MAURO PAES CORREA

Salvem os nossos cérebros!


Alô você, como diria o saudoso Vanucci!

A grande verdade é triste e ainda que seja uma notícia já conhecida, traz uma nítida comprovação: a de que a nova geração de crianças pode ter uma tendência de diminuição de QI. Aquela palavrinha famosa, que significa Quociente de Inteligência.

Nada mais é que uma forma de “medir” sua inteligência, apesar de ser muito prática, não é uma unanimidade. Afinal, a psicologia também nos diz que há múltiplas inteligências.

O Dr. Michel Desmurget, lançou no ano passado um livro que fala o quanto a tecnologia ou os equipamentos digitais estão deixando as pessoas menos inteligentes. As horas em que perdemos no computador ou smartphones, tempo este que nossos antepassados utilizavam para ouvir e conviver com outras pessoas, sempre tinham como resultado a transmissão de conhecimentos.

O nome do livro é A Fábrica de Cretinos Digitais. Parece chocante o nome da obra, mas é a pura realidade.

Para comprovar o que ele diz e o que eu penso sobre, façamos nós mesmos, algumas reflexões simples: as crianças e jovens que convivem com vocês, sabem fazer o mesmo que você fazia quando tinha a idade deles? Se houvesse um apocalipse, você acha que elas sobreviveriam, pois para grande parte delas, a convivência com a natureza e habilidades manuais, em sua maioria, é próxima de zero?

O Dr. Michel e eu, diríamos que a nova geração está por um lado aprendendo coisas novas através da tecnologia, mas desaprendendo coisas (ou tarefas) básicas. Eis o X da questão. Talvez você saiba multiplicar de cabeça ou fazer contas sem calculadora, pois possivelmente aprendeu com seus pais ou nonnos. Alguns aprenderam na profissão. Pergunte aos professores se os alunos conseguem sobreviver sem calculadora? De jeito nenhum.

É por isso que eu sou chato o suficiente para defender que tanto os pais e os jovens busquem mensurar o uso da tecnologia. É boa, interessante? Óbvio! Em excesso? Deturpadora para nossa mente. Com consequências nefastas. Veja a quantidade de pessoas com depressão, vícios, desvios. Muitas destas enfermidades mentais, tem origem na tecnologia.

E agora? Acredito que a resposta sempre vem da sociedade. Historicamente, quando chegamos em um tempo de excesso para qualquer situação, vive-se um momento de ruptura ou adequação. A maioria das pessoas é viciada em Internet ou jogos online. É um fato. Teremos então de alguma forma, de ter um controle sobre isso. De que forma, sinceramente ainda não sei.

Acho que os únicos grupos de pessoas que se salvam nessa história, são os escoteiros e militares. Eles aprendem a fazer barracas improvisadas, fogo, encontrar comida na natureza e primeiros socorros.

É um aprendizado saudável, interessante inclusive para os pais buscarem uma forma de tirar o foco dos olhos dos seus filhos, das telas.

Este aprendizado todo, nosso povo que colonizou Urussanga, sabia fazer de olhos fechados. Pais e mães passavam para os filhos suas habilidades, na prática. José aprendia uma coisa, João outra. Maria, tinha determinadas habilidades, Joana outras.

Já a nova geração, eu deixo a resposta com vocês.