Dra. Ana Lia - foi eleita desembargadora do Tribunal de Justiça/SC

No ano de 2000, Dra. Ana Lia coordenou a 1ª eleição com urna eletrônica na Comarca de Urussanga. Feito foi registrado em edição do jornal Panorama


A juíza Ana Lia Barboza Moura Vieira Lisboa Carneiro é a nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Seu nome foi escolhido de forma unânime pelos integrantes do Pleno do TJ, em sessão administrativa realizada na manhã da quarta-feira 18/11. Pelo critério de antiguidade, a magistrada encabeçava a lista formada ainda por 10 outros juízes.

Sua posse segue sem data definida.

A nova desembargadora, natural de Santana do Livramento-RS, ascende à Corte Estadual para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Henry Petry Júnior. Ela ingressou na magistratura catarinense em 22 de maio de 1989 e já conta 31 anos de atuação no Judiciário de Santa Catarina. Atuou nas comarcas de Urubici, Sombrio e Urussanga e, desde 2011, é titular da Vara do Juizado Especial Cível de Criciúma, voltada ao atendimento célere das causas de menor complexidade.

Entre 2017 e 2019, a unidade comandada pela magistrada teve média mensal de 364 processos ingressados, em contrapartida a uma média mensal de 503 arquivamentos. Em tal intervalo, o número médio mensal de sentenças exaradas foi de 499, enquanto o grupo de equivalência de juízes atuantes na mesma competência apresentou média mensal de 254 sentenças, o que representa que a magistrada teve produtividade 96% maior no período indicado, em comparação ao dado de referência.

Além da unidade jurisdicional, a juíza atualmente é responsável pela administração das Casas da Cidadania de Siderópolis e Nova Veneza, que promovem auxílio jurídico aos mais necessitados. Ela atuou, ainda, como diretora de foro durante três gestões e cumulou durante mandatos específicos a função de juíza eleitoral e de juíza da 4ª Turma de Recursos de Criciúma, então órgão responsável pelo julgamento em 2º grau do microssistema dos juizados.

Por sua extrema dedicação ao Judiciário, notadamente na região Sul do Estado, acabou agraciada com o título de cidadã-honorária criciumense. A homenagem, ocorrida em 11 de dezembro do ano passado, reconheceu a sua relevante prestação de serviços ao município e foi proposição da Comissão de Fiscalização, Controle e Orçamento da Câmara de Vereadores de Criciúma. Também notabilizou-se em sua trajetória como defensora da causa de proteção aos animais.


20 anos de urnas eletrônicas na Comarca de Urussanga


Neste ano de 2020 completou 20 anos de instalação do sistema de urnas eletrônicas nos pleitos eleitorais em Urussanga.

A responsabilidade desta mudança radical coube à juíza Dra. Ana Lia Moura Lisboa Carneiro, conforme pode-se ler na página da matéria que foi veiculada no Jornal Panorama daquele ano.




Da história da urna


Para quem não sabe, Urussanga foi pioneira no uso da urna eletrônica.

Segundo matéria de uma revista lançada em 2016 pela Justiça Eleitoral gaúcha pelos 20 anos do voto eletrônico naquele estado, podia-se ler:


“A primeira eleição eletrônica da América do Sul


Ao longo do processo de desenvolvimento da urna eletrônica ocorreram tantos fatos, com origens tão diversas que é difícil destacar alguns deles como mais importantes que os demais. Como o leitor percebe, a criação da urna eletrônica é fruto de um longo desenvolvimento tecnológico, previsto já na década de 1930, e acelerado nos anos 1970 e 1980. Mas, entre as histórias que compõem a criação da urna eletrônica, alguns fatos são claramente históricos e únicos.

No início dos anos 1990, a Justiça Eleitoral deu um passo fundamental no rumo da informatização do processo eleitoral.

O fato ocorreu na pequena cidade de Urussanga, em Santa Catarina. Mais especificamente, em um distrito desta localidade, chamado Cocal do Sul, cujo eleitorado, em plebiscito, decidiria uma possível emancipação.

Às 18h, do dia 31 de março de 1991, o juiz Osiris do Canto Machado, em frente a uma multidão de eleitores divulgou os resultados do plebiscito. Apenas uma hora após o fim da votação, ao informar à população que 4.888 dos 4.939 votantes decretara a independência do distrito, Machado fez história. O resultado daquele pleito, relativo a uma pequena comunidade o sul do Brasil, colocava o país, definitivamente, em outra era em relação aos sistemas de votação e apuração de votos.

Foi a primeira votação eletrônica da história da América Latina. O sistema de votação, baseado ainda em computadores adaptados para a função de coleta de votos, guarda uma boa semelhança com a urna eletrônica que conhecemos atualmente.”

Deste plebiscito que deu emancipação à Cocal do Sul, Panorama tem o orgulho de registrar que seus diretores Sérgio Costa e Marcia Marques Costa foram responsáveis por todo material publicitário utilizado pela Comissão de Emancipação, desde impressos até mídias para rádios e TVs.