MAURO PAES CORREA

A internet está mesmo nos céus?


Elon Musk é um homem de coragem, preciso reconhecer a sua motivação em tornar o mundo mais limpo e conectado.

Para quem não sabe, Elon Musk é o dono da Tesla (aquele carro elétrico, que sequer precisa de motorista) e da Starlink (empresa de satélites) que irá com o tempo, ter cobertura mundial. Precisa apenas fechar o seu cinturão de satélites ao redor da terra e vencer a burocracia de cada país para uso da tecnologia.

A internet via satélite de Elon Musk não é barata, mas promete baixa latência (tempo de resposta), para navegação e uso de outras tecnologias. É de fato, um feito e tanto.

Mas a grande jogada de Musk está em unir a Starlink com a Google.

Enquanto uma fornece a conectividade, outra fornece uma série de aplicações e até mesmo banda (velocidade) de Internet.

Algo espantoso, não?

Na verdade, não necessariamente. Compare sua conexão 4G ou até mesmo a sua Wi-Fi.

Em muitos lugares, você possui excelente cobertura e em outros locais, há lentidão ou ausência de sinal.

O mesmo se dá com conexões via satélite. Elas podem sofrer influências do próprio globo terrestre, pois nuvens espessas, chuvas torrenciais e até um fator externo, pode influenciar nas conexões: as tempestades solares.

A internet via satélite, sempre foi e será uma alternativa as conexões cabeadas. O motivo?

Muito simples de responder: conexões onde exista cabeamento (fibra, cabo de rede – ethernet - , fios telefônicos – ADSL), são meios controláveis de conexão. Ou seja, se houver algum problema na conectividade, é no cabeamento ou no equipamento de conectividade. Não há mistérios.

Já nas conexões sem fio, inclusive a internet via satélite, fica impossível dependendo da situação, controlar o meio. Talvez você já tenha ouvido algum vizinho ou alguém que more com você, reclamando que “o Wi-Fi para você funciona, para mim, não”. Eis o X da questão. Você tem a conectividade, mas o nível de garantia de funcionamento sempre será inferior à das conexões cabeadas. Ambientes sem controle, com o sem fio, podem estar com o espectro (área de atuação do sinal) poluído. É comum, inclusive.

Ainda assim, o uso da internet via satélite ou qualquer outro meio de conexão, não deve ser desestimulado. Em várias situações, há ótimo custo-benefício. Se assim não fosse, como muitos moradores da nossa cidade e arredores viveram anos com a Internet via Rádio? Quem tinha ou ainda tem, volta e meia presencia um determinado tempo de desconexão, mas no geral, sempre atende ao usuário.

Historicamente, a Internet via Satélite para usuários finais e empresas, existe desde o fim da década de 90 e início dos anos 2000, através de uma subsidiária da Embratel, conhecida na época por StarOne.