MAURO PAES CORREA

Malala e a tecnologia


Malala Yousafzai é uma figura emblemática.

Perseguida, quase assassinada, defende a educação para as mulheres.

É um fato inegável, digno de elogios.

Não é a toa que mereceu um Nobel da Paz.

Como um homem que trabalha com tecnologia, eu defendo a inclusão das mulheres no mercado.

As razões? Inúmeras.

Começo pelo detalhismo, a capacidade de observação inata que as mulheres possuem. Ainda que possuam uma sensibilidade mais exteriorizada que os homens, também são mais organizadas. É a sua natureza. Temos também o pioneirismo, pois foi uma mulher que foi fundamental para a chegada do homem a Lua, trabalhando de forma incansável para ajudar sua equipe no projeto da missão.

Temos muitas mulheres em Urussanga que podem sentir-se incentivadas a fazer um curso de Tecnologia da Informação. É um jogo de ganha-ganha.

O município ganha mais mão de obra e a educação, que liberta, também traz a independência financeira. Em um curso de curta duração que estou fazendo na PUC, Malala é bem clara: “Todas as mulheres deveriam tentar entender programação”.

Criar programas para smartphones ou computadores, é como aprender uma língua. Você no começo acha tudo muito estranho e difícil, mas obstáculos, no seu tempo, são superados.

Ela mesma frisa muito estas questões, essenciais para o mercado de trabalho para as mulheres.

Quem está em qualquer curso voltado a tecnologia da informação, vê uma disparidade gritante: de vinte ou trinta homens, apenas uma ou duas mulheres estudam na área. Com incentivo, auxílio e boa vontade, creio que as mulheres, neste segmento, fazem a diferença.

Então, assim como Malala, eu espero que tenhamos muitos pais lendo o que escrevo agora: incentivem suas filhas a fazer o que quiserem, em qualquer segmento educacional.

Mas há um segmento que muito cresce e tem taxa de desemprego praticamente zerada, é o mercado de tecnologia da informação.

As grandes empresas já quebraram muitos paradigmas (e precisam quebrar mais), sobre a participação das mulheres no mercado.

Como o exemplo é seguido de cima à baixo, gradualmente as pequenas empresas também aos poucos seguem o exemplo.

Como diz a ganhadora do Nobel da Paz, ainda há muito o que conquistar, mas se olharmos para trás, muitas conquistas e friso para a área de tecnologia, já são frutos do bom trabalho das mulheres.

Quero ter a honra de um dia, deixar de ler notícias divulgando que uma mulher assumiu um cargo central em uma organização e que o fato seja meramente comum, assim como são para os homens.

Homens e mulheres, na área de tecnologia, formam equipes imbatíveis.

A junção de qualidades traz uma série de benefícios, desde o aumento de rentabilidade, responsabilidade social, aumento da qualidade de vida da cidade e nível educacional.

Que possamos ver as filhas de Urussanga, inseridas no mercado da tecnologia cada vez mais.

Seria uma honra.