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  • Foto do escritorJORNAL PANORAMA SC

História Política - Mulheres com pouco poder de decisão na Benedetta


Na semana em que se evidenciou o papel da mulher no mundo, Panorama SC foi pesquisar a história de Urussanga para ter noção de como foi a participação feminina nos poderes constituídos na cidade, em especial a Prefeitura e a Câmara Municipal.

E o que se constatou é que durante as últimas seis décadas os cargos com poder de decisão, a exemplo de Prefeito e Presidente da Câmara, estiveram bem longe das mãos femininas.

Desde 1901, quando Jachinto De Brida foi eleito o primeiro Prefeito, até este ano de 2023, nenhuma mulher foi eleita para o cargo de Chefe do Executivo urussanguense.

Apenas duas foram eleitas para o cargo de vice-prefeito, sendo elas Íris Cancellier - que foi a primeira mulher a assumir interinamente o cargo de prefeito no afastamento do titular José Vânio Piacentini (MDB) e Neusa Bernardino Pereira que também assumiu interinamente a PMU no afastamento do titular Luiz Carlos Zen (PP).Na Câmara Municipal, apenas no ano de 1955 foi que Acy Nunes Naspolini saiu da suplência para exercer a vereança.


Apenas em 1977 foi eleita uma mulher para ser vereadora. Seu Nome Ida Bez Batti, que fez parte da 9ª legislatura.

Nos últimos 68 anos, segundo uma pesquisa feita por Claudete Savio Simas quando ainda era secretária da Câmara, apenas 21 mulheres assumiram uma cadeira no legislativo urussanguense. O detalhe é que, destas 21, apenas 14 foram eleitas pelo voto popular e as demais sairam da suplência para o plenário, num projeto de valorização implantado por partidos políticos. Já para a Presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal, dos quase 50 vereadores que foram conduzidos ao cargo de Presidente de 1947 a 2023, apenas 4 mulheres estão na lista. São elas: Íris Cancelllier, Rosa Miotello, Vanir Mazzucco Cacciatori e Daniela Piacentini Vicentini, todas elas eleitas pelo partido do MDB.

Atualmente, não há mulher com mandato na Câmara de Urussanga.

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