal (e não tenho) e pudesse postar uma previsão, seria: invista em produção de energia solar, pois o custo se paga à partir de uma determinada etapa temporal e ainda pode-se contar com a possibilidade de talvez vender o excedente. E claro, quem quiser trabalhar nesta área, é um “filão de ouro”. Bom fim de semana!